quarta-feira, 4 de março de 2009
Duas vidas?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Águas passadas
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Parte XI: O mais estranho amor da minha vida
Texto para o blog: Amores-cruzados
Estava saindo do colégio àquela hora e minha única vontade ou pensamento era que a segunda-feira terminasse logo. Nada melhor do que um dia após o outro e eu contava com o tempo para me livrar de certo passado. Eu estava absorta em meus pensamentos e por isso demorei a perceber o que estava bem em frente aos meus olhos. Na esquina de frente ao portão do colégio estava o carro de Danton. Um nó na minha garganta se formou assim que pensei naquela loira que mais uma vez poderia querer me tirar a paciência mesmo desta vez em que eu não tinha me metido com o querido dela. Fingi não ter notado e acelerei o passo pra acompanhar um grupinho de garotos que iam rindo a minha frente. Mas para o meu susto, o carro estava me seguindo vagarosamente ao lado do passeio. Todos que estavam em volta começaram a perceber aquela cena curiosa e então tive que mais uma vez ceder. Parei de braços cruzados e esperei até a porta do passageiro se abrir pra mim. Entrei já pronta para uma batalha e mais uma vez fui surpreendida. Eu estava esperando por algo loiro e rude. Ao invés disso, me deparei com um alguém fugitivo, misterioso, mentiroso e causador dos meus últimos problemas. Minha expressão não deve ter mudado muito do impaciente para o rancoroso. Danton me olhava com olhar suplicante de quem sabia como me ganhar, mas ele estava errado, de certa forma eu já estava vacinada contra supostas investidas dele em querer novamente me enrolar:
- Não sei bem porque veio me procurar, mas já vou logo dizendo que você além de abusado é um tanto cara de pau. A minha tolerância já foi testada e usada com sua amada, por isso eu lhe peço que me poupe de mais uma perda de tempo. Não quero você e nem nada do seu mundo mais na minha vida.
- Nossa Paula! Quanta arrogância. Não estou te reconhecendo. E de que amada você está se referindo se a única dona do meu coração é você?
- Ah faça-me o favor! Não gaste suas belas palavras comigo. Eu já sei de tudo. Eu vi tudo. Você e aquela loira metida. Por acaso fizeram algum tipo de aposta e eu acabei me tornando a diversão de vocês?
- Paula, minha querida! Por favor, não estou entendendo bem seu julgamento, mas vejo que existe mais mal entendido entre nós do que eu imaginei. Deixe-me ao menos tentar entender o porquê de tudo isso e também esclarecer algumas coisas.
- Danton, eu volto a repetir. Não quero mais nada de você nem da sua vida. Você muito menos me deve explicações. Só me deixe em paz e esqueça que eu existo. Você estará me fazendo um favor.
- Se você quiser isso mais do que tudo, eu vou respeitar. Jamais quero te fazer mal ou vê-la infeliz. Mas ao menos me permita explicar tudo isso que vem acontecendo. Prefiro ter que deixá-la sabendo de toda a verdade.
- Que verdade? Só se for a sua verdade né? A versão que você quer que eu acredite. Pois a verdadeira verdade eu já conheço. A loira é sua namorada e eu não passei de uma pedra no caminho, que no inicio servia de diversão e agora serve de problema para pelo menos algum de vocês dois não é mesmo?
- Paula, me ouça! A Ananda, que é a tal loira que você se refere não é, nunca foi e nem vai ser minha namorada, ela é minha prima. Você sempre foi o meu amor. Não pense que você não seria merecedora disso.
- Ah qual é? Ta pensando que ainda vou cair no seu romantismo? Nada mais do que você disser vai me convencer do contrário. Eu vi vocês se beijando, que história é essa de prima? Você além de tudo mente mal hein?!
- Sei muito bem do que você viu e é por isso que estou aqui de bandeira branca nas mãos querendo te explicar que aquilo não passou de um erro, uma mentira, algo que por mim nunca teria acontecido. A Ananda sim é apaixonada por mim e vem a anos tentando criar algo entre nós, mas por vezes tentei botar juízo na cabeça dela. Nunca dei esperanças, pelo contrário, só que ela é obsessiva, não me dá ouvidos.
