
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O certo

terça-feira, 24 de agosto de 2010
O não corresponder, já correspondendo...
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Amor que é amor, permanece amor, mesmo que mude

“Tereza: Eu sempre te amei mais do que você se importava em ser amado, e por ter te amado muito, eu sempre perdoei tudo que você fez pra perder meu amor. Olha que você se esforçou, porque você fez tudo pra que eu te odiasse, fugisse de você, sumisse da sua vida, deixasse você livre pras suas aventuras.
Marcos: E pelo visto eu consegui.
Tereza: Não. Isso é que é o pior.”
Semana passada, não me recordo mais do dia exato, eu anotei esse diálogo da Tereza e do Marcos da novela viver a vida porque senti que era pra mim.
Às vezes muito do que se quer expressar soa melhor na voz de outras pessoas, ou parece mais bonito sendo vivido também por outros. A escolha das palavras certas, a simplicidade dita no que parece tão dificil na prática se passou ali na TV a minha frente aquele dia e eu senti que deveria guardar.
Nada melhor do que escrever sobre.
Eis que me vejo encaixada em cada palavra, em cada pedacinho de dor que a personagem demonstrava.
É assim para mim, exatamente da forma que foi descrita.
Amei e sei ainda ser capaz de amar da forma mais sublime e grandiosa que se pode existir, mesmo percebendo que a pessoa sequer valoriza o grau de sentimento que lhe dedico. A diferença entre eu e quem me ama está na dor da falta de correspondência e no perdão que eu sei usar mesmo quando não deveria. Quando amo, amo simplesmente e não penso duas vezes. Me entrego, me jogo, me permito viver intensamente o amor e suas mais variadas formas de me fazer feliz. Exatamente por ser assim, não consigo guardar mágoas de quem não tenha valorizado meu sentimento. Podem errar comigo, podem me machucar, mas ainda assim, se existir amor, eu saberei distinguir o passado do presente e perdoarei. Não esqueço, é demais pedir que se esqueça dos erros cometidos, das dores que me trouxeram injustamente enquanto eu amava da forma mais pura e mágica. Mas jamais negaria ou negarei perdão e aproximação a quem eu amei ou amo.
E como disse a Tereza na novela, isso é o pior de tudo. Não existe nada que me faça mudar, que me faça largar a bondade, o perdão. Sou do amor, vivo pelo amor e ele não combina com nada que vá contra a isso, dessa forma eu vivo de acordo com todos os sentimentos favoráveis ao que é bom, ao que uni as pessoas, ao que tras paz, compreensão.
Quem eu amei algum dia será sempre amado. Não importa o que aconteça, amor que é amor, permanece amor, mesmo que mude.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A maior dor
Hoje decidi não lutar nem negar, segui minha lei, sinceridade com as emoções. Aceitei a angústia que tomou conta de todos os pontos do meu corpo, aceitei os pensamentos que voaram direto pra você.
Lembro-me do dia em que te dei Adeus. Escolha minha, eu tive certeza e ainda tenho, eu fiz o certo. Os motivos que me fizeram tomar aquela decisão é que nunca foram certos. Insuportável ter a sensação de que aquele fim, não foi realmente o fim. Histórias que escolhemos não mais viver devido a erros, problemas, confusões, parecem sempre voltar, como se pedissem para ter um final, feliz ou não, mas um final decente, um final com ponto final, não com uma vírgula que só serve para anteceder o que não se pode resolver imediatamente.
Naquela noite eu fiz o que tinha que fazer. Optei por mim, ainda estou optando por mim e aprendi a sempre optar por mim antes de tudo e todos. Não abrirei mão dessa condição. Lutei por nós até onde pude, mas não se ganha uma guerra sozinha. Decidi renegar ao que mais pensei que amava, ao que eu mais achava que era necessário. Abri mão de você, pra me receber de volta. Aqui estou, novamente completa, livre, bastando-me, permitindo-me. Por isso hoje eu me permiti viver você como não vivia desde aquela última noite. O que eu não sabia era que iria descobrir o quanto dói sentir que espero sua volta.
Por mais errado que seja, por pior que pareça aos olhos curiosos, ainda sim me parece certo.
Perdi as palavras, perdi o sussego. Esqueci-me como sou boa em me expressar. Tudo porque me deixei ser levada e lavada pelas lágrimas. Última vez em que chorei foi ao te deixar ir, na despedida, depois nunca mais me lembro de ter parado sequer pra pensar em algo parecido.
Eis que aqui estou. Entregue ao momento, entregue a essas palavras que tentam cuspir por mim um pouco da dor. Essa dor tão mais dolorosa do que parecia ser. É por saber que ela existe que percebi que não tenho com quem contar. Amigas não saberiam entender, por mais silêncio que façam, eu saberia que a mente de cada uma delas iria borbulhar mensagens contra mim, a falta de experiência próxima ao que passei não permiti que elas possam distinguir o que seria passar por algo assim. Minha família... Primas, tias... Tão pouco teriam paciência. Para elas parece mais fácil dizer que o que dói não faz sentido, é errado e dessa forma concretizam que a culpa é minha e só minha por cultivar pensamentos sobre você. E minha mãe? Ela que é minha melhor amiga, meu espelho. Já tirei tanto o sono dela por esses meus momentos e sofrimentos. Algumas vezes eu simplesmente não sabia, ela deixava de dormir pra chorar a minha dor, outras vezes, eu mesma a acordei pra ficar me ouvindo, tentando ao menos me acalmar, me fazendo acreditar que tudo é menos ruim do que parece. Mas hoje não dá pra contar com ela também. Noites mal dormidas, choros de preocupação, também deixam qualquer um estressado. E o pior... Ela pensa que por me ver sorrir, eu não tenho mais tristezas. Se ela soubesse da real verdade que eu já sei que ela desconfia que existe dentro do meu coração, ela iria me pré-julgar. Consigo imaginar o tom da voz, e a forma como ela perguntaria o porquê de tudo ter mudado, o porquê eu voltei a pensar em quem não deveria. Sei até que ela seria capaz de me chingar, bancaria a insensível, fingiria mau humor e me diria pra simplesmente esquecer. Ou seja, voltei à estaca zero, afinal, o que mais ouço em relação a tudo isto é realmente essa palavra: esquecer.
Esquecer não é solução, nunca foi e que sirva de aviso pra quem ainda tenta. Esquecer simplesmente serve como válvula de escape pra quem consegue manter a mente ocupada. Esquecer é pular de galho em galho. Esquecer é evitar pensar, evitar crescer. Esquecer é o inimigo da maturidade. Esquecer impede soluções. Esquecer não faz ninguém superar.
Aprendi isso e não largo mais. Necessito de outra forma de ajuda. As palavras me aliviam, me sugam um pouco da carga pesada, mas a grande massa, o miolo, vai continuar dentro de mim.
Fico imaginando como seria a volta, como seria talvez te receber de novo.
Confesso que sinto falta do seu abraço, do seu colo que me acolhia. Eu não suportaria ganhar esse carinho de novo sem demonstrar que isso me abalaria.
Mas é o que eu mais gostaria de receber agora.
Parece loucura, e é mesmo. Mas eu gosto assim, prefiro tentar, prefiro arriscar invés de largar pra lá e fingir que consigo seguir em frente quando na verdade mesmo sem perceber tem sempre algo me puxando, me prendendo no passado, me fazendo esperar, me fazendo viver sem estar 100% preparada pra atingir meu futuro sem você.
Não te aceitaria se ainda soubesse que tudo o que larguei ainda habita você.
Mas também não consigo lidar com o fato de te perder para uma mentira em que você insiste em levar adiante apenas pra conseguir provar a mim ou quem quer queira ver que você é capaz de seguir em frente.
Só se lembre, por favor, de acabar com a farsa em algum momento, mesmo que demore, mas termine com ela antes tarde do que nunca, pro seu bem.
Foi você quem me ensinou que amor é um só para toda a vida. Acredito em vários amores, mas se o seu é o meu maior e sempre será, então não deixe que ele se vá, não o esconda por baixo de mentiras e orgulhos.
Da mesma maneira em que sei perdoar até mesmo o que não deveria, eu sei que você sabe se libertar.
Demore, mas venha. Mesmo que não signifique nada, mas ainda assim, volte.
Eu preciso do seu abraço. Ele é o único em que sempre me tirou do mundo e me salvou de tudo que parecia impossível. Seus braços, seu calor, seu colo, toda aquela forma de me carregar, de me preencher, de me fazer sentir protegida, só você sabe fazer isso. O seu abraço é o único que sempre precisei e nunca posso ter quando mais necessito.
Me ajuda... E assim poderei te ajudar. Nem que seja apenas para percebermos que o que era de verdade se apagou com o tempo, mas ainda assim precisamos descobrir juntos, e não fugindo um do outro como se à distância e a amargura de nossos corações separados pudessem solucionar o fim que foi mal resolvido pelos seus próprios erros. Erros estes que você comete justamente porque sempre escolhe esquecer invés de aprender e superar.
Tá na hora de crescer! Tá na hora de voltar!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Parte XVI: O mais estranho amor da minha vida
- Amor, tudo bem? Onde você ta indo?
