quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reconheça a verdade, agradeça mais e peça menos

Imagine-se com o seu filho, e acontece algo tremendo que pode colocar a vida de muitas pessoas em perigo e só você poderia salva-las, mas para salvar todas essas pessoas custaria um preço, a vida de seu próprio filho. Você deixaria todas essas pessoas morrerem e salvaria seu filho? Ou você deixaria seu filho morrer para salvar todo mundo? Reflita bem sobre isso e pense em Deus, que deu seu unico filho para salvar a Humanidade dos seus pecados ("Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16), consegue ao menos tentar imaginar como Ele ficou? E mesmo depois de tudo, Ele te ama, Ele te protege mesmo você sendo pecador, Ele ainda olha por você. E o que você faz para agradecer a Deus?
Passamos a vida pedindo mil coisas a Deus, e quando Ele nos dá algumas delas, pulamos de alegria, agradecemos, ou as vezes nem isso, pois depois das conquistas muitos se esquecem de que a honra é de Deus.
Depois de toda a dor de nosso Pai em ter entregado seu filho por nós, e depois de também todo sofrimento absurdo de Jesus na cruz, ainda existe milhões de pessoas que vivem como se nada tivesse acontecido. Buscam Deus na hora do sufoco e se sentem satisfeitos com Ele quando ganham vitória em algo. Mas a verdade mesmo é que Deus não precisava dar seu filho por nós e muito menos precisava continuar fazendo por todos. O que Ele fez já foi muito, não merecíamos, e enquanto isso ainda tem gente pedindo muito mais e se esquecendo de que agradecer é que deveria ser feito mais. Como pode alguém ainda continuar vivendo sem reconhecer o majestoso feito de Deus pra nos salvar? Como pode alguém ainda continuar acreditando que salvação acontece pós-morte sem nem ao menos ter buscado aceitar Jesus como seu único caminho até Deus e o Reino dos céus?
É demais pra mim pensar na dor de Deus e de Jesus, enquanto outros fingem que nada nunca aconteceu e que o mundo está aí para ser aproveitado até que a morte se aproxime.
Abram seus olhos para a verdade, aceitem Jesus como seu único salvador, glorifiquem e agradeçam a Deus pela maior perda que Ele aceitou em ter para nos dar tudo aquilo que não merecíamos e peça menos, pois Ele já te deu muito. Procure caminhar na luz e toda a lei de Deus será escancarada aos seus olhos de tal forma que nunca imaginou que fosse possível. Caso contrário, todos continuarão vivendo uma mentira, acreditando numa falsa esperança... Pois:
"Todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo." Apocalipse 20:15
E para se escrever o nome no livro da vida eterna de Deus é necessário aceitar Jesus como seu único salvador e caminhar conforme a lei da verdade!

video

Agradecimento ao Jonathan, meu querido amigo que me ajudou e incentivou a escrever sobre isso! Beijos Jhon, que Deus te abençõe cada dia mais!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nasci de novo


