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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quando menos se espera, se encontra

Desde os meus seis anos de idade que eu já sabia o que queria. Eu tinha meu protótipo de príncipe dos sonhos formado. Fui crescendo e me apaixonando platonicamente sempre por meninos do mesmo estereótipo, mas na grande maioria das vezes eu não me envolvia com nenhum deles. Era simplesmente platônico mesmo. Aquela coisa de ver o cara, sentir o nervosismo na pele, querer estar junto, mas, ao mesmo contentar-se apenas com o contato visual. Era suficiente para mais um dia feliz, de sorriso bobo dançando no rosto e sonhos sendo vividos acordados. Talvez pela idade ou simplesmente falta de reciprocidade, eu não vivia esses meninos. O tempo passou, continuei tendo dentro de mim o padrão do homem dos meus sonhos, porém, eu já não me importava em procurá-lo como se só alguém assim bastasse. Sair da idade dos contos de fadas me fez enxergar que só um rostinho bonito não satisfaz. Mais do que tudo, eu aprendi que o que se carrega no coração e a pessoa que se é, são o que fazem realmente uma pessoa valer à pena ou não, ser bonita ou não.
Os caras que namorei, que gostei, ou o cara que amei, não foram nada parecidos com quem sempre esperei, no entanto, me faziam bem enquanto eu decidi estar com eles. Minha visão do que é belo e do homem certo pra mim já não se ligava mais ao que eu sempre vinha montando em sonhos e desejos. Diversas pessoas cruzaram meu caminho por todos esses anos e mesmo quando alguma delas me chamava atenção fisicamente me convidando a finalmente conhecer alguém que supriria os requisitos que eu sempre guardei, não dava certo. Seja por mim, pela pessoa, pelo destino, pela hora errada ou qualquer outro motivo. O fato é esse, eu até então nunca havia vivido alguém que correspondesse minhas expectativas seja fisicamente ou pessoalmente, faltava algo. A idéia de esperar o príncipe da atualidade foi se desfazendo na medida em que percebi que minha vida, meus gostos, minhas ultimas experiências e relacionamentos desmontaram todo esse protótipo. Conformei em talvez nunca encontrar alguém que se encaixasse em todo o padrão que criei. Nunca busquei perfeição, não me refiro a isso, até mesmo porque o homem dos meus sonhos não seria o homem dos sonhos de todas. Cada um com suas preferências. E defeito todo mundo tem, porém, eu quero aceitar os defeitos daquele cara que supostamente seria o melhor pra mim. A metade da minha laranja. A tampa da minha panela. Minha cara metade. Minha alma gêmea. Meu coração.
Pra me fazer acreditar que eu estou fazendo a escolha certa em viver certas pessoas e cultivar certos sentimentos, tem que haver muita química, conquista, saudades, borboletas no estômago, olhares intensos, momentos que valem a pena, dedicação, carinho, simpatia, charme, bom papo, respeito, educação e tudo que fique do lado da boa índole, das boas intenções. Ou seja, obviamente que no decorrer de todos esses anos da minha vida eu encontrei boas pessoas, achei raridades, bons corações, boas companhias, um quase grande amor se não fosse pelo final infeliz e um rolo muito enrolado que foi o único a conseguir abalar todas as minhas estruturas até mesmo com um único olhar. Mas logo se percebe, nenhum desses casos se tornou a certeza do melhor pra mim ou do meu suposto futuro, caso contrário, eu não estaria escrevendo esse texto, pois, pensaria ter encontrado meu homem dos sonhos. Eis que este ano de 2010 me fez acreditar que grandes surpresas viriam, pois esse seria meu ano e explico por que. Nasci no dia 10, do mês 10, às 10h10min da noite. Portanto, meu aniversário deste ano estava com a data de 10/10/2010, especial demais né? Nunca mais na minha vida eu verei esta data. Então tudo que é ligado ao número 10 certamente me favorece e me dá bons frutos.