Soltei o peso do meu corpo sobre a cama me sentindo derrotada pela voz de Danton. Eu não conseguia nunca escapar ou ganhar dele em alguma coisa. Virei-me para encará-lo e não consegui me conter. Minhas pernas bambearam ao analisar o rosto dele. Vi uma expressão preguiçosa, dava vontade de apertá-lo. Seus olhos negros, brilhantes, estavam pequenininhos ainda lutando para sair do sono. E sua boca brincava prazerosa com um mero sorriso delicado. Não pensei duas e nem uma vez. Atirei-me em seus braços. Ele me recebeu alegremente e me aconchegou em seu peito enquanto acariava meus cabelos e me dava um singelo beijinho na testa. Momentos como esses me faziam imaginar se esse cara existia mesmo, e principalmente, se ele estava comigo, interessado em mim, logo em mim, que nunca atrai grandes atenções, muito menos de caras como ele.
O silêncio não era constrangedor, os carinhos, o calor entre nós, já dizia muito. Não tinha como fugir, não tinha mais como negar, eu estava caida de amores por Danton e não queria perdê-lo mais, nem por um mês, nem por um dia, nem nunca:
- Linda você tá com fome? Você dormiu bastante, e ta aqui em casa há horas, vou la na cozinha preparar algo pra você ou posso pedir uma pizza se quiser, o que acha?
Tirei meu rosto de seu colo, repousei meu queixo em seu peito e olhei pra ele. O sorriso nunca largava do rosto dele, já era peça essencial em sua beleza e eu sabia que não conseguia mais viver sem isso:
- Eu acho que você deve ficar quietinho aqui comigo.
- Mas Paula, meu amor! Você tem que comer algo.
- Não, meu coração é o único que tem fome. Fome de você!
O sorriso de Danton se alargou mais nesse momento, não sei como, mas conseguiu ficar mais lindo do que nunca. Seus olhos brilhavam com uma intensidade que me fazia mergulhar neles. Quando dei por mim já estava deitada na cama com Danton colado em mim me olhando como se nunca tivesse me visto:
- Pela primeira vez fiquei sem saber o que responder. Não esperava por isso, não acreditei que conseguiria te convencer que pode confiar em mim, no meu amor. Você é minha vida agora Paula, e meu coração é todo seu, para todo o sempre.
Antes que eu pudesse responder, ele me envolveu em um beijo doce e abrasador ao mesmo tempo. Meus pulmões pareciam esquecer de respirar e meus olhos estavam úmidos mesmo fechados. Ele não se atrevou a nada mais comigo, já tinhamos conversado sobre tudo isso horas antes de eu dormir e combinamos de que tudo teria seu tempo para nós dois, mas obviamente ele mais falou e eu escutei, não teria tido coragem para ficar esclarecendo detalhes de um relacionamento que ainda iriamos começar.
Nossos beijos pareciam ser viciantes para ambos. Quanto mais a gente se beijava, mais queriamos eternizar a vida naquele momento. Quando enfim resolvemos desgrudar um pouco, deitamos um do lado do outro:
- Danton, quantas horas?
Ele procurou o celular debaixo do travesseiro e olhou o horário:
- São 10 pras 3 da manhã.
- Quê?????? Como assim???
Pulei da cama e comecei a procurar meu tenis pelo quarto. Não conseguia pensar em mais nada além de que eu precisava estar em casa. Meus pais deviam estar furiosos, preocupados, colocando polícia atrás de mim. Eu iria ganhar um castigo de anos, trancada dentro do quarto. E quanto mais eu pensava, mais eu me movia descordenamente pelo quarto e nada de encontrar meu tenis:
- Linda. Tá tudo bem, vem cá. Fica calma! Eu já tinha ligado para sua casa e avisei sua avó que você está comigo, prometi que cuidaria de você e acima de tudo que te respeitaria. Ela me deu um crédito e disse que iria dizer aos seus pais que você ia dormir na casa de uma colega sua de colégio, tal de Cláudia.
Meu cérebro não queria processar bem o que meus ouvidos acabavam de escutar. Senti que estava boquiaberta, parada ali no meio do quarto enquanto Danton sentado na cama sorria para mim, claro, como sempre, e sendo meu herói daquela noite. Como ele conseguia ser assim tão tranquilo, responsável e com total equilibrio? Senti-me meio envergonhada pela cena de loucura que dei atrás dos meus tenis, por acaso sumidos. Sentei na beirada da cama de frente pra Danton:
- Obrigada!
Era a única coisa que eu conseguia dizer de volta. Ele ainda sorrindo veio na minha direção e me abraçou. O mundo parecia ficar tão mais lindo, em paz e fácil quando eu estava em seus braços. Daria tudo pra estar ali todos os dias, acreditando que a vida podia ser bem mais simples:
- Quero conhecer sua avó depois ta? Ela foi muito simpática e gentil comigo. E tenho que agradecer pelo voto de confiança ne? Mas, sinceramente, eu quero conhecer seus pais também, seu cachorro, sua vida.
Enquanto ele dizia ia mexendo em meus cabelos e eu sentia meu coração palpitar a cada palavra que ele soltava:
- Também quero conhecer sua família.
Notei que ele ficou imóvel e mudo depois do que eu disse. Dei uma cutucada na barriga dele pra ver se ele reagia e ele sorriu meio sem graça:
- Desculpa linda, é que minha família anda tão maluca, uma fase difícil pra todos nós.
- Você nunca me contou sobre o que aconteceu desde daquela época que você foi a Paris por causa do seu tio.
Fiquei meio envergonhada, sem saber se poderia já ter esse tipo de liberdade com ele, perguntar dos problemas familiares, mas arrisquei, tentei ser mais amorosa e mais interessada na vida dele. Ele me puxou para trás, nos deitamos na cama, me aconcheguei em seus braços e esperei que ele começasse a me contar finalmente o motivo que fez tudo virar um mistério.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Parte XV: O mais estranho amor da minha vida
Danton me olhava boquiaberto e seus olhos escuros e pequenos estavam menores do que normalmente ficavam. Nenhum de nós dois disse nada, ainda estávamos recuperando o fôlego e o autocontrole. Desconfortável, ajeitei minha blusa e me sentei no sofá, virada para frente:
- Linda! O que foi? Fiz alguma coisa que te desagradou? Desculpe-me.
Evitei olhar para ele e continuei calada com os olhos abaixados, estava envergonhada, sem argumentos para explicar o meu receio. Percebendo que eu não responderia, ele se aproximou de mim e tocou minhas mãos. Fiquei observando suas mãos grandes, firmes e delicadas ao mesmo tempo se envolver entre as minhas tão mais frágeis e pequenas perto das dele. Continuei sem reação, sem fala, não quis nem ao menos arriscar olhar para ele, eu sabia que ficaria tentada e invés de me explicar eu cairia nos braços dele novamente. Danton também pareceu desistir de se comunicar comigo. Silenciosamente ele começou a mover o rosto para perto do meu ate fazer com que seu nariz roçasse em minha bochecha que no mínimo estaria vermelha de vergonha. Fechei os olhos enquanto sentia sua respiração acariciar minha pele. E antes que eu pudesse abrir os olhos ele já havia se afastado. Confusa, resolvi olhar para ele. Sua expressão parecia triste, mas serena. Ainda segurando minhas mãos ele se levantou e me puxou consigo. Caminhamos até a última porta que tinha no mini corredor que separava a sala de um banheiro e um quarto. Entramos no quarto e não pude disfarçar meu choque com o luxo que vi contido ali. O cômodo estava iluminado só pelos dois lustres que estavam acima de cada lado da cabeceira da cama. Ah! E a cama, parecia convidativa aos meus olhos, ela não era uma cama de casal em tamanho normal, parecia vencer em comprimento. Só se via os detalhes em preto e prata da cabeceira e das pequenas gavetas que flutuavam grudadas na parede ao lado. As almofadas eram varias, todas em tons de branco e bege, espalhadas por todos os lados junto ao edredom branco e cinza que ainda estava mal dobrado. Uma cortina marrom que ia do teto até o chão cobria todo o lado direito do quarto onde eu imaginei ter uma grande janela. Um pequeno sofá também estava encostado à direita entre a cama e a cortina. E no canto oposto ao sofá, uma mesa com um notebook e uma cadeira acolchoada. Tudo ali combinava, tom sobre tom.
Vendo minha distração, Danton me soltou e foi até o guarda-roupa preto com portas de vidro que ficava a esquerda. Abrindo a ultima porta, tirou de lá uma caixa imensa que eu poderia até ter pensado que guardava mais almofadas. Danton pousou a caixa na cama e sem nem mesmo me lançar um olhar, ele abriu a tampa da caixa branca, se sentou ao lado dela e enfim me observou como se esperasse uma reação pelo que eu poderia ver.
Aproximei-me lentamente da caixa e olhei curiosa sobre ela.
Meus olhos não queriam e não conseguiam acreditar no que estavam enxergando.
A caixa continha só fotos minhas, eram tantas que lotavam até o topo. Chocada, sentei na cama também e peguei uma das fotos. Fiquei olhando para minha imagem, imaginando como Danton teria conseguido tantos clicks meus sem eu nem mesma perceber. Ainda concentrada nas fotos percebi que Danton se levantou e sentou-se atrás de mim na cama me envolvendo em um abraço. Enquanto eu remexia nas fotos ele ficava me observando. Ele moveu meus cabelos para o ombro direito e recostou o rosto em meu ombro esquerdo me fazendo sentir sua respiração colada em mim:
- Meu amor! Agora você sabe que pode confiar em mim e que não precisa ter medo de nada, eu te amo!