- Danton, eu... Não tenho porque acreditar em você. E nem preciso. Isso pra mim já basta. Não tenho haver com a sua vida e nem a dela. Vou embora ok? Estou cansada e tenho pressa de chegar em casa.
Mesmo ele me olhando com aquele olhar caloroso e pedindo piedade eu me forcei a abrir a porta e sair do carro me colocando de pé embaixo do sol escaldante que me acompanhou até no jardim de casa.
Passei a tarde toda na cama, pensando em tudo que Danton havia me dito. Eu não queria perder mais tempo com aquilo tudo, mas algumas coisas que Ananda havia dito ou feito no dia anterior realmente não se encaixavam. Comecei a talvez pensar na possibilidade de Danton estar dizendo alguma verdade. Mas fui interrompida com vovó batendo na porta e colocando debaixo dela um envelope em meu nome. Peguei-o depressa já imaginando ser algo do feitio de Ananda e abri. Primeiramente notei que era um xerox de duas carteiras de identidade, frente e verso. As fotos não me enganaram, era Danton e Ananda. Mas até então eu não estava entendendo o que queriam me dizer mandando aquilo. Olhei dentro do envelope e continha um pequeno cartão na letra de Danton:
“Espero que isso prove a minha verdade.
Beijos, Danton!”
Olhei novamente para as identidades e comecei a ler os dados de cada uma delas. Foi quando notei o que era pra mim enfim perceber. Os nomes de cada um deles:
Danton Furtado Smith
Ananda Johnson Smith
Eles eram mesmo parentes. Fiquei encabulada e atônita com a minha injustiça. Eu sabia que devia me afastar desse caso e desses dois, mas eu não sou de cometer injustiças.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Deus fez e o homem ignorou
A compaixão que somos capazes de sentir por uma amiga ou uma irmã. O sol que nasce e adormece todo dia em frente aos nossos olhos que na maioria das vezes não damos importância. O cheiro da chuva na terra molhada no quintal de casa. Os passarinhos cantando pela manhã. O carinho que cada pessoa amiga ao nosso redor é capaz de nos transmitir nos mínimos atos. O vento que bate em nossas janelas toda noite. A lua que brilha ao lado de perfeitas estrelas e nos convidam a admirar. O bichinho de estimação que sempre tem alguma gracinha pra fazer e nos alegrar. A realização de alguma conquista, por menor que seja. O cheiro de mato, ar puro, que encontramos em cada pedacinho de natureza espalhados no mundo. São diversas coisas como essas que passam despercebidas aos nossos olhos e em nossas vidas. São coisas como essas que fazem de nossas vidas menos amenas. É por tudo e com tudo isso que deveríamos nos importar mais, enxergar mais, perceber mais e valorizar mais. Estas pequenas e importantes observações que passam por nós sem chamar atenção têm muito mais valor do que podemos pensar. Podemos e temos que saber viver o que há de mais belo, natural e simples em nosso dia-a-dia. Não devemos nunca valorizar apenas o que precisamos. O desnecessário às vezes pode ser o que mais faltava para dar simplicidade e alegria em nossas vidas. Quem consegue compreender isso vai saber viver melhor o resto de seus dias. Deus nos deu tudo o que precisamos. O homem apenas criou um meio de tapar os olhos para isso. O homem sim, criou e modificou o que queria por puro comodismo, deslumbramento e luxúria.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Selo Maneiro

Regras:
1 - Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que vc acabou de ganhar!!!
2 - Poste o link do blog que te indicou.(muito importante!!!)
3 - Indique 10 blogs de sua preferência.
4 - Avise seus indicados.
5 - Publique as regras.
6 - Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7 - Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
Indicados:
Espero que todos repassem!! Obrigada ;)terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Nem tudo estava perdido
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Parte X: O mais estranho amor da minha vida
A manhã de domingo começou ensolarada e isso me deixou com mais raiva. Eu estava com ódio do mundo depois da prova que tive da minha incrível burrada em acreditar em um cara que realmente estava criando comigo uma estória que não era minha. Mas eu já tinha prometido a mim mesma - depois de chorar todas as lágrimas possíveis que existiam em mim – que eu iria esquecer tudo que passou e se caso eu viesse a encontrar Danton eu diria a ele novamente o que ele já deveria ter aceitado da ultima vez. Não sou e nem nunca fui nada dele por isso ele não só precisava como nem iria me dar explicações de mais nada.