Por anos eu vinha me sentindo deslocada desse mundo, eu buscava viver o que talvez eu achasse que me faria melhor, tentava me enquadrar de alguma maneira nos preceitos em que a maioria das pessoas vive hoje em dia. No fundo, no fundo eu sabia que era em vão essa busca pela conciliação do que eu tinha dentro de mim e do que eu tinha que tentar viver nesse mundão afora. Por vezes eu dizia aos quatro ventos que não me sentia bem nessa sociedade, nos padrões de vida, nas regras que se fundiram na cabeça de todos e simplesmente cumprem sem saber por que, relacionamentos moldados na desilusão, uma busca incessante pela tal felicidade e satisfação no outro que nunca parecia existir. Quanto mais se esperava por alguém que seria forma de amor para finalmente dar razão à vida, mais frustrante ficava a caminhada. Sempre tive em mente de que felicidade é um estado em que todos podem se encontrar, mas eu ainda não sabia qual era a formula para tal fim. Eu já estava cansada de saber que jogar carga emocional em cima de outra pessoa e ficar dependente de alguém para que alguma vitória ou melhoria na vida se achegasse, era inútil. Durante 21 anos e alguns meses de vida eu participei de um mundo e seus mais misteriosos padrões me sentindo sempre na posição de intrusa, um peixe fora d’água. Uma esperança fazia cosquinha no meu coração e me dizia que em algum lugar ainda existia pessoas como eu, que pensassem como eu, que se sentissem como eu, que ainda poderiam amar como eu e jamais se deixariam deslumbrar por luxúrias e tropeços que ferem e muitas das vezes nunca cicatrizam. Uma semente de expectativa ainda estava guardada dentro de mim, nem eu mesma sabia como nem por que, mas ainda conseguia sonhar com pedacinhos do céu, com pessoas apenas de valores e sentimentos humanitários, verdadeiros, bons. Cansei de ser chamada de criança, de mimada, de maluca, pelo simples fato de ainda acreditar em coisas e pessoas que já não se encontra nesse mundo desgastado. O conto de fadas, a história de príncipes e princesas na qual eu ainda conseguia sonhar era o que dava razão para muitos zombarem, julgarem...
Estaria mentindo se dissesse que fui infeliz todos esses anos, porque não fui. Tive vislumbres de amor, de alegria, conheci pessoas raras e essas, guardo comigo até hoje. Tive muitos momentos especiais, marcantes, bons, momentos de diversão, momentos de companheirismo, de paixões, de brilho nos olhos, de arrepios gostosos por apenas ouvir uma boa música... Mas tudo que tive até então, hoje se parece quase um nada. Não é desmerecer, é apenas encarar a realidade, de que mesmo tendo muito, eu tinha pouco. Se amei, sofri. Se apaixonei, desiludi. Se sorri, chorei. Se esperei, perdi. Não havia continuidade, não havia reciprocidade, não havia totalidade. Eram momentos seguidos de frustrações, afinal, nada era suficiente, sempre restava sentimento de espera por algo a mais. Até mesmo o muito se destruía diante de alguma surpresa desagradável, até a maior das alegrias poderia se tornar em vão. Não havia garantias, não havia resistência, estabilidade. (“Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre." 2 Coríntios 4: 18) Durante uma determinada época eu comecei a me sentir rodeada por pessoas que conseguiam me dar certo conforto e paz, simplesmente porque me apresentaram muito do que eu pouco conhecia, Deus! Eu sentia que ele me chamava, me convidava, me daria respostas. Muitas eram as minhas dúvidas, fossem elas pelo mundo, pela vida, pelo amor, pela morte ou pelos ensinamentos de Deus. Minha curiosidade ia crescendo e mesmo sozinha comecei a ler a bíblia, a buscar por entendimentos, por consolos. Surpreendi-me com tamanha compreensão e atualidade que encontrei ali. Esperava talvez por histórias antigas, por acontecimentos distantes com esse mundo atual, mas me enganei, e fico feliz por esse engano, afinal a surpresa me deixou com mais vontade, mais sede de paz de Deus. Tudo já estava preparado pra mim, tudo já estava sendo trabalhado em mim. Deus trabalha em seu tempo que é diferente do nosso, o meu chamado foi ficando cada dia mais convincente, mais próximo. Dores, problemas, tempestades, se fizeram necessárias para que enfim eu me rendesse ao que eu sempre havia acreditado, mas até então não havia buscado.
Por família, por amigas, com família e com amigas, eu presenciei Deus agindo em mim, em meu coração, em meus passos para o futuro. Pela dor, pelo amor e até pelo susto, eu terminei minha conclusão de que eu nunca fui desse mundo mesmo não. Entreguei minha vida a Jesus e enfim nasci de novo. Quando meus olhos se abriram em minha nova vida eu sabia, eu sentia, tudo havia mudado, tudo parecia novo, assustador de início talvez, um mundo todinho novo pra que eu possa conhecer, o mundo espiritual. É como um primo me disse um dia, se parece com o guarda-roupa de Crônicas de Nárnia, depois que se abre e se conhece tudo aquilo não há mais chances de olhar pro mundo do homem e simplesmente negar o outro lado, negar a influência do outro mundo neste aqui. A cabeça até se confunde um pouco, mas nada que o coração alimentado do Espírito Santo não possa convencer. A percepção de tudo que se vivia muda, à vontade pelo que se tinha antes passa a nem existir mais, as pessoas em volta parecem mais frágeis e incontrolavelmente nasce um louco desejo de fazer todos nascerem de novo, assim como eu. Bate revolta diante de todos que simplesmente preferem ignorar os fatos de Deus e as artimanhas do inimigo para ganhar almas. Mas a descoberta mais importante? É de que Deus faz maravilhas, tudo vindo dele é encanto, fascinação, vitórias, felicidades que não se destroem, sorrisos que não se acabam, é quase como se papai Noel existisse ou Terra do nunca sempre tivesse sido real. ("A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver." Hebreus 11: 1) O mundo espiritual é vasto, as lendas que percorrem infelizmente não são lendas, são reais, uma realidade surreal, mas extraordinariamente está entre todos, entre a vida de todos (“É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê.” Hebreus 11: 3), cabe a cada um fazer a escolha mais importante de toda sua vida, continuar fingindo e desacreditando e assim sendo arrastado pelo mau mesmo sem saber, ou motivar sua própria fé em Deus, se entregar, se render, aceitar Jesus, sentir as magnitudes do Espírito Santo adentrando em si mesmo.
Deus é APENAS vitórias, acredite, tudo que de mais belo e bom que se possa sentir por aí é apenas uma amostra do que Deus tem pra sua vida. Deus é o único que pode dar plenitude!!!

domingo, 13 de março de 2011

Presentinho


João Lenjob é Escritor, Músico, Compositor, admirador de toda e qualquer forma de arte, sendo assim poetizou a fotografia, moda, literatura, teatro, cinema e afins no blog Castelo do Poeta. Com toda sua forma de sempre colocar beleza no que há de mais simples e com toda sua gentileza que contorna as pessoas, ele me deu um presente. Me dedicou um poema que considerei puro mimo. Pelo pouco que o transmiti em curto tempo, ele transformou sua percepção em uma demonstração de carinho que muito admirei. Por concordar plenamente com tudo que me destinou sabendo que cada palavra preenche mesmo o meu eu, compartilho aqui uma das coisas mais bonitas que já me escreveram:

Sentimento que sente e faz tão nobre tradução
Ternura, postura, formosura, ainda recatada
Horizonte, natureza, alegria e para sempre poesia
Encanto, doçura, feitiço e assim literatura
Felicidade, cultura e criatividade, quanta arte!
Alimenta as pessoas com sua inteligência
Naturaliza o fundamento e exibe com delicadeza
Intensifica o momento e depois o eterniza
Eterniza, lega, escreve, se solta, vive.