As fotos que estavam em minhas mãos caíram sobre a cama quando ouvi aquelas palavras. Rapidamente me soltei de seus braços e me pus em pé onde pude perfeitamente olhar em seus olhos. Minha cabeça girava enquanto a voz de Danton soava em minha mente como um eco que só queria fixar as ultimas palavras que ele havia dito. Tudo foi ficando confuso. Pensamentos, lugares e pessoas vieram a minha cabeça tão de repente, todos juntos. Ananda, minha avó, Danton, as fotos, o loft, o jardim de minha casa, os bilhetes, a ponte... Eu Te Amo... Te Amo... Amo...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Parte XIV: O mais estranho amor da minha vida
Tomei meu banho como de costume, vesti a primeira roupa que eu havia pegado no guarda-roupa e desci para tomar café. Vovó era a única que me esperava. Meus pais já haviam saído, na correria de sempre. Ao lado da minha xícara de café estava um envelope marrom. Olhei-o fixamente e depois olhei pra vovó na esperança dela me dar alguma explicação. Ela nem se quer se moveu, estava com a cabeça enfiada em uma revista. Notei que ela estava era me evitando ou talvez me dando a chance de escapar dali, de ter um momento mais privado com minha curiosidade e o envelope desconhecido. Aproveitei a deixa e sai da cozinha com o envelope entre os dedos. Sentei-me na poltrona mais próxima na sala e rodei o envelope nas mãos a procura de alguma identificação, mas não havia nada. Abri com cuidado e retirei de lá um papel brilhante que reconheci ser uma fotografia. Ao virá-la para mim, me assustei com a imagem. Era uma foto minha e bem recente pelo que parecia de acordo com as roupas em que eu estava usando. Não me lembrei de ter tirado nenhuma foto distraída daquele jeito, ainda mais naquele local, a ponte. Meu estômago começou a me incomodar como fazia toda vez em que eu ficava nervosa ou agitada, perdia a fome completamente. Eu já tinha certeza de que algo ali tinha a ver com Danton. Enfiei a mão no envelope de novo e retirei um último papel menor que tinha sobrado lá dentro. Notei de cara que a letra não era de Danton e nem tão pouco masculina. A caligrafia tava bem formosa:
“Detesto ter que procurá-la novamente, mas é para o bem de Danton. Achei essa foto em uma gaveta da escrivaninha dele onde até ontem havia outras milhares de fotos suas. Espero que você saiba o que está causando a ele, não o deixe converter esse amor em obsessão. Ajude-o. No verso você vai encontrar o endereço do loft onde poderá encontrá-lo.
Ananda”
E bem no fim do recado, Ananda escreveu um, ”por favor,” minúsculo. O que significou que foi bem difícil para ela ter que me pedir aquilo.
Virei o papel e fitei o endereço. Não me surpreendi quando notei que o loft de Danton era um dos pequenos e luxuosos prédios que se encontravam na rua de trás da ponte.
Fiquei alguns minutos a mais olhando a minha fotografia e imaginando o que poderia significar tudo que Ananda queria dizer com amor e obsessão. Só acordei da minha consciência porque Cacau tinha começado a latir insistentemente pedindo comida a vovó. Subi as escadas lentamente sem me preocupar muito se iria chegar atrasada ou não no colégio. Peguei minha mochila semi-arrumada em cima da minha cama e sai de casa, ainda com a foto, o envelope e o endereço nas mãos. Fui andando depressa deixando o vento soprar meus cabelos para me distrair um pouco. Cheguei ao portão do colégio e não encontrei nem o porteiro. Eu devia mesmo estar muito atrasada. Sentei-me na calçada e fiquei absorta na fotografia esperando até que alguém aparecesse para abrir o portão para mim.
As aulas naquele dia passaram voando por mim. Nem ao menos tive idéia de que professor estava dentro de sala.
Em casa na hora do almoço não consegui comer muito. Tirei uma soneca no sofá depois de almoçar, mas não serviu para nada. Meus pensamentos continuavam a me atormentar. Assim que me levantei do sofá, o papel com o endereço de Danton, já todo amassado, caiu do bolso furado da minha calça de uniforme. Peguei-o do tapete e li o endereço pela décima vez. Voluntariamente, sem pensar, sai pela porta da sala e fui direto até aquele endereço. Não pensei em mais nada naquele momento. Tive a sorte de encontrar a portaria vazia, pois o porteiro estava do outro lado da rua conversando com um senhor. Entrei correndo para não dar tempo de ser impedida e invés de pegar o elevador subi as escadas o mais depressa que pude. Cheguei ao quarto andar como me indicava o recado de Ananda e fiquei alguns segundos olhando para a campainha que eu deveria tocar. Fui interrompida por barulho de passos atrás de mim. Virei-me lentamente tentando pensar em uma boa desculpa para dar para o porteiro, caso fosse ele mesmo. Mas não era. O papel caiu da minha mão inconsciente daquela ação, minhas pernas ficaram bambas e senti minha garganta dando um nó. Parado na minha frente, estava um Danton totalmente irreconhecível. Descabelado, ainda de pijama, descalço e com algumas cartas e envelopes marrons nas mãos. Ficamos parados um olhando para o outro, com a mesma surpresa. Não conseguia me mover, até que Danton me contornou e abriu a porta atrás de mim. Ele não disse nada e nem ao menos fechou a porta na minha cara como eu talvez esperasse que ele fizesse depois de eu ter aparecido do nada. Caminhei o mais devagar que pude até a porta e fiquei olhando-o espalhar as novas correspondências no meio de tantas outras que pareciam já estar rasgadas em cima de uma pequena e redonda mesa de vidro que ele tinha em sua minúscula sala. Danton continuava a se mover de um lado para outro como se quisesse evitar minha presença. Depois de alguns demorados cinco minutos, ele surgiu de uma porta a direita da sala que parecia ser uma cozinha, com um copo d’água nas mãos. Olhou-me dos pés a cabeça e me forcei a fazer o mesmo para enfim perceber como eu tinha ido até a casa dele. Ou seja, de uniforme. Não me importei muito, afinal, ele estava bem pior que eu, porém, ele ainda tinha a sua incrível beleza e elegância de sempre que o ajudavam a estar lindo mesmo naquelas condições. Ele se sentou no sofá azul marinho ao lado da porta de entrada onde eu ainda estava de pé:
- Pode entrar e, por favor, feche a porta.
Eu não tinha mesmo a intenção de ir embora, então obedeci às ordens dele. Resolvi abusar um pouco e sentei-me ao seu lado no sofá. Ele parecia evitar olhar pra mim:
- Danton, eu...
Antes que eu pudesse dar inicio a qualquer que fosse a minha desculpa por aparecer ali assim, ele se virou pra mim rapidamente com os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto. Pegou em minhas mãos e foi subindo os dedos por meus braços até alcançar meus ombros. O calor de seu toque me deixou arrepiada e eu não conseguia mais me lembrar do que deveria dizer a ele. Ele foi se aproximando de mim com calma, mas seu cheiro estava tomando conta total do meu corpo, eu não conseguia me mover contra ele. Qualquer que fosse sua intenção, eu não me importava. Quando dei por mim, já estava em seus braços derretida em um beijo gentil e feroz ao mesmo tempo. Mesmo de olhos fechados senti uma lágrima escorrer por meu rosto e as mãos quentes de Danton me puxaram mais para perto de si. Dentro de mim não havia mais nada além de um sentimento grande, lindo e desconhecido como tudo tinha sido pra mim até aquele momento.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Reencontrando o amor
Esse companheiro se intitula namorado. Com ele tudo parece mais fácil, mais valioso. Por ele tudo fica melodioso e mais lindo. É ele quem trás amor e mais paz, afinal, quando se tem amor, tudo fica mais tranqüilo de se enfrentar na vida. Até que chega um momento em que as flores parecem começar a murchar e não se sabe o motivo da seca. Tudo vira motivo de mais tristeza, qualquer pedrinha no caminho se torna uma dor de cabeça. É nesse instante que os anjos de nossa vida entram em ação. Uns até tentam ser mais bondosos do que o normal e insistem na vocação de cupido para ver se curam as pragas que estão acabando com as flores, pragas estas que moram em corações infelizes. Os anjos servem de consolo, distração e conseguem muitas das vezes arrancar sorrisos de nós, mas no fundo nada disso importa muito enquanto o verdadeiro significado de viver ainda parece estar murchando. A batalha contra tudo de mal que possa estar ruindo o amor é longa e incansável. Não basta esforço só de um, tem que unir a esperança e a vontade dos dois para que no fim o bem maior vença. Os valores contra esse mal sempre existiram, mas ás vezes esse mundo nos faz esquecer. Aos poucos, os anjos de nossas vidas vão nos ajudando a recuperar total juízo e colocando na mente dos amantes tudo que estava sendo esquecido e que jamais deveria sumir de nossas vidas. A compreensão, que exige tempo para que um ouça o outro e assim se entendam. O respeito que necessita de apreço um pelo outro, para que conheçam a individualidade e por isso entendam que cada um é cada um. Companheirismo que exige da maturidade para que ninguém tente dominar ou ter poder sobre o outro e ainda assim consigam dividir os mesmos momentos e sentimentos. Admiração que necessita da sinceridade para que cada um saiba reconhecer no outro o melhor. Carinho que necessita da vontade para que um procure o outro nem que seja em um olhar, mas transmitindo sempre a doçura e afetividade. Diálogo que exige flexibilidade total para que ambos consigam trocar informações, opiniões e pensamentos diferentes, mas sempre entrando em um acordo que seja bom para os dois. Romantismo que necessita da paixão para que os dois sempre consigam se declarar e manifestar todas as formas, gestos e palavras de carinho que sentem um pelo o outro. E finalmente, amor que necessita de tudo isso já citado e muito mais. O amor une tudo, o amor cura tudo, o amor sempre dá sem cobrar, o amor só cresce e nunca diminui, o amor é sempre verdadeiro e nunca disputa nada, o amor é fiel, o amor é infinito e bondoso, o amor cuida, o amor surpreende, o amor faz sorrir e chorar, mas sempre de felicidade, o amor nos faz viver! Quando tudo isso enfim se acalma novamente nos corações dos amantes, eles percebem que seca nenhuma jamais poderá destruir o que é verdadeiro. Descobrem também que amar é a mais bela ação que o ser humano pode fazer nessa vida e que quando se enfrenta secas, pedras no caminho, problemas, brigas, malícias do mundo que chegam até nós e até mesmo falta de juízo que nos tira o senso e mesmo assim o amor no fim sobrevive, é porque era pra ser e sempre será cada vez mais forte. O amor tudo vence!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Parte XIII: O mais estranho amor da minha vida
Já havia se passado um mês e meio e eu ainda não conseguia tirar da cabeça aquele último dia em que estive com Danton. Não sei se fiquei marcada pela tristeza ou pela dúvida. Desde aquele dia que eu tenho ido até a ponte para ver se encontro uma resposta ou uma solução. É como se eu sentisse que do mesmo lugar que ganhei algo, eu perdi, e agora novamente eu estivesse indo lá para ganhar alguma outra coisa que pudesse apagar tudo que eu estava sentindo, ou até quem sabe, arrumar uma nova motivação. Se para Danton aquela ponte serviu de busca para o que ele tanto esperava na vida, então talvez para mim também adiantasse. E foi assim que pensei todos os dias em que pisei lá. Mas eu sempre voltava para casa derrotada. Vovó sempre disse que o tempo cura tudo e nos ensina muita coisa, mas então eu estava sendo a inimiga do tempo, pois, eu não sentia que ele estava me ajudando. Cheguei até a pensar que ele me largou para trás, começou a correr sem mim e me deixou no passado como se minha cruz fosse mesmo continuar sofrendo por alguém que já devia era estar sendo esquecido.