Minha manhã não começou muito bem. Meu mau humor estava presente a qualquer minuto e qualquer raio de sol que cruzasse meus olhos. Pensei até na hipótese de não descer para o café da manhã para assim não encontrar com meus pais e minha avó, porém não tive escolha, pois papai passou no meu quarto me chamando – ele faz questão de pelo menos fazer as refeições do dia comigo quando está em casa. Para não surgir mais perguntas para cima de mim, me arrumei e desci para a cozinha. Mal me sentei e vovó já veio com tagarelice para o meu lado só que eu não queria saber de prestar atenção no que ela dizia, estava vidrada mexendo meu café com leite. Até que eu ouvi algo sobre Danton e arregalei meus olhos na direção dela imaginando já como ela sabia o nome dele e como ela o conhecia, porque das outras vezes que eu poderia ter contado eu inventei mentiras:
- Danton vovó? De onde você o conhece?
Minha pergunta foi suficiente para fazer vovó começar a contar todo um acontecimento com todos os detalhes pelo que entendi. Danton havia batido a minha porta no dia anterior mais de duas vezes procurando por mim, mas minha avó já percebendo que eu não estava bem, afinal, fiquei o dia todo trancada no quarto, disse a ele que eu não estava e mais tarde na ultima tentativa dele de me encontrar em casa, ela disse que eu já havia chegado sim mas estava dormindo. Fiquei muito agradecida ao saber de tudo isso, acho que eu não fazia idéia de como minha avó poderia ser compreensiva comigo. Senti-me até meio egoísta e angustiada ao pensar em tudo que eu tinha escondido da vovó durante esses últimos dias por causa de Danton. Meus pais estavam mais atônitos do que eu. Eles deviam estar pensando em como eu era uma filha desnaturada escondendo vários novos acontecimentos e pessoas deles, quando na verdade quem nem nunca teve tempo pra saber dessas coisas da minha vida são eles. Não dei muita atenção às expressões que eles estavam fazendo, fiquei mais preocupada com vovó. Esperei uma brecha, mudei de assunto e só mais tarde quando meus pais se retiraram da cozinha que eu me ofereci pra ajudar vovó com a mesa do café, pois assim poderíamos conversar melhor. Expliquei a ela tudo que ultimamente vinha acontecendo e ela me escutou calada como se fosse todo esse tempo da minha vida a minha melhor amiga e ouvinte. Tive que mais uma vez dar o braço a torcer e entender que realmente eu fazia mal juízo de vovó e toda sua possível capacidade de ser compreensiva.
Quando enfim eu já estava em meu quarto, ouvi uma pedra bater em minha janela. Fui correndo olhar e me assustei com o que vi. Um sentimento de raiva e amargura tomou conta de mim. Ali parado em frente o jardim de minha casa estava o carro de Danton. Olhei melhor em volta e não vi sinal de nenhum movimento a mais. Nem ao menos vi a pessoa que teria direcionado a pedra na minha janela. Em meio a muitas sensações gigantes eu tentei me controlar e me pus a pensar em meus pais. Vovó poderia até ser minha aliada dali pra frente, mas meus pais não poderiam se envolver nisso ainda. Coloquei a cabeça pra fora da porta do quarto e tentei ouvir onde meus pais estavam. A TV do quarto deles fazia barulho, então eu já sabia que a sala estaria vazia para eu poder passar sem ser notada. Desci a escada o mais rápido que pude tentando não fazer barulho para assim não chamar a atenção. Abri a porta da sala e me coloquei pra fora a fechando cautelosamente atrás de mim. Ao olhar para o carro é que pensei novamente no que eu tinha concluído mais cedo sobre tudo que eu diria a Danton. Eu não podia e nem queria demorar então eu corri para o carro, abri a porta e já respirei fundo querendo começar a falar logo para poder me livrar dele de uma vez por todas. Mas a vida devia estar me pregando uma peça novamente, pois assim que entrei no carro, fechei a porta e olhei para o banco do motorista, me deparei com uma loira esbelta do meu lado. Ela parecia modelo ou quem sabe uma boneca de porcelana. A pele branca como o raio de sol que batia no vidro do carro. Os cabelos lisos, sedosos e loiros estavam esparramados pelos ombros dela. Ela me olhava através de uns óculos cor de pêssego que me permitia ver seus olhos verdes e brilhantes. A presença dela realmente devia intimidar qualquer um. Eu já havia esquecido completamente todo meu discurso preparado, estava me sentindo uma completa pateta ao lado dela, então ela quebrou a linha dos meus pensamentos com sua doce e melodiosa voz:
- Queridinha, então você é a tal Paula que conquistou toda a atenção e principalmente o coração do meu Danton?