Leva a levesa de um peso a compreensão
Onde faz a mágica, varinha, condão e um "plim"
Une todas as belezas que jorra em cada retina
Impressiona com olhar de mulher e sorriso de menina
Solta as palavras, versos, graça e gentileza
Enobrece os universos com rimada generosidade.

Houve um tempo da cala, do receio e timidez
Organizou-se em tempo também a entrega em pauta
Ramificou das flores a apresentação da primavera
Trabalho de quem por fim brotou e não só nasceu
Atenção digna de quem tem amor e um grande coração.

Sthefanie - João Lenjob

João, obrigada pela linda poesia e pelo carinho de sempre! Te desejo tudo de melhor. Sucessos cada dia mais em sua carreira e seus trabalhos, seja através do blog, livros e projetos futuros!

E para quem quiser conhecer melhor o trabalho desse artista, visitem:

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amigo analgésico

- você nunca sabe como ele se sente até que aconteça a você

Ser incompreendida, dói! Ser mal interpretada, dói! Ser julgada, dói! Tudo isso dói quando vem por parte de amigos, família e pessoas que se gosta. Enfrentar um problema, uma decepção, uma angústia, um dia ruim que seja, mas não ter uma mão estendida, um colo, um sorriso e uma palavra doce, é o que faz de uma lágrima, um copo d’água. A raiva, a tristeza ou até a alegria em excesso são coisas que não passam despercebidas, portanto não há chances de não haver intromissões. Mesmo quando não se pede conselhos, ali estão eles. Mesmo quando não se pede opiniões, lá se aconchegam as contraditórias. Mesmo quando não se quer compartilhar nada, há sempre alguém pra querer dividir ou aumentar. Quem tem o bom senso de dividir a raiva e tristeza e aumentar a alegria, com certeza é a sensatez em pessoa, é o que se chama de verdadeiro amigo, é o que realmente se pode considerar uma sincera compreensão. Agora, aqueles que mesmo tentando parecer que querem ajudar só trazem mais discórdia pra raiva, só somam mais aflição a tristeza, e só alfinetam transparentemente com inveja a alegria alheia, pode-se saber, não é bom amigo, não é benévolo com as dores próximas e muito menos sabe se contagiar favoravelmente com a alegria do outro.
Ninguém precisa de erva daninha quando se encontra em um momento triste demais, ou bom demais. Pessoas ervas daninhas se infiltram espontaneamente mesmo sendo indesejadas e só ajudam o problema, só ajudam a dor de cabeça. Existem também as pessoas pré-ervas daninhas, que podem ser consideradas aquelas em que mesmo tendo boa intenção, ainda assim falam demais, julgam demais e compreendem de menos, sem querer criam mais motivo para somar preocupações. Quem está em crise por algum problema, ou em êxtase demasiado, não precisa de nada nem ninguém que só opinem negativamente ou plantem sementes de discórdia, inveja ou má-interpretação. Quando se chora, a dor toma conta e nem encolher-se em si mesmo ajuda. Infelizmente o que resta é um fio de esperança sobre um ombro amigo, o que se pode então denominar de amigo analgésico. O amigo analgésico é aquele que ao invés de apenas tomar suas dores e gritar de raiva com você ou de chorar pelo que comprimi, ele se segura, te segura e enxerga além do que você pode ver enquanto a tempestade embaça a vista. O amigo analgésico não só sofre junto e calado, como te ergue de tal forma que qualquer mal estar some mais rápido do que se pensava possível. O amigo analgésico fala o que se deve ouvir docemente, ele é sincero e sabe que uma dose de realidade também faz acordar, mas jamais falará o que machuca sendo insensível, rude, cruel ou preguiçoso para a suavidade. Nada melhor do que ouvir o necessário de quem parece falar o ruim como quem fala o bom. O amigo analgésico tanto diz a verdade para o bem do outro, que também sabe quando já pode abusar do otimismo, portanto lambuza o amigo de tudo aquilo que até então não se enxergava de positivo perante o problema, afinal, por pior que seja tudo tem seu lado notório. E o que é afirmativo precisa sempre ser exaltado, ninguém melhor do que o amigo analgésico para fazer as honras. Já a controvérsia da alegria e êxtase, é uma pauta em que incomoda muita gente. Como já dizem por aí, “Não grite alto sua felicidade, pois a inveja tem sono leve.” Eis que o autor desconhecido que disse isso, tinha razão. Quanto mais se sorri, mais as pessoas se achegam, mas também mais se descobre a inveja nos olhos de algumas. Logo se define, invasores maléficos são mal-vindos. Alegria é algo que se compartilha, mas não vale à pena doar algo bom para alguém ruim. Quem se aproxima com desgosto pelo bem alheio não merece nada em troca além daquilo que se transmite. O êxtase é muito desejado, portanto quem consegue é consumido por muitos olhares, sejam eles de acréscimo ou diminuição. Tem sempre um mau feitor plantando contradição na grama verde do vizinho. Já fique sobre aviso... Está feliz? Está extasiado? Sinta-se privilegiado, tampe os ouvidos, feche a porta, não grite em qualquer lugar, mas convide os verdadeiros amigos, esses saberão admirar, se orgulhar, contagiar e assim somarem.
Cansei de gastar saliva e dedos tentando expressar da melhor forma tudo que me causa as tristezas vividas ou as alegrias excessivas. Quem nasceu com o dom da incompreensão não vai melhorar da noite pro dia. Passei a aceitar o fato de que nem todo mundo que cresce, amadurece. E nem todo mundo que é simpático, é bondoso. Existem grandes sentidos que se diferenciam grandiosamente dentro de cada pessoa e isso só se percebe através do que transmitem. Se sinto que me estendem a mão, mas não me entendem, que me oferecem ajuda, mas não se sensibilizam, não adianta! A empatia é algo raro, e quando não se está de coração e mente aberta, obviamente que não se consegue desempenhar isso. Não basta ter vontade em ajudar, tem que ter os complementos de tudo que coloca uma pessoa em posição de compreensão e jamais julgamento. Infelizmente é exceção pessoas que sabem se colocar no lugar do outro e realmente comunicar e dar as mãos como quem faz facilmente quando já experimentou da mesma vivencia. Não é difícil ser o melhor e dar o melhor de si para quem espera de você o que você gostaria que também te dessem quando estiver em um momento único, particular. Basta adentrar nos olhos do outro, no coração do outro, no mundo singular do outro. Se lhe entregam a chave do reservado, se lhe dão a carta da confiança, pra que jogar fora a chance de poder fazer alguém sorrir? Pratique a compaixão, alguém espera isso de você. O mundo anda se desligando, se apagando de valores, se desconectando uns dos outros e isso só machuca quando realmente se sente falta de um afeto sincero, de um toque pelo olhar, de uma lágrima em comum, de um entregue sensibilizado. Não espere precisar para perceber! Faça antes, receba depois. Não aguarde a decepção bater em sua porta para realmente enxergar o quanto faz falta ter e ser o amigo analgésico de alguém. Ah propósito, to querendo colecionar amigos analgésicos, infelizmente quando preciso só consigo encontrar um ou dois no meio de tantos, e olhe lá. Não aprendi a conformar com pouco e nem com incompreensão por parte de quem gosto, então se alguém aí estiver a fim de lutar por essa causa, me avise, to aceitando currículos para aumentar minha coleção de amigos analgésicos, que cá entre nós, estão em faltam, como estão! Se todo amigo soubesse disso, o mundo seria mais perceptível e cuidadoso com o ponto de vista do amigo ao lado. Aliás, seja mais sensível você também, olhe pro lado. Não só entenda, mas também compreenda seu amigo, porque você sabendo ou não, ele espera muito de você. Doe antes de precisar, mas também doe antes de saber que precisam!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Seja bobo você também!