Nem a manhã de mais um sábado ensolarado conseguia me animar. Decidi sentar um pouco no jardim em frente de casa com o Cacau, havia um tempinho já que eu não me dedicava a ele também.
O solzinha da manhã estava gostoso. Deitei na grama com Cacau do lado e quase peguei no sono. Só fui despertar completamente quando vi um carro parecido com o de Danton passando em frente a meu jardim. Meu estômago começou a remoer como de costume e já me senti abater pela tristeza dos últimos dias. Prendi Cacau na corrente e resolvi sair dali, dar uma volta talvez. Fui andando, andando... Nem me toquei do caminho que estava tomando. Eu só sabia prestar atenção nos meus pensamentos. Só fui notar onde eu estava quando Cacau começou a latir. Olhei para os lados e reconheci. Novamente, eu estava na ponte. Era como se meus pés já tivessem decorado todo o caminho e meus olhos me levassem até lá sem nem mesmo eu ter que decidir por isso. Fiquei meio assustada com minha total falta de atenção para esse fato, mas minha tristeza ainda falava mais alto, por isso não me importei. Fui caminhando até o banco mais próximo e quando passei os olhos pelas árvores no outro lado da ponte me deparei com uma sombra tentando se esconder atrás de uma delas. Fixei o olhar e tentei andar para perto na intenção de ver melhor. Cacau começou a latir e virei meus olhos rapidamente para ele para ver se estava acontecendo alguma coisa, mas ele estava latindo para a mesma coisa que me chamou a atenção. Quando olhei novamente para as árvores, a sombra havia sumido. Comecei a correr até lá, mas percebi que era inútil. Quem quer que fosse que estava tentando se esconder de mim, já tinha sumido. Subi as pressas para a ponte de novo e de lá olhei para a rua e vi o que meus olhos talvez não quisessem ver. Danton estava arrancando seu carro e saiu o mais depressa. Eu não queria acreditar naquilo. Não queria ter mais motivos pra pensar sobre aquele assunto. Parecia um imã. Sem querer eu continuava sofrendo e assim continuava a atrair essa história para minha vida.
Tentei não juntar hipóteses sobre nada do que havia acontecido dessa vez. Resolvi sair até mesmo daquele lugar e fui para casa.
Chegando... Soltei Cacau no gramado como de costume, pois dali ele nunca fugia, e me sentei também novamente até tentar aliviar um pouco a tensão e assim poder entrar em casa. Tudo bem que já não havia mais fórmula para esconder minha angústia dos meus pais e minha avó, eles já tinham notado um problema em mim, mas de qualquer forma eu não gostava de saber que estava sendo mais observada do que de costume.
Passado uns 20 minutos já que eu estava por ali, fui procurar Cacau pelo jardim, ele tinha a irritante mania de se esconder de mim atrás dos pequenos arbustos. Chamei, chamei e nada dele aparecer. Comecei a invadir os jardins dos vizinhos na esperança de encontrá-lo. Quando me virei para olhar novamente na frente de minha casa, achei que estava vendo uma sombra do passado. Eu não sabia identificar se estava com raiva ou surpresa. Parada bem ali quase na minha porta, estava Ananda. Cacau estava em seu colo e ela ainda tinha aquele ar de triunfo no rosto:
- Solta o meu cachorro.
Ela me olhava dos pés a cabeça:
- Ora, ora, ora. Ainda continua a mesma sem educação de sempre. Tome seu cachorro, não o quero, estou aqui porque preciso falar com você. E não teria vindo se não fosse realmente importante.
Ela largou Cacau no chão, mas ele se manteve perto dela. Bem que eu sempre soube que meu cachorro era burro:
- Seja lá o que você quer comigo, fique já sabendo que não tenho mais nada com Danton, não se incomode em perder seu tempo comigo.
Ananda cruzou os braços e fez cara de quem não entendia o que eu dizia:
- Queridinha, só presta atenção no que eu vou te dizer. Danton não é mais o mesmo. Nossa família está muito preocupada e precisamos dele mais do que nunca. Eu jamais te procuraria se não fosse um caso especial. Não entendo a magia que você usa para conquistá-lo, mas já que você conseguiu, então agora agüenta. Porque Danton está muito mal, ninguém consegue ajudá-lo, e eu sei qual é o problema dele. Você!
Quem fazia cara de que não entendia nada agora era eu. Eu devia estar da cor de um pastel porque minha cabeça estava rodando e eu não acreditava no que ouvia. Tudo parecia estar complicando mais do que já poderia estar:
- Ananda, eu... Não faço idéia...
Ela fez cara de brava e me interrompeu:
- Você tem duas alternativas. Ou procura Danton, ou... Procura Danton.
Enquanto ela terminava essa frase ela foi andando em direção a um táxi que a esperava do outro lado da rua. Demonstrei que queria falar e ela não deixou. Deu-me adeus e entrou no táxi que saiu rapidamente. Fiquei parada olhando a rua vazia como se ainda tivesse algo para observar. Eu não fazia idéia do que Ananda pensava que eu fiz para Danton. E muito menos tinha como procurá-lo, afinal, se eu soubesse como achá-lo já teria feito antes. Eu estava cada vez mais confusa e sem luz no fim do túnel. A única coisa que ainda demonstrava vontade de lutar era meu coração que pulava cada dia e cada vez mais em que ouvia o nome Danton.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Parte XII: O mais estranho amor da minha vida
Eu já estava andando em círculos pelo meu quarto já fazia 1 hora. Era como se meu cérebro estivesse dividido entre o bom e o ruim. Um lado me dizia que o melhor seria me afastar de Danton definitivamente, e o outro me mandava correr atrás dele e saber tudo, de uma vez por todas. Ao menos eu poderia pedir desculpas pela minha injustiça em não ter acreditado nele. Era a razão batendo forte na consciência e o coração pulando acelerado me deixando agoniada em querer correr logo para Danton. O xérox com as identidades ainda estava em minha mão. Eu olhava para aquilo de segundo em segundo. Talvez tivesse sido melhor se tudo fosse verdade sobre Ananda e Danton, assim eu ficaria com meu posto de vítima e não precisaria mais pensar em me envolver com nada nessa história. Dei uma pausa nos meus passos e me sentei na beirada da cama perto a janela. Deixei que minha mente se esvaziasse por alguns minutos e passei a sentir só o vento balançando meus cabelos. No momento seguinte, notei que havia um beija-flor a frente da minha janela, parecia que ele me observava assim como eu fazia com ele. Fiquei impressionada com aquilo. Nunca havia visto um beija-flor tão de perto e tão imóvel como aquele ali. Era como se ele tivesse ido até minha janela pra me ver ou enviar um recado. Fiquei pelo menos um minuto imóvel olhando para ele. Assim que me movi, querendo levantar e me aproximar mais, ele voou para longe e sumiu do meu alcance. Acreditei que era algum sinal e então, lembrei novamente de Danton. Levantei-me enfim e sai do meu quarto aos tropeços. Desci as escadas como se uma cavalaria viesse atrás de mim e não me dei tempo de olhar a expressão incrédula da minha avó que estava na cozinha. Depois que sai do jardim de casa comecei a pensar onde e como eu poderia encontrar Danton. Eu não tinha nenhuma forma de contato, nada além da ponte. Era minha única solução até então, procurá-lo no lugar de sempre. Acelerei o passo e fui o mais depressa que pude. Eu não queria me permitir desistir. Já tinha chegado até ali e era o que eu devia fazer. Eu devia desculpas a Danton.