- Seu Danton?
Essa foi à única parte da fala dela que me fez acordar pra realidade em que eu estava vivendo naquele momento. Pensei nas possibilidades dela ser uma outra vítima nessa estória como eu. Se fosse, ela não teria tido culpa de nada no dia anterior e muito menos de estar falando daquele jeito comigo, até mesmo porque ela teria razão em ficar indignada ao pensar que seria trocada por alguém como eu enquanto ela passa aquela presença de Miss:
- É sim. Meu amado Danton. E quer saber? Não sei o que ele vê em você. Olhe só para mim. Você acha mesmo que alguém que tem chance comigo iria querer alguém como você? Faça-me rir.
Senti que eu estava corando de vergonha, mas acho que o que mais me deixava fervendo por dentro e por fora era a audácia de toda aquela garota. A imagem de Miss que ela tinha estava se desmanchando em uma pessoa totalmente convencida e que estava me fazendo achar que eu sinceramente tinha muitas coisas melhores do que ela:
- O que você é do Danton e porque veio me procurar?
- Ora, ora, ora! Então você fala. Achei que iria ficar me olhando com essa cara de pateta pro resto do dia. Eu não queria uma batalha tão fácil como estava parecendo que seria.
Aquela loira metida estava conseguindo me tirar de mim. Sou muito boba enquanto estou controlada, mas desde que me conheço por gente, quando me tiram do sério, as coisas finalmente mudam de figura e quem merece acaba conhecendo a Paula com ausência de tolerância:
- Eu não sei o que você veio fazer na porta da minha casa e muito menos quero saber o que você quer comigo. Só faça-me o favor de dar meia volta e ir embora, por favor.
- Polpe-me da sua pouca educação queridinha. Vim porque tenho meus motivos maiores. Acredite, por mim eu nunca teria nem te conhecido, mas você ousa cruzar meu caminho e mexer com o que é meu então sou mais do que obrigada a vim te avisar sobre o que você vai fazer a partir de hoje.
- Não tenho interesse em saber das suas birras. Pode ir embora tranqüila porque de você e das suas coisas eu não quero nada.
- Escuta aqui ô projeto de gente. Não vim aqui tolerar sua falta de berço e muito menos vou escutar suas vontades. Vim porque eu tenho um recado pra você. Se afaste de Danton. Suma do mapa se for preciso, mas não se aproxime dele porque se eu ouvir da boca dele mais uma vez o seu nome eu vou fazer o favor de pagar pra você uma única passagem de ida para o fim do mundo. E agora desça desse carro imediatamente.
Ela nem se quer notou que eu estava tentando responder ao que ela havia acabado de cuspir na minha cara, pois passou o braço por cima de mim e abriu a porta me convidando a sair. Eu dei um último olhar fuzilante para ela, sai e bati a porta com vontade de quebrar o carro. Ela arrancou o carro de Danton e sumiu das minhas vistas. Sentei no jardim e fiquei pensando em tudo que havia acabado de acontecer. Tinha muitos fios soltos nisso. Ela não poderia ser mais uma inocente como eu, pois Danton falava de mim pra ela. Mas ela estava com o carro dele e veio me ameaçar. Tentei ligar alguns fatos, mas estava difícil demais para minha cabeça, era muita informação. Deitei na grama e me permiti admirar o lindo céu daquela manhã tentando me desconcentrar desse turbilhão que incomodava meus neurônios.