Existem pessoas por aí que acreditam que não precisam estampar o sorriso na cara para qualquer um que se tromba ao dia, que não precisam usar e abusar da educação até mesmo com um estranho, que não precisam se preocupar com a opinião, impressão e sentimentos alheios, que não precisam se dedicar a serem bons dia após dia. Vivem por viver. Vivem pra si e nada mais. Vivem porque nesse mundo estão e só pensam em seguir adiante com o que já tem, nunca pensando no que podem ter de melhor se usufruírem de compaixão, compreensão e gentileza cada dia mais. Vivem acreditando que a maturidade atual já é suficiente. Vivem na base da comodidade e não na expectativa de possíveis vitórias além. Vivem na ignorância de pensar que o mundo lá fora é grande demais para doar o melhor de si a todos.
Quem já foi vítima de mau humor gratuito, de grosseria espontânea, de falta de educação em alto nível, de imaturidade constante, sabe bem como é frustrante reconhecer isso no outro mesmo quando não o trata da mesma forma. Dá pena de pessoas sem auto-controle, sem prudência e cautela. Conviver e principalmente, ter que aceitar um tratamento pelo qual jamais se usaria com alguém, é decepcionante. Eu, particularmente, me chateio muito quando tenho que engolir os famosos sapos. E não ajo assim não é só por educação não, é também por falta de capacidade pra revidar, responder. O que me ofende de imediato acaba me causando uma impotência. Não por fraqueza, pelo contrário. Não reajo justamente porque algo dentro de mim me impede de usar as mesmas armas pela qual a pessoa tenha me atingido. Um grito me assusta, me cala. Uma ofensa me magoa, me recolhe em lágrimas. Uma ingratidão me decepciona, me apaga. Uma briga me machuca, me incomoda. Tudo aquilo que é desentendido, me perturba, me chateia tanto que me faz perder as reações, me embala no silêncio e me entristece por dentro.
Há quem não entenda, pense que sou boba, fraca, chorona ou exagerada, daquele tipo que faz tempestade em copo d’água. Felizmente sei que passo longe de ser boba, porque como já dizia Clarice Lispector, “O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem (...) O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver (...) Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida.” Sei também que passo longe de ser fraca, pois é nas dores e decepções que se aprende o quanto é forte, e esse tipo de aula eu já tive demais e continuo tendo, sem aprender não se vive bem. E exagerada admito que sou, mas como sei que existe escolhas para o melhor ou pior, optei para abstrair meu exagero em tudo o que é bom, verdadeiro, como por exemplo, a educação e prudência que falta para muitos ao lidar com a convivência. Tempestade em copo d’água eu faria se rendesse gritos, se rendesse grosserias e ofensas. Jogar o jogo da falta de educação e pagar na mesma moeda não me daria direitos pra pensar que quero e consigo ser melhor do que quem algum dia me feriu com pouco. Afinal, gritos, ofensas, imaturidade, falta de controle, insensatez, brutalidade, violência nas palavras ou até em ações é pouco, muito pouco. Eu quero e gosto do muito. Muita educação. Muita bondade. Muita gentileza. Muito sorriso. Muita maturidade. Muita cautela. Muita compreensão. Muita compaixão. Muito carinho. Muito amor. Muita verdade no olhar. Muitos valores que a rudeza desconhece. Pagar na mesma moeda não paga, só cobre ou rende mais juros. Admiro quem liquida. E para liquidar, só se for com mais, só se for com o muito!
Não gosto, não aceito, não concordo e não sei digerir o pouco e o ruim. O que é mau, me faz realmente muito mal. Dentro de mim e de tudo que aprendi e tenho orgulho em ser, viver e transmitir, é o inverso ao que ás vezes tenho que aprender a aceitar de certas pessoas que não conseguem doar o melhor para assim cultivar mais disso. Estirei minha bandeira branca para todos aqueles que se esqueceram dos muitos valores que realmente alimentam a alma. Estendi a mão para todos aqueles que já vivem pela paz e pelo muito que ainda se deve cultivar. Abri os braços para todos que querem largar o menos e praticar o muito. E para quem ainda não consegue perceber o quanto o menos machuca e o quanto o muito faz bem, deixo mais palavras de Clarice atingir vocês: “É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.”
Seja bobo você também!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Penso em você...