Assim que estava chegando à ponte, notei que o carro dele estava parado ao lado da calçada. Meu coração começou a pular desesperado novamente. Tentei controlá-lo, mas não consegui. Fui subindo a ponte com uma pontada no estômago. Eu não sabia o que me aguardava, só sabia o que devia fazer.
Danton estava sentado no primeiro banco próximo à outra subida da ponte. Ele estava cabisbaixo e por isso não notou minha chegada. Tinha mais umas pessoas por ali. Aproveitei que uma senhora estava andando para o mesmo lado que eu e me escondi atrás dela, fui acompanhando seus passos na direção de Danton. Tentei escolher as palavras certas que eu usaria, mas não saia nada da minha mente naquele momento. Chegando ao banco, deixei que a senhora fosse embora tomando muita distância de mim e me sentei rapidamente ao lado de Danton. Ele não parecia querer largar seus pensamentos e por isso não me notou de imediato. Sentei-me virada pra ele esperando que ele me olhasse, mas ele não o fez. No entanto, ele começou a dizer:
- Sabia que você viria. Eu poderia ter ficado aqui o dia todo a sua espera.
Eu olhei escarlate para ele como quem não queria acreditar no que ouvia. Depois de tudo, ele ainda era capaz de me surpreender mesmo com poucas palavras. Eu não esperava por tamanha compreensão. Fui pronta para me desculpar e não para ser recebida:
- Não sei o que te dizer. Queria ter as palavras certas sempre como você. Só peço que me desculpe por não ter acreditado em você. Foi por isso que vim.
E foi depois dessa minha fala que ele se virou para mim o mais depressa que pôde e me abraçou com muita força, como quem parecia se despedir de algo que nunca mais veria. Meu coração naquele momento estava ao patamar mais alto de exaltação e eu não sabia o que fazer. Talvez tenha demorado alguns segundos até corresponder aquele abraço. Envolvi meus braços em seu ombro e esperei pela próxima atitude de Danton. Queria que ele me soltasse logo para assim ele não notar meu coração saltitante, mas ele não parecia querer me largar. Senti-o encostando seu rosto no meu cabelo próximo ao meu ouvido:
- Amor, eu que te peço desculpas por todos esses mal entendidos. Você não merecia passar por tudo isso. Te encontrei no momento errado da minha vida e tomei total consciência de que não te mereço. Não por agora. Se um dia eu puder te encontrar novamente eu serei o homem mais feliz desse mundo, mas sei que nesse nosso presente eu não tenho mais direito de pertencer a sua vida. Você não precisa e nem vai mais ter que participar da minha vida conturbada. Saiba que você foi à única alegria que tive desde aquele primeiro dia que nos conhecemos e desde então eu sabia que você era a pessoa por quem eu estava procurando todo esse tempo, mas agora eu abro mão dessa alegria, pois você não merece enfrentar tudo que ainda tenho para resolver.
Desprendi-me daquele abraço e olhei nos olhos de Danton. Eu não conseguia entender o que ele dizia. Eu queria sim ter me livrado de toda aquela confusão, mas eu fui ao encontro dele, pois escutei o coração e não a razão. Por mais orgulhosa que eu estive sendo, não era isso que eu esperava ouvir. Talvez eu não tivesse pedido desculpas direito, ou então eu estava esperando de Danton algo que ele jamais tenha pensado. Mas antes que eu pudesse começar a falar, ele me pegou em seus braços novamente e prendeu meus lábios nos seus. Não consegui deixar de corresponder, mas minha vontade era de gritar ou chorar. Eu estava confusa, eu queria explicações e não ser calada por ele. Meu pensamento foi se esvaziando a medida que o beijo foi ficando intenso. Eu estava me sentindo fora do chão quando Danton me largou. Percebi que eu estava envolvida nele mais do que achei que estivesse. Seu rosto ainda permanecia a pouquíssimos centímetros do meu e ele tinha um singelo sorriso no canto direito da boca, mas seu olhar era de tristeza e foi ali que eu percebi que ele não estava brincando e nem iria mudar de idéia. Ele roçou seu nariz no meu, fechou os olhos como quem faz quando sente um perfume de uma flor, tocou meus lábios brevemente e enfim me soltou por completo levantando-se rapidamente. Olhei para ele tentando entender alguma coisa. Eu queria dizer algo, mas não sabia o que. Fiz menção de me levantar e ir com ele para onde quer que ele fosse só que ele foi mais rápido do que eu:
- Não venha Paula. Não me procure mais. Não pense mais em mim. Será melhor pra você. Perdoe-me por tudo, principalmente se te causei tristezas e problemas, mas agora tudo vai voltar ao normal pra você. Fique bem. E se um dia eu merecer e ainda souber que você me aceitaria de volta, eu te procuro. Nunca se esqueça de que eu te amo!
Senti uma lágrima escorrendo pelo meu rosto. Meu coração pulava muito e me pedia para agir, mas eu não conseguia me mover. Era como se Danton tivesse me prendido ao banco para não ir realmente atrás dele como ele havia pedido. E ele tinha feito isso mesmo, mas com palavras. À medida que ele foi se perdendo da minha visão assim como o beija-flor mais cedo, eu fui sentindo mais e mais lágrimas tomando conta do meu rosto e embaçando minha vista.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Coroas destinadas ao amor
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Parte XI: O mais estranho amor da minha vida
Texto para o blog: Amores-cruzados
Estava saindo do colégio àquela hora e minha única vontade ou pensamento era que a segunda-feira terminasse logo. Nada melhor do que um dia após o outro e eu contava com o tempo para me livrar de certo passado. Eu estava absorta em meus pensamentos e por isso demorei a perceber o que estava bem em frente aos meus olhos. Na esquina de frente ao portão do colégio estava o carro de Danton. Um nó na minha garganta se formou assim que pensei naquela loira que mais uma vez poderia querer me tirar a paciência mesmo desta vez em que eu não tinha me metido com o querido dela. Fingi não ter notado e acelerei o passo pra acompanhar um grupinho de garotos que iam rindo a minha frente. Mas para o meu susto, o carro estava me seguindo vagarosamente ao lado do passeio. Todos que estavam em volta começaram a perceber aquela cena curiosa e então tive que mais uma vez ceder. Parei de braços cruzados e esperei até a porta do passageiro se abrir pra mim. Entrei já pronta para uma batalha e mais uma vez fui surpreendida. Eu estava esperando por algo loiro e rude. Ao invés disso, me deparei com um alguém fugitivo, misterioso, mentiroso e causador dos meus últimos problemas. Minha expressão não deve ter mudado muito do impaciente para o rancoroso. Danton me olhava com olhar suplicante de quem sabia como me ganhar, mas ele estava errado, de certa forma eu já estava vacinada contra supostas investidas dele em querer novamente me enrolar:
- Não sei bem porque veio me procurar, mas já vou logo dizendo que você além de abusado é um tanto cara de pau. A minha tolerância já foi testada e usada com sua amada, por isso eu lhe peço que me poupe de mais uma perda de tempo. Não quero você e nem nada do seu mundo mais na minha vida.
- Nossa Paula! Quanta arrogância. Não estou te reconhecendo. E de que amada você está se referindo se a única dona do meu coração é você?
- Ah faça-me o favor! Não gaste suas belas palavras comigo. Eu já sei de tudo. Eu vi tudo. Você e aquela loira metida. Por acaso fizeram algum tipo de aposta e eu acabei me tornando a diversão de vocês?
- Paula, minha querida! Por favor, não estou entendendo bem seu julgamento, mas vejo que existe mais mal entendido entre nós do que eu imaginei. Deixe-me ao menos tentar entender o porquê de tudo isso e também esclarecer algumas coisas.
- Danton, eu volto a repetir. Não quero mais nada de você nem da sua vida. Você muito menos me deve explicações. Só me deixe em paz e esqueça que eu existo. Você estará me fazendo um favor.
- Se você quiser isso mais do que tudo, eu vou respeitar. Jamais quero te fazer mal ou vê-la infeliz. Mas ao menos me permita explicar tudo isso que vem acontecendo. Prefiro ter que deixá-la sabendo de toda a verdade.
- Que verdade? Só se for a sua verdade né? A versão que você quer que eu acredite. Pois a verdadeira verdade eu já conheço. A loira é sua namorada e eu não passei de uma pedra no caminho, que no inicio servia de diversão e agora serve de problema para pelo menos algum de vocês dois não é mesmo?
- Paula, me ouça! A Ananda, que é a tal loira que você se refere não é, nunca foi e nem vai ser minha namorada, ela é minha prima. Você sempre foi o meu amor. Não pense que você não seria merecedora disso.
- Ah qual é? Ta pensando que ainda vou cair no seu romantismo? Nada mais do que você disser vai me convencer do contrário. Eu vi vocês se beijando, que história é essa de prima? Você além de tudo mente mal hein?!
- Sei muito bem do que você viu e é por isso que estou aqui de bandeira branca nas mãos querendo te explicar que aquilo não passou de um erro, uma mentira, algo que por mim nunca teria acontecido. A Ananda sim é apaixonada por mim e vem a anos tentando criar algo entre nós, mas por vezes tentei botar juízo na cabeça dela. Nunca dei esperanças, pelo contrário, só que ela é obsessiva, não me dá ouvidos.
- Danton, eu... Não tenho porque acreditar em você. E nem preciso. Isso pra mim já basta. Não tenho haver com a sua vida e nem a dela. Vou embora ok? Estou cansada e tenho pressa de chegar em casa.
Mesmo ele me olhando com aquele olhar caloroso e pedindo piedade eu me forcei a abrir a porta e sair do carro me colocando de pé embaixo do sol escaldante que me acompanhou até no jardim de casa.
Passei a tarde toda na cama, pensando em tudo que Danton havia me dito. Eu não queria perder mais tempo com aquilo tudo, mas algumas coisas que Ananda havia dito ou feito no dia anterior realmente não se encaixavam. Comecei a talvez pensar na possibilidade de Danton estar dizendo alguma verdade. Mas fui interrompida com vovó batendo na porta e colocando debaixo dela um envelope em meu nome. Peguei-o depressa já imaginando ser algo do feitio de Ananda e abri. Primeiramente notei que era um xerox de duas carteiras de identidade, frente e verso. As fotos não me enganaram, era Danton e Ananda. Mas até então eu não estava entendendo o que queriam me dizer mandando aquilo. Olhei dentro do envelope e continha um pequeno cartão na letra de Danton:
“Espero que isso prove a minha verdade.
Beijos, Danton!”
Olhei novamente para as identidades e comecei a ler os dados de cada uma delas. Foi quando notei o que era pra mim enfim perceber. Os nomes de cada um deles:
Danton Furtado Smith
Ananda Johnson Smith
Eles eram mesmo parentes. Fiquei encabulada e atônita com a minha injustiça. Eu sabia que devia me afastar desse caso e desses dois, mas eu não sou de cometer injustiças.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Parte X: O mais estranho amor da minha vida
A manhã de domingo começou ensolarada e isso me deixou com mais raiva. Eu estava com ódio do mundo depois da prova que tive da minha incrível burrada em acreditar em um cara que realmente estava criando comigo uma estória que não era minha. Mas eu já tinha prometido a mim mesma - depois de chorar todas as lágrimas possíveis que existiam em mim – que eu iria esquecer tudo que passou e se caso eu viesse a encontrar Danton eu diria a ele novamente o que ele já deveria ter aceitado da ultima vez. Não sou e nem nunca fui nada dele por isso ele não só precisava como nem iria me dar explicações de mais nada.
Minha manhã não começou muito bem. Meu mau humor estava presente a qualquer minuto e qualquer raio de sol que cruzasse meus olhos. Pensei até na hipótese de não descer para o café da manhã para assim não encontrar com meus pais e minha avó, porém não tive escolha, pois papai passou no meu quarto me chamando – ele faz questão de pelo menos fazer as refeições do dia comigo quando está em casa. Para não surgir mais perguntas para cima de mim, me arrumei e desci para a cozinha. Mal me sentei e vovó já veio com tagarelice para o meu lado só que eu não queria saber de prestar atenção no que ela dizia, estava vidrada mexendo meu café com leite. Até que eu ouvi algo sobre Danton e arregalei meus olhos na direção dela imaginando já como ela sabia o nome dele e como ela o conhecia, porque das outras vezes que eu poderia ter contado eu inventei mentiras:
- Danton vovó? De onde você o conhece?
Minha pergunta foi suficiente para fazer vovó começar a contar todo um acontecimento com todos os detalhes pelo que entendi. Danton havia batido a minha porta no dia anterior mais de duas vezes procurando por mim, mas minha avó já percebendo que eu não estava bem, afinal, fiquei o dia todo trancada no quarto, disse a ele que eu não estava e mais tarde na ultima tentativa dele de me encontrar em casa, ela disse que eu já havia chegado sim mas estava dormindo. Fiquei muito agradecida ao saber de tudo isso, acho que eu não fazia idéia de como minha avó poderia ser compreensiva comigo. Senti-me até meio egoísta e angustiada ao pensar em tudo que eu tinha escondido da vovó durante esses últimos dias por causa de Danton. Meus pais estavam mais atônitos do que eu. Eles deviam estar pensando em como eu era uma filha desnaturada escondendo vários novos acontecimentos e pessoas deles, quando na verdade quem nem nunca teve tempo pra saber dessas coisas da minha vida são eles. Não dei muita atenção às expressões que eles estavam fazendo, fiquei mais preocupada com vovó. Esperei uma brecha, mudei de assunto e só mais tarde quando meus pais se retiraram da cozinha que eu me ofereci pra ajudar vovó com a mesa do café, pois assim poderíamos conversar melhor. Expliquei a ela tudo que ultimamente vinha acontecendo e ela me escutou calada como se fosse todo esse tempo da minha vida a minha melhor amiga e ouvinte. Tive que mais uma vez dar o braço a torcer e entender que realmente eu fazia mal juízo de vovó e toda sua possível capacidade de ser compreensiva.
Quando enfim eu já estava em meu quarto, ouvi uma pedra bater em minha janela. Fui correndo olhar e me assustei com o que vi. Um sentimento de raiva e amargura tomou conta de mim. Ali parado em frente o jardim de minha casa estava o carro de Danton. Olhei melhor em volta e não vi sinal de nenhum movimento a mais. Nem ao menos vi a pessoa que teria direcionado a pedra na minha janela. Em meio a muitas sensações gigantes eu tentei me controlar e me pus a pensar em meus pais. Vovó poderia até ser minha aliada dali pra frente, mas meus pais não poderiam se envolver nisso ainda. Coloquei a cabeça pra fora da porta do quarto e tentei ouvir onde meus pais estavam. A TV do quarto deles fazia barulho, então eu já sabia que a sala estaria vazia para eu poder passar sem ser notada. Desci a escada o mais rápido que pude tentando não fazer barulho para assim não chamar a atenção. Abri a porta da sala e me coloquei pra fora a fechando cautelosamente atrás de mim. Ao olhar para o carro é que pensei novamente no que eu tinha concluído mais cedo sobre tudo que eu diria a Danton. Eu não podia e nem queria demorar então eu corri para o carro, abri a porta e já respirei fundo querendo começar a falar logo para poder me livrar dele de uma vez por todas. Mas a vida devia estar me pregando uma peça novamente, pois assim que entrei no carro, fechei a porta e olhei para o banco do motorista, me deparei com uma loira esbelta do meu lado. Ela parecia modelo ou quem sabe uma boneca de porcelana. A pele branca como o raio de sol que batia no vidro do carro. Os cabelos lisos, sedosos e loiros estavam esparramados pelos ombros dela. Ela me olhava através de uns óculos cor de pêssego que me permitia ver seus olhos verdes e brilhantes. A presença dela realmente devia intimidar qualquer um. Eu já havia esquecido completamente todo meu discurso preparado, estava me sentindo uma completa pateta ao lado dela, então ela quebrou a linha dos meus pensamentos com sua doce e melodiosa voz:
- Queridinha, então você é a tal Paula que conquistou toda a atenção e principalmente o coração do meu Danton?
- Seu Danton?
Essa foi à única parte da fala dela que me fez acordar pra realidade em que eu estava vivendo naquele momento. Pensei nas possibilidades dela ser uma outra vítima nessa estória como eu. Se fosse, ela não teria tido culpa de nada no dia anterior e muito menos de estar falando daquele jeito comigo, até mesmo porque ela teria razão em ficar indignada ao pensar que seria trocada por alguém como eu enquanto ela passa aquela presença de Miss:
- É sim. Meu amado Danton. E quer saber? Não sei o que ele vê em você. Olhe só para mim. Você acha mesmo que alguém que tem chance comigo iria querer alguém como você? Faça-me rir.
Senti que eu estava corando de vergonha, mas acho que o que mais me deixava fervendo por dentro e por fora era a audácia de toda aquela garota. A imagem de Miss que ela tinha estava se desmanchando em uma pessoa totalmente convencida e que estava me fazendo achar que eu sinceramente tinha muitas coisas melhores do que ela:
- O que você é do Danton e porque veio me procurar?
- Ora, ora, ora! Então você fala. Achei que iria ficar me olhando com essa cara de pateta pro resto do dia. Eu não queria uma batalha tão fácil como estava parecendo que seria.
Aquela loira metida estava conseguindo me tirar de mim. Sou muito boba enquanto estou controlada, mas desde que me conheço por gente, quando me tiram do sério, as coisas finalmente mudam de figura e quem merece acaba conhecendo a Paula com ausência de tolerância:
- Eu não sei o que você veio fazer na porta da minha casa e muito menos quero saber o que você quer comigo. Só faça-me o favor de dar meia volta e ir embora, por favor.
- Polpe-me da sua pouca educação queridinha. Vim porque tenho meus motivos maiores. Acredite, por mim eu nunca teria nem te conhecido, mas você ousa cruzar meu caminho e mexer com o que é meu então sou mais do que obrigada a vim te avisar sobre o que você vai fazer a partir de hoje.
- Não tenho interesse em saber das suas birras. Pode ir embora tranqüila porque de você e das suas coisas eu não quero nada.
- Escuta aqui ô projeto de gente. Não vim aqui tolerar sua falta de berço e muito menos vou escutar suas vontades. Vim porque eu tenho um recado pra você. Se afaste de Danton. Suma do mapa se for preciso, mas não se aproxime dele porque se eu ouvir da boca dele mais uma vez o seu nome eu vou fazer o favor de pagar pra você uma única passagem de ida para o fim do mundo. E agora desça desse carro imediatamente.