- Só você é você

Penso em você, logo não durmo. Queria que você soubesse... Penso em você pela forma radiante que sorri. Penso em você pelo seu jeitinho de falar, pelo seu tom de voz, pelo seu sotaque que poderia ser engraçado, mas é fofo a sua maneira. Penso em você pelo tanto que você gosta de cantar, pelo jeito que você leva pra isso, pela doçura que sua voz transmite, pela facilidade com que acompanha cada música e faz parecer com que todas são lindas. Penso em você pela sua enorme educação e simpatia com todos. Penso em você pelo seu olhar brando, inocente, bom e caloroso. Pelo seu ar de bobo mas, que na verdade esconde tamanha esperteza e maturidade. Pelo seu carisma ao tratar qualquer pessoa. Pelo seu ânimo que está presente a qualquer hora e lugar. Penso em você pela amizade sincera que te vejo dedicar as pessoas próximas. Pela sua demonstração de carinho, atenção e disponibilidade com a família. Penso em você pela sua timidez que chega a conquistar por lhe cair tão bem. Penso em você pela simpatia que não se esquece de usar nunca, não importa a quem. Penso em você pelo coração gigante que me mostrou ter, bondoso acima de tudo e de todos. Penso em você pela forma que sorri com expressão de criança arteira depois de ter sido desastrado com algo. Penso em você pela forma com que ri de si mesmo sempre por ter se esquecido facilmente das coisas. Penso em você pela sua admirável calma, paciência e diria até lerdeza, mas porque faz bem você ser assim. Penso em você pelo seu jeito manso e agradável de me contar uma história. Pela sua forma suave de aproximar e me fazer um carinho. Penso em você pelo seu respeito extremo que chega a transmitir medo por ser cauteloso demais pra não me invadir. Penso em você pelo jeito meigo e calmo com que se aproxima ao me beijar. Penso em você pela forma com que sussurra ao meu ouvido quando precisamos conversar muito próximos. Penso em você pela animação que compartilhamos e até disputamos. Penso em você até pela forma com que come, mastiga, fazendo parecer com que tudo seja delicioso mesmo não sendo. Penso em você pela sua adoração ao seu time de futebol, é contagiante. Penso em você pela forma com que me aconchega em seus braços e me embala na sua voz enquanto canta acompanhando Emmerson Nogueira, fazendo com que assim eu me esqueça até de onde estamos e quase te considerando melhor do que o cantor. Penso em você pela surpresa que me causou ao dividir comigo logo o pedaço da comida que não gosto, deixando-me assim mais a vontade. Penso em você por te ver sorrir mesmo enquanto me conta talvez a maior tristeza de sua vida. Penso em você pelo jeitinho com que fecha os olhos e parece derreter quando te abraço ou te encho de beijinhos. Penso em você por saber que gosta de cafuné e pela forma com que deita a cabeça quando lhe faço. Penso em você pelos beijos doces, lentos, compatíveis, tímidos, ousados, carinhosos e até românticos. Penso em você por ter me indicado um poema de Clarice Lispector enquanto me aconselhava dizendo que ser bobo e sempre bom como nós, faz bem. Penso em você por ser sempre tão compreensivo. Penso em você pela satisfação que me dá sempre quando não pôde me responder na hora em que te procurei. Penso em você pelo cavalheirismo e educação que me dedicou quando estávamos juntos. Penso em você por saber que seu signo é o mais compatível com o meu. Penso em você por ser sempre tão alto astral e divertido. Penso em você por todos os gostos iguais que temos sobre festas. Penso em você pela sua forma de confundir meu nome que acabou sendo fofa porque como você mesmo disse ninguém mais me chamaria de tal maneira. Penso em você pelo jeitinho com que me puxa pra dançar e não para um minuto sequer. Penso em você pelo tanto que fala depois de muito beber e mesmo assim continua sendo sensato e educado. Penso em você por tudo que já me contou e depois se esqueceu, porque você é assim ou porque bebeu além e ficou extrovertido como normalmente não é. Penso em você pela insistência que teve comigo enquanto me convidava para um show ou uma viagem. Penso em você pelo seu vício em Mc Donalds. Penso em você por ter deixado transparecer que é romântico tanto quanto eu gosto. Penso em você por ter me apresentado pra seus amigos e gostar de conhecer as minhas. Penso em você pelo trabalho e disponibilidade que teve ao me levar pra sair. Penso em você por ter se preocupado comigo quando eu não estava me sentindo muito bem. Penso em você por ter achado graça quando na verdade fui meio inconveniente mandando mensagem de madrugada. Penso em você pela forma suave e calma com que me respondeu quando perguntei se podia contar algo. Pelo jeito com que me responde sempre me deixando a vontade como se eu pudesse falar qualquer besteira e ainda assim você me ouviria. Penso em você por tudo que me aconselhou e me fez rir quando contei de uma decepção. Penso em você por sempre ter sido tão receptivo, seja pela internet, celular ou pessoalmente. Penso em você por ser decidido. Penso em você por saber que gosta de ler citações positivas. Penso em você pelo otimismo que demonstra ter a qualquer ocasião. Penso em você por ter me oferecido aulas de direção com direito a muita paciência. Penso em você por ter cumprido quando disse que me ligaria. Penso em você por ter ficado comigo a noite toda quando nos conhecemos, sendo que poderia ter fugido depois de um beijo como muitos querem fazer. Penso em você por ter feito questão de me conhecer mais. Por ter feito questão em sairmos novamente. Por ter correspondido a todas as vezes em que o procurei. Penso em você pelo seu jeito envergonhado quando quer perguntar algo mais intimo ou particular. Penso em você por esses muitos detalhes que guardei em tão pouco tempo, por muitos outros que não consegui descrever e por outros tantos que ainda quero conhecer. Penso em você por ser tudo e muito mais de tudo aquilo que sempre sonhei em encontrar durante essa vida toda.