Ela nem se quer notou que eu estava tentando responder ao que ela havia acabado de cuspir na minha cara, pois passou o braço por cima de mim e abriu a porta me convidando a sair. Eu dei um último olhar fuzilante para ela, sai e bati a porta com vontade de quebrar o carro. Ela arrancou o carro de Danton e sumiu das minhas vistas. Sentei no jardim e fiquei pensando em tudo que havia acabado de acontecer. Tinha muitos fios soltos nisso. Ela não poderia ser mais uma inocente como eu, pois Danton falava de mim pra ela. Mas ela estava com o carro dele e veio me ameaçar. Tentei ligar alguns fatos, mas estava difícil demais para minha cabeça, era muita informação. Deitei na grama e me permiti admirar o lindo céu daquela manhã tentando me desconcentrar desse turbilhão que incomodava meus neurônios.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Parte IX: O mais estranho amor da minha vida
Acordei lentamente de um pesadelo e fui direto para o banheiro lavar meu rosto para ver se assim eu conseguia diminuir um pouco do pânico que tinha tomado conta de mim. Acho que o dia anterior não tinha me deixado com bons pensamentos, pois eu havia sonhado com Danton, mas em meu sonho ele era um seqüestrador que trabalhava em nome de mandantes maiores. Realmente, minha mente não tinha hora para parar e muito menos deixava de viajar nas piores e mais loucas idéias. Ao voltar para o quarto olhei pela janela e foi aí que me lembrei que era sábado. Meu animo melhorou um pouco e fui logo trocando de roupa para assim poder levar o Cacau, meu cachorro da raça beagle, para passear no parque mais próximo de casa. Assim que sai porta a fora, notei que o carteiro estava entrando pelo meu jardim. Ele me entregou algumas poucas correspondências e saiu com pressa. Coloquei todas embaixo da porta para minha avó pegar e fiquei com uma única em minhas mãos que estava endereçada para mim. Abri a carta na correria, pois Cacau não parava quieto, estava animado para o passeio, afinal, havia dias que eu tinha largado ele sozinho no quintal. Na carta continha:
“Minha Linda,
Te espero hoje, ás 5 da tarde no nosso lugar de sempre. Desculpe-me novamente por ontem. Ansioso já para vê-la.
Beijos.
Danton”
Aquela carta não me causou nada, acho que já era de se esperar. Guardei-a no bolso e sai com Cacau. Ficamos um tempo brincando no parque perto de casa e depois resolvi ir mais longe, Cacau não estava dando sinais de cansaço. Andamos devagar por um bom tempo em várias ruas até que resolvi ir até a ponte, não sei por que, mas me deu vontade de ir lá, talvez por ser um dos meus lugares favoritos para pensar na vida quando estou sozinha. Chegando, percebi que eu não estaria sozinha, então fiquei em uma ponta da ponte fazendo hora pra ver se os outros turistas iam embora, mas comecei a notar que eu conhecia a voz que vinha mais lá da frente. Escutei com atenção e notei que era Danton, mas ele conversava com uma outra moça. Aproximei-me mais do meio da ponte e me sentei ao chão com Cacau, minha sorte era que ele já estava cansado e ficou quietinho no meu colo sem fazer barulho, assim ninguém poderia nos achar ali. No inicio eu não entendi nada do que Danton falava com a outra moça, mas aos poucos tudo começou a ficar mais claro, pois acho que eles aumentaram o tom de voz como se estivessem brigando. Mas mesmo assim eu ainda não conseguia entender o assunto ou o motivo da discussão. Por fim, cansei de ficar tentando ouvir uma coisa que eu nunca entendia então me levantei e resolvi aparecer pra eles. Claro que eu iria fingir que estava chegando naquele momento e que de qualquer forma tudo estava sendo uma grande coincidência. Fui andando devagar, fingindo prestar atenção em Cacau. Só que o silencio me fez parar e quando enfim olhei para o local onde eles estavam, vi Danton aos beijos com uma loira, dos cabelos grandes e sedosos, do corpo escultural, mas foi só o que eu pude ver, porque ela estava de costas e eu não sabia o que fazer vendo aquela cena então me virei para eles e sai correndo. Meus passos devem ter assustado eles porque quando já estava chegando ao fim da ponte, ouvi Danton gritando:
- Paula! Paula! Espera por favor!
Mas meu coração e meus pensamentos não queriam saber de esperar por nada. As lágrimas começaram a cair, eu acelerei meus passos correndo cada vez mais e Cacau ofegante ao meu lado. Eu só queria saber de chegar em casa.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Parte VIII: O mais estranho amor da minha vida
Eu acordei do lindo sonho de amar quando Danton finalmente me soltou por um rápido segundo de um dos beijos mais românticos que já ganhei. Era inevitável resistir a ele, resistir ao momento, resistir ao sentimento que abrigou meu peito tão rapidamente. Sabíamos que ainda havia muita coisa a ser esclarecida naquele dia e naquele encontro, mas a sintonia de nossos corpos e sentimentos não estava querendo abrir espaço para uma conversa que poderia estragar toda a boa sensação de se amar esquecendo do mundo. Como sempre sou a mais insensível e também a mais impulsiva, então me soltei de Danton e dei um passo para trás permitindo que houvesse tempo de tudo esfriar entre nós até que ele se desse conta do que eu havia lembrado. Não podíamos adiar mesmo mais tudo aquilo:
- Danton, sem querer forçar a barra, mas vim aqui pra gente conversar sobre algo que eu havia escolhido esquecer e...
Nesse momento Danton me segurou pelos braços em um aperto firme que me faz pausar a fala e até esquecer o raciocínio. Ele me olhava nos olhos, profundamente e desta vez, tristemente. Era como se eu estivesse tocando em um assunto que abria alguma ferida nele:
- Paula, eu... Nem ao menos sei por onde começar. Te devo explicações sim pois te encontrei e te coloquei na minha vida nesse momento mas mal sabia eu do que teria que enfrentar de difícil também neste momento.
- Não faço idéia do que se trata, mas se realmente te faz mal, então não fale, já te disse que você não me deve esse tipo de esclarecimento.
- Eu quero te ter para sempre e para isso eu vou jogar com a sinceridade, não tenha dúvidas disso. Então não poderemos fugir da minha realidade.
- Quando você fala assim me assusta sabia? É tanto mistério que sinto que ainda estou na frente de um estranho.
- Por favor, não quero te assustar, pelo contrário minha linda. Você vai saber de toda a minha vida para assim começar a participar dela como deve.
Eu podia notar a angústia no tom de voz dele e achei melhor deixá-lo mais a vontade para me contar o que queria, então o puxei pela mão e levei-o até o banco mais próximo ao fundo da ponte e nos sentamos, um de frente pro outro, olhando nos olhos, sem mais mentiras e segredos o mistério que ele havia me escondido por tanto tempo iria ser revelado e eu fiquei com as mãos suando por pensar dessa forma:
- Meu amor, antes de tudo eu quero me desculpar mais uma vez pelo sumiço, mas acredite, não tive culpa e muito menos desejei ficar longe de você. Perdoe-me por deixá-la assim com tantas dúvidas por tanto tempo. O que me levou a tudo isso foi minha família. Tivemos um grande e trágico problema com meu tio Pierre que morava em Paris e como ele também era meu padrinho, tive que ir a nome dos meus pais até lá para resolver o necessário.
Eu ainda não sabia muito o que pensar sobre o assunto, estava determinada em deixá-lo contar tudo que achava que deveria e depois eu simplesmente iria apoiá-lo, afinal, já estava dando para perceber que eu tinha cometido uma injustiça enorme ao querer esquecê-lo sem nem ao menos saber que ele estava resolvendo problemas sérios e que eu naquela época era uma mera nova garota na vida dele até então. Mas ele não pôde continuar a história. O celular dele começou a tocar, ele pediu licença e foi atender mais do que depressa. Fiquei apreensiva tentando fingir não ouvir nada, mas ele estava próximo de mim, com a voz aflita, andando de um lado para o outro. Era como se ele estivesse esperando por ligações como estas ultimamente. Porém eu jamais conseguiria tirar conclusões precipitadas ou pensar mal dele novamente sem antes saber do fim da história do tio dele em Paris. Pelo jeito a vida de Danton não ia do bom ao melhor. De acordo com as respostas dele para pessoa que havia ligado, algo grave estava acontecendo naquele momento e na casa dele. Assim que ele desligou a ligação ele me olhou meio constrangido com expressão de quem já pedia desculpas:
- Paulinha, eu realmente lhe peço desculpas, eu vou ter que ir pra casa, mas amanhã irei te procurar sem falta.
E foi assim que ele partiu. Me deu um selinho e saiu correndo em direção ao carro que estava estacionado ao outro lado da avenida me deixando ali parada, sozinha e atormentada sem entender nada, mais uma vez. Danton pode até ser o meu amor, mas que ele ainda é o estranho mais estranho que já conheci... Isso ele é.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Parte VII: O mais estranho amor da minha vida
Eu já estava no colégio, sentada na minha carteira, concentrada em um cálculo matemático, quando o professor pediu a atenção de toda a sala lá da frente e pudemos notar que o porteiro do colégio estava lá parado na porta esperando como se quisesse dar um recado. Sr. Carlos, o porteiro, meu amigo de todas as manhãs deu um passo mais a frente na porta e chamou pelo meu nome. Levantei-me apreensiva pensando em mil coisas que poderiam estar acontecendo para ele vir me dar algum recado assim de urgência no meio de uma aula. Mas ao me aproximar da porta, Sr. Carlos pegou das mãos de um outro rapaz que o acompanhava timidamente, um lindo arranjo de rosas amarelas e colocou em meus braços. Nesse momento eu me senti totalmente perturbada e envergonhada. A sala inteira fazia barulho e demonstrava curiosidade enquanto eu queria apenas esclarecer aquele mal entendido. Aquelas flores com certeza não eram pra mim, eu estava participando de um grande engano. Fiz menção de devolver as flores para o Sr. Carlos, mas ele abanou as mãos dizendo que não eram pra ele e deu um sorriso animador à turma como se estivesse gostando da euforia que faziam pra mim. O professor também parecia estar se divertindo com a situação e apenas disse para eu pegar o cartão azul que estava no meio das flores. Já estava sendo constrangedor tudo aquilo, ler o cartão na frente de todos seria ainda pior. Pedi permissão pra sair de sala e ir pelo menos ao banheiro. O professor deixou, mas a sala fez som de desaprovação, queriam mesmo saber o que tinha ali e o que estava acontecendo, afinal, eu sempre fui uma menina sem graça, ninguém me notava e muito menos sabiam da minha vida monótona. Fui o mais depressa que pude ao banheiro mais perto da quadra do colégio, pois eu sabia que ele era o mais vazio naqueles horários. Chegando lá eu tive pelo menos certeza da minha privacidade. Entrei em uma das portinhas, fechei e me sentei na privada. Peguei o cartão novamente, olhei-o por um minuto, analisei e abri com um pouco de medo do que poderia conter ali:
“Meu amor, desculpa pela surpresa, sei que você talvez não gostasse de receber noticias minhas em pleno colégio, mas eu não arrumei outra forma de me comunicar com você. Te seguir novamente não seria uma boa atitude, eu te respeito e quero me aproximar se você mesma permitir isso. Estarei hoje na ponte, no horário do fim da sua aula. Espero que você possa me dar uns minutos do seu tempo, precisamos conversar, me deixe por favor esclarecer algumas coisas entre nós. Mil beijos minha linda! Esperarei ansioso pela sua presença. Danton!”
Fiquei boquiaberta com a ousadia que Danton tinha para me procurar, me fazer surpresas e principalmente, me conquistar. Era difícil admitir isso pra mim mesma, mas eu não podia mais me enganar por tanto tempo. Tentei esquecê-lo enquanto havia distancia entre nós, mas acho que aquele não era meu destino.Ao sair do banheiro, levei as flores até a cantina e pedi para um dos cantineiros colocarem em um vaso com água para mim que no final da aula eu passaria pra pegar. Voltei à sala de aula o mais de pressa que pude e me sentei em minha carteira com a cabeça já abaixada fingindo voltar rapidamente ao meu antigo exercício para ver se assim eu seria menos notada, mas não adiantou muito. Todos estavam me olhando e minhas amigas me lançavam olhares de curiosidade e fúria. Eu sabia que elas estavam me condenando por não ter contado nada a elas sobre um suposto romance. Passei os 2 último horários planejando minha fuga rápida para o fim da aula. Eu queria sair despercebida para que ninguém chegasse perto querendo respostas. E assim eu consegui fazer, deixei até mesmo as flores na cantina, afinal, eu não teria desculpa pra dar a minha avó sobre mais flores. Quando dei por mim já estava afobada e apontando na ponte. Danton me esperava debruçado em uma grade da ponte e parecia absorto em seus pensamentos. Cheguei de mansinho, me apossei do lugar ao lado dele a direita, coloquei meu braço colado no dele e foi ai que ele pareceu acordar do sonho bom que vagava em seus olhos. Ele me observou com um doce maior no olhar, tocou minhas mãos e levou uma delas nos lábios. Meu coração acelerava a qualquer toque e aproximação dele. Respirei fundo e tentei manter minha calma do dia anterior. O momento do encontro de nossos olhares e peles parecia parar o tempo e nos levar a eternidade mesmo sem palavras sendo pronunciadas até então. Naquela hora eu senti que estava com a pessoa certa, na hora certa e no lugar certo. Eu tive a certeza de ter encontrado o amor da minha vida.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
A chuva aperfeiçoou o momento
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ah! O amor!
Uma vida e muitas desilusões. Uma vida e muitas angústias. Uma vida e muitas falsidades. Uma vida e muitas experiências. Coração estava calejado. O tempo se tornava meu melhor amigo. O amadurecimento floria em mim. Já não buscava mais pelo que fugia de mim. Andei com o vento e não mais contra ele. Olhei pro horizonte e enxerguei minhas muitas possibilidades. Sonhei com meu futuro promissor. Planejei tudo de bom que eu desejava para mim e mais ninguém. Busquei caminhar sozinha. O amor tem apreços por quem aprende fazer das tristezas, aprendizados. Ele me encontrou. Sem pedir. Ele me mostrou que existe. Ele provou que é o melhor. Ele fez de mim uma amante incapaz de transmitir ao mundo sobre seus poderes. Seu brilho está contido nos olhos de quem me olha. Meu correspondente fez pacto com um anjo cupido. Sou grata por isso. O amor. O cupido. O correspondente do meu sentimento. Fizeram de mim um coração preenchido. Deram ao meu sorriso alegria constante. Deram a minha alma paz incondicional. Deram ao meu coração mais trabalho. Tiraram dos meus pulmões o ar. Como é bom amar!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Parte VI: O mais estranho amor da minha vida
Minhas dúvidas e medos me acordaram mais cedo do que normalmente. Eu tinha certeza que não conseguiria dormir então fui logo tomar banho pra terminar de acordar e ver se assim meu astral se renovava. Minha noite anterior tinha me rendido muitas confusões na cabeça e nenhuma solução. Meu banho foi mais demorado do que poderia ser, eu havia realmente esquecido da vida ali embaixo d’água. Corri para o quarto para terminar de me vestir, tomei um café empurrado e sai porta afora deixando minha avó meio impaciente com minha pressa. Mas naquele momento eu quase pude sentir uma pontada de arrependimento me falando que eu não deveria era ter saído de casa. Eis que na minha rua, estava estacionado o carro de Danton e a me ver sair de casa, a porta do lado do passageiro se abriu na intenção de me convidar a entrar. Apreensiva eu me aproximei, pensei duas vezes antes de sentar no banco, mas como eu não arrumei uma desculpa rápida, entrei no carro. Danton me olhava com olhos maravilhados e plenos de felicidade. Já eu... Mal conseguia corresponder aos olhares dele:
- Paula, por favor, antes de qualquer coisa eu quero que você me perdoe por todo o mistério e pelo sumiço. Sei que eu deveria ter lhe dado explicações óbvias, mas acredite, não tive o mínimo de tempo. Aquele último dia em que nos vimos eu estava prestes a resolver um grande problema, mas a única coisa que ficava na minha cabeça era o tempo que talvez eu precisasse ficar longe de você.
- Não temos nada e eu muito menos tenho a ver com sua vida, não se preocupe, está tudo bem, você não precisa me dar satisfações.
- Preciso sim! Não banque a menina forte comigo porque eu ainda sei decifrar seus olhos e vejo neles muita angústia comigo.
- Não, é impressão sua, está tudo bem mesmo, só estou cansada, não dormi muito bem.
Eu tentava mentir, tentava disfarçar minhas verdadeiras chateações e tudo que passei durante o tempo em que ele havia sumido, mas eu estava enganada ao pensar que poderia enrolar ele assim:
- Paula, minha linda, não precisa mentir nem esconder seus verdadeiros sentimentos de mim. Estou aqui entregue a você, querendo te explicar o porquê de tudo aquilo... Confie em mim, é só o que eu te peço.
- Ta certo! Se você faz questão... Mas será que, por favor, agora eu posso ir para minha aula porque já estou mais do que atrasada?
- Não pense você que fugindo de mim vai adiantar. Jamais vou atrapalhar sua vida e compromissos, mas adiar as coisas não é bom, pelo contrário, eu já me senti mal demais com toda essa história em que tive que esconder de você.
- Danton, eu só não entendo porque você insiste em me colocar na sua vida e a par das suas ações se eu nem mesmo tenho algum compromisso com você.
- Não temos porque não tive nem tempo para isso ainda. Te esperei por tanto tempo... Te procurei por mais tempo ainda e não vai ser por um problema na minha vida e um tempo distante de você que eu vou desistir de lutar pelo seu amor.
- Ok! Não vamos mais martelar nisso. Aceito suas desculpas e aceito lhe dar oportunidade pra se explicar, mas de verdade, agora vou pra minha aula.
Eu não sabia de onde tinha conseguido arrancar tanta cautela e sabedoria ao conversar com ele. Acho que todo o tempo longe e tudo que pensei durante aqueles sofridos dias, havia me dado uma incrível harmonia e controle para usar quando estivesse prestes a enfrentá-lo cara a cara novamente. As minhas últimas palavras foram finalizadas com a minha abrupta ação de abrir a porta do carro, sair para o dia claro e fechar a porta novamente sem nem mesmo despedir de Danton. Eu não estava preocupada com o que ele poderia pensar da minha educação. Naquele momento eu fiquei satisfeita comigo mesma e só procurei caminhar o mais rápido que pude para o colégio.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Uma vida sem amor não é vida
Estou feliz! Por amar e por ter essa sorte divina! Muito já sofri por pessoas nessa vida e vejo que nada é por acaso mesmo. Tudo e todos que enfrentam algum grande sofrimento e tiram disso sempre alguma experiência sem perder a vontade de viver, num futuro próximo poderão ser recompensados. E digo mais... Se for recompensado com o tal amor que muitos acham que vivem, essas pessoas assim como eu, vão ter vivido pra valer a pena. O amor não é pra quem quer, e sim pra quem merece. Sem querer ser convencida! Sei que ainda tenho muito que viver e com certeza nada é para sempre, mas positivismo na minha vida é mato! Tenho mais é que continuar pensando assim. Que fique esclarecido que o amor existe e vale a pena conhecê-lo, mais ainda, vale a pena vive-lo. Uma vida sem amor, não é vida!