♪ “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você” (All Star – Nando Reis)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Até quando?


To há uns dias já quebrando cabeça com uma coisa que minha mãe me disse. Ela acha que nós jovens mais prevenimos do que arriscamos e por isso na maioria das vezes perdemos a chance de viver algo bom porque ambos os lados ficam esperando a atitude alheia, sempre acreditando que é melhor não precipitar ou que é melhor esconder sentimentos pra não assustar o outro. Eu particularmente sempre fui inconformada com essa história de joguinhos de sedução, de fingir o inverso ao que se sente pra não assustar ninguém. Sempre me senti frustrada com isso, como se fosse uma proibição social, um meio em que o mundo arranjou para trancar sentimentos. Na maioria das vezes tenho vontade de chutar o pau da barraca. Só não faço isso porque geralmente penso no outro. A maioria das pessoas vivem em sintonias diferentes então não reagiriam bem.
Infelizmente a vida não é um filme de romance onde no final o que importa é realmente ter corrido atrás do que se ama. Apesar disso sinceramente fazer total sentido pra mim, não posso simplesmente praticar um ato que o resto da sociedade julgaria como loucura, falta de senso ou desespero. É frustrante ter que agir pensando na aceitação dos outros, mas é como se diz: “A voz do povo é a voz de Deus.” Como seguem religiosamente esse pensamento, bancar a louca emotiva que transborda transparência e é sincera com tamanhos sentimentos, não dá! É como se existisse subconscientemente para todos uma clausula que obriga a prática de um jogo de sedução onde o que mais parece importar é o fingimento e um esconde-esconde de verdadeiros desejos e sentimentos, assim todos confiam que a cautela e a controvérsia ajudam a conquistar.
Por mim isso tudo era dado como caso perdido e viveríamos em eterna harmonia com as loucuras de amor de cada um. Essa sensação de quase claustrofobia diante da mentira, do fingimento, gera uma impotência, uma idéia de negação á batalha pelo que se quer. Filmes românticos podem ser exagerados as vezes, mas também são lindos e até os mais insensíveis já me confessaram chorar em pelo menos uma história. Por isso eu digo que vale a pena se emocionar e inspirar com tamanhas demonstrações de amor e luta. Para cada pessoa existe alguém nesse mundo afora que causaria um coração mais acelerado e uma incontrolável vontade de cometer loucuras a dois. E aí eu pergunto, por que não? Quem disse que não pode? Por que ter medo de arriscar no que se pode dar certo? Por que prevenir quando se pode ganhar? Não sei como ainda agüento, não sei como todos ainda agüentam. Acredito que controlar demais o que se sente faz é mal. A inibição, omissão do que se sente e quer não leva ninguém a nada, ou melhor, até leva, leva a possíveis mentiras até para si mesmo. O descontrole deveria ser mais levado a sério, deveria ser mais vivido. O mundo se fechou para a sensibilidade e a verdade. Todos escondem um gostar, um querer e rezam silenciosamente para dia após dia a pessoa querida se tocar e corresponder. Feliz de quem assim alcançou e Boa sorte para quem ainda tenta. Mas eu por ora vou continuar sufocada, inconformada. Prefiro levar adiante a tentativa de modificar isso aos poucos, por mim e com todos que convivo. Ao invés de cruzar os braços, aceitar e tentar viver assim, prefiro permanecer ao menos na pergunta: Até quando?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hoje, perdi meu coração...


Nunca achei que fosse dizer isso, mas, hoje perdi meu coração. Não só ele congelou como parte dos meus sonhos, sentimentos, reações e esperanças. Sofri a única perda que eu considerava ter sido meu melhor achado.
Sempre tive um grande sonho de vida, um grande sonho de amor, um grande sonho de pessoa. Conforme eu vivia, me adaptava a uma realidade menos brilhante da que eu programava pra mim. As pessoas a minha volta me fizeram acreditar que nem tudo é como esperamos. Aos poucos eu senti que havia guardado meu mais lindo sonho bem no fundo, num cantinho isolado onde ele pudesse permanecer intacto, escondido, mas ainda vivo. Continuei caminhando, conhecendo mais e mais pessoas, mas nenhuma nunca me surpreendeu ao ponto de fazer saber que tinha encontrado parte do meu maior sonho. Aceitei a opção que me era apresentada pela vida. Viver as pessoas como elas são, imperfeitas, erradas, menores do que eu esperava. Não que tenha sido tudo tão ruim assim, mas perto do que eu acreditava encontrar um dia, o resto era simplesmente o aceitável, e não o completo.
Já me envolvi, já me simpatizei, já gostei, já adorei, já apaixonei, já amei e já sofri. Conheço e reconheço as diferenças de cada sensação e sentimentos. Sinto-me privilegiada por ter conhecido o amor, mesmo que não tenha sido correspondida ao mesmo grau. A partir desse aprendizado passei a ter a certeza de que nasci pra amar, de que nasci para o amor, de que nasci para lutar por isso nesse mundo que explora esse sentimento como se ele fosse fácil, rápido, só dor e comum. Sou do tipo que não se importa em discutir com mil pessoas só pra tentar mostrar o quanto o amor existe, o quanto é incrível, mágico, lindo e verdadeiro. Sou do tipo que também não se importa em perder tempo e até noites em claro só pra continuar alimentando essa crença, esse sonho que havia então se tornado minha vida. Quando me perguntavam qual meu maior sonho à resposta não era diferente: “Viver um eterno e grande amor.” O lema era defender o amor, o sentir, tudo que é verdadeiro, sincero, intenso, puro e gentil. Mas hoje eu me lambuzei de tudo o que eu até então não entendia.
Coração de pedra, medo de se apaixonar, insensibilidade diante da dor do próximo, falta de reação, falta de lágrimas, tudo isso me deixavam pasma, me faziam ter pena, me gerava uma louca vontade de ajudar, de puxar as pessoas pelas mãos, botar no colo e mostrar como tudo pode ser fácil e lindo visto do lado onde as cores vibram mais, os sorrisos prevalecem, a compreensão bate cartão, a cumplicidade se ajusta a qualquer momento e o amor faz milagres deixando a vida mais fácil e mais bela. A perda que sofri hoje me fez viver um entendimento que eu achei que fosse o único que eu nunca fosse conhecer. Por algumas horas vivi uma sensação de choque completo, me senti totalmente anestesiada, desprovida de sentimentos, sensações, reações e até pensamentos. Meu sonho de amor e de pessoa já havia se apresentado a minha vida e mesmo eu não tendo concluído a conquista em ter a pessoa pra mim, eu me agarrava às esperanças, não houve um dia sequer que eu não pedisse aos céus pela oportunidade em poder viver esse sonho. E como nem sempre surpresa é sinônimo de coisa boa, fui surpreendida pela perda da única pessoa que tinha me feito acreditar que esperar 21 anos por príncipe encantado, valia à pena.
Da mesma forma em que me senti até sem pensamentos, me sinto até agora sem palavras que possam descrever o que realmente senti. O baque foi tão grande e inesperado que eu já estava pronta a me jogar na cama, encolhida, para ver se assim a dor dilacerante me cortasse em menos pedaços. No entanto, o que provei foi um choque anestésico inimaginável. A insensibilidade se fez presente e foi tomando conta de cada parte do meu corpo. Longe de tudo que eu pudesse ter experimentado na vida, eu conheci o maior vazio que alguém pode sentir. O vazio do nada, o vazio de não sentir absolutamente nada. Para quem gosta de evitar dores essa reação seria a melhor, mas no meu caso a falta de dor e de qualquer sensação foi preocupante. Logo eu que sempre senti tudo a flor da pele, chorei as dores dos outros, e passei meses de cama por amor, não é nada natural silenciar e viver NADA. Pensei em chorar para aliviar, sensibilizar, colocar pra fora o que quer que estivesse sendo bloqueado, mas não consegui, uma lágrima sequer, não saia nada. Pensei em ligar pra alguém, desabafar, pedir um colo, um consolo, uma ajuda, mas eu não consegui discar nenhum número, não consegui pensar em ninguém que me compreendesse, não consegui principalmente falar, me senti muda como raras vezes na vida eu me senti. A única idéia que me vinha à mente era de que naquele momento e aquela experiência tinham sido algo tão dolorido pra mim que de certa forma me chocou ao ponto de me deixar em transe, em completa falta de capacidade pra sentir qualquer coisa. Meu coração havia sumido, congelado ou simplesmente se despedaçado em tantas formas que seria impossível senti-lo aqui dentro. Meu sonho, minha esperança, tudo virou pó. Pelo menos por hoje, nada mais tem sentido. Nem mesmo o amor que sempre me salvou e me deu motivos pra continuar acreditando, conseguiu fazer brotar qualquer mera probabilidade de sentir.
Perdi meu sonho quase realizado, perdi minha esperança, perdi minha vontade de lutar, perdi minha sensibilidade, perdi meu amor, perdi meu coração, perdi tudo então! E como se já não bastasse tudo isso, ainda tem gente que não compreende, não entende e nem quer ouvir sobre como e porque eu acreditava que esse sonho de pessoa era uma exceção viva, era minha visão de futuro, minha confiança no que eu sentia merecer, meu conto de fadas, meu demorado, raro e único príncipe encantado! Acho que alguma coisa ainda sinto afinal... A incompreensão alheia. Porque isso ainda dói!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Necessito de uma história com H


Tem dias em que eu paro e me pergunto: “Por que todo mundo parece namorar facilmente menos eu?”. Fico me sentindo a mal amada, a excluída, a complicada exigente que parece sobrar em termos de relacionamentos, seja por muitas exigências ou poucas correspondências. Passei a olhar pros lados, a admirar casais que aparentemente demonstram felicidade. Comecei a analisar relacionamentos próximos a mim, a analisar casais que conheço. Esperava concluir que talvez eu fosse mesmo a excluída, a azarada nesse quesito. No entanto, me surpreendi com tamanha percepção.
De que adiantaria eu dar chances a uma pessoa e um relacionamento que não me causariam calafrios, saudades malucas mesmo quando ainda se está junto, frio na barriga, mãos geladas, tremores, desejos, sonhos, coração acelerado? Qual seria a graça de estar junto de alguém que a todo tempo foi previsível, morno, fácil, agradável até demais, daquele tipo que chega a incomodar por tamanha presença e esforço em agradar de segundo em segundo? Que magia teria nos olhos daquele que me transmite uma disposição que poderia ser confundida com o que chamamos de “pateta”, ou até quem sabe, imaturo? Onde se concentra a malícia do sorriso que convida e faz estremecer as pernas? Onde encontrar o ar de confiança que exala maturidade, iniciativa e certezas mesmo quando nada foi dito? Onde imaginar sonhos se não houver surpresas e expectativas? Como desejar o morno se se pode ter o quente? Por que se contentar com o mais ou menos se se pode ter a fantasia de um tudo?
Percebi que praticamente todos os namoros a minha volta, e creio que a grande maioria de todos os namoros pelo mundo, se iniciaram no morno, se iniciaram em uma vontade que ainda tinham de que o amor fosse alcançado, e não porque já estava presente. Longe de eu julgar as vontades de cada um, a compreensão e o respeito vem acima de tudo, mas dentro de mim, particularmente falando, tenho a idéia de que um relacionamento sério só deveria ser iniciado depois que os sentimentos já nasceram e deram a certeza de que ambos os lados estão preparados para essa dedicação em fidelidade e companheirismo. Não entendo bem o que faz duas pessoas se unirem sem ter uma estabilidade e comprometimento que todos sabem que só se conquista com muita vontade, dedicação e reciprocidade. Está enganado quem pensa que amor se ganha só com convivência ou tempo. Amor não dá em árvores e não é gratuito ou rotulado como fazem hoje em dia generalizando um “eu te amo” como se fosse um mero “bom dia”. Não concordo com esse amor da boca pra fora, com esse amor simples e falso, com esse amor inventado da noite pro dia. O amor é mágico, puro, sincero, intenso e raro. Não se encontra em qualquer esquina ou beijo. Não se sente em qualquer abraço ou passeio de mãos dadas. Arrisco até a dizer que o amor não se encontra, ele é que encontra a gente!
Enquanto pensava em estudar a minha solidão de momento, fui surpreendida pelo que descobri. E como é bom se surpreender! Não sou eu a excluída ou não correspondida. Sou eu a exceção e a exigente. Há quem diga que estou errada, que estou buscando agulha no palheiro ou que vou morrer sonhando com um amor inexistente. Eis que a minha conclusão muda os rumos de tudo isso. Não estou errada em saber exatamente o que quero, me completa e me faz bem. Agulha no palheiro é raro, e é isso mesmo que eu desejo, tudo que fuja do comum, morno e fácil demais. E poderia existir sonho melhor do que um sonho de amor? Se o amor em si já é um sonho, estou no caminho certo. Não nasci pra gostar do que tenta me convencer, simplesmente só tenho vocação pra gostar do que já está mais do que provado e convencido. Perder tempo testando o que eu já sei que não mexe comigo é estar jogando fora a chance de perder tempo com o que mexe comigo, testar até onde ainda vão minhas exigências. Se existe algum tipo de fantasia, é pra esse tipo de sonho que eu quero pular. Nada que seja simples basta. Nada que não me dê certezas vale. Nada que não ferva como paixão e faça magia como o amor, me ganha. A partir de todos os fatos compreendi e aceitei minhas condições de solteira. Uma vez ouvi dizer que uma das maiores provas de amor é a espera. Então aqui estou, esperando para que o amor me encontre, porque já me convenci de que 'E'stórias de amor não me bastam, eu necessito de 'H'istórias de amor!