Na comemoração do meu aniversário conheci uma pessoa que imediatamente prendeu minha atenção e me deu aquela sacudida. O cabelo, o sorriso, a altura, o físico, o jeito de olhar, tudo se encaixava no protótipo. Depois de conhecer e passar horas juntos, eu só conseguia pensar que aquela noite tinha sido um presente dos céus. A ficha não caia, eu pensava que no dia seguinte iria acordar e perceber que tudo havia sido um grande sonho bom. Mas não, para meu susto e felicidade, tudo foi real, real demais. O jeito de falar, de andar, de dançar, de tocar, de mexer no cabelo, o seu nome, seu jeito, sua educação, simpatia, doçura, a voz, a vida que leva, não havia nada nele que não me fizesse pensar nas ligações que eu fazia com tudo que sempre sonhei e até então não havia encontrado. É exatamente o que bem digo: quando menos se espera, se encontra. Voltei instantaneamente a acreditar que sonhos se realizam, por mais que demorem. Agradeci imensamente a Deus por ter me dado a oportunidade dessa realização, desse sonho bom que se tornou real, dessa chance de viver uma pessoa tão boa, tão certa pra mim. Já ouço me dizerem que me apaixonei, já ouço me dizerem que estou precipitada, ouço me dizerem que eu sempre me apaixono, ouço me dizerem que estou apaixonada por esse da mesma forma que pelo último. É chato ter tanta gente pra dar piteco, é o preço que pago por ser transparente com todo mundo, esse livro aberto como dizem. Mas pior do que isso é só a falta de compreensão. Quem me conhece então já deveria estar careca de saber sobre meus sonhos, verdadeiros amores, paixões e desilusões. Essa história seria só mais uma história sim, se esse cara fosse só mais um cara. E esse cara só não é apenas mais um cara como todos os outros, pois, ele tem TUDO que todos os outros não tinham, pelo menos não assim, completo. A única parte disso tudo que por enquanto ainda se parece com as outras histórias é que eu descobri primeiro que supostamente podemos dar certo, que pode existir sentimento e principalmente, que ele seria quem eu esperei todos esses anos. A dor da espera, a dor das dúvidas, a dor do receio pela falta de reciprocidade se faz presente também. Nem sempre a pessoa certa surge na hora certa. E aí pra não perder o costume, quem tem que esperar, é eu. Quem tem que sofrer pela expectativa de algo que nem se tem certeza ainda, sou eu. Não preciso que acreditem que enfim encontrei meu príncipe da atualidade. Ter realizado um sonho de 15 anos é o que vale, pior seria se eu nem nunca tivesse sonhos para serem conquistados. Por falar em conquista... Aqui vou eu para mais um novo jogo desses né? Espero perder, e espero que ele também perca, porque quem deve vencer esse jogo, é o amor! Perco-me pra ele, ele se perde pra mim e juntos perdemos para o amor, assim todos saem no lucro. E que lucro! A vocês que infelizmente fico devendo uma melhor explicação desses meus sentimentos que nunca se fazem valer em palavras, afinal, vai além de qualquer coisa que eu possa escrever, desejo que também percam para o amor no jogo da conquista e vivam a melhor parte da vida: ser surpreendida ao encontrar seu sonho de anos e perceber que ter esperanças vale a pena.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Que essa escolha nunca seja minha escolha


Basta olhar sua foto e tudo se apaga, o mundo passa a ter sentido só dentro de mim. Tudo que antes eram dúvidas abre espaço para um turbilhão de sentimentos que vem dos pés a cabeça. Meu estômago se contorce em meio a calafrios. Meus sentidos perdem os sentidos. Minha mente perde o controle dos movimentos corporais e tudo vai bambeando. Já não penso, não falo, apenas sinto. Cada pedacinho meu, deixa de ser meu, pra ser seu. Não há solução para controlar tanto descontrole. O coração palpita, palpita, palpita até doer. Dói de saudade. Dói por tamanha paixão. Dói por necessidade de você. Dói por querer tanto. Dói por não sentir a reciprocidade. Dói por esperar demais. Dói por não conseguir te expulsar. Dói por medo de ter que conviver com você aqui dentro mesmo já não te tendo em mais espaço nenhum. Uma chance parece se abrir em meu caminho. Outro alguém incrivelmente disposto a me ensinar a viver começa a tomar a cena. Esses intervalos de você estão abrindo caminho para uma distância entre nós que pode talvez durar para sempre. Não me deixe sozinha na cena, não me deixe sozinha no palco, não me deixe para o próximo ator. Ele é suficientemente bom, mas não é você. Ele me arranca sorrisos, mas não é você. Ele me supre desejos, mas não é você. Ele talvez até combine mais comigo, mas não é você. A idéia de jogar tudo no ar é convidativa, confesso. Tenho convivido com interrogações que me cutucam noite e dia, me forçam a pensar mesmo quando quero esquecer. Bem sei que posso estar lutando por uma batalha já ganha, podemos nunca estar no futuro um do outro, mas não posso desistir enquanto meu coração ainda pulsa pela chama que só você plantou.
A chance de ao menos tentar te deixar está batendo em minha porta. Ele também não é certeza, não é aliança de estabilidade e coquetel de bons sentimentos, mas ainda assim é mais real, mais possível, mais perto do que espero pra mim. O medo, a dúvida, ambos não me largam. Trocaria eles por vocês. Mas aí está o problema. Esse é o tipo de chance que jamais irei ter. Não posso optar por dois, não posso optar por ‘vocês’ dois. Às vezes tenho a impressão de que vocês são um só. O que falta em um, encontro no outro e vice-versa. Enquanto um me dá momentos únicos e raros em determinadas noites, o outro se faz presente todos os dias e me convida para uma troca de mimos e sonhos. Como me livrar do romantismo para ter só o contato físico de algumas noites, em poucas horas e sem promessas de ao menos uma ligação? Como me livrar da química, da paixão, da magia de momento para me derreter só com palavras em uma tela fria de um computador ou um celular? Nada é perfeito, nada é completo, eu sei, eu sei. Estou jogando o jogo de vocês. Enrolando para continuar rolando. Contudo, não há emocional que resista, ainda mais o meu, bobo que só, mais frágil que cristal. Forcei-me a ser mais forte do que eu mesma acreditava que poderia ser. Deu certo, até agora... Desmoronei e não consegui mais me juntar. Meus pedaços se espalharam. A propósito, se tiver alguma parte de mim escondida em vocês, devolva-me. Preciso me recompor. Preciso de mim.
Estou evitando pensar que algum dia existirá a necessidade de escolha, e se existir, que essa escolha nunca seja minha escolha. Prefiro acreditar ao máximo na teoria do destino. Dessa forma, não precisarei me decidir por vocês, ou por mim. Eu me quero. Te quero. Quero ele. Quero vocês. Quero nós. Sem ser junto e misturado, por favor! Cada um NA sua forma, cada um DA sua forma. Enquanto o destino não se encarrega daquela velha historinha sobre “o que tiver que ser, será”, continuarei apaixonada por um e encantada por outro. Bagunçado assim. Lindo quando possível. Dolorido quase sempre. E divertido até não poder mais. Parece loucura, e pode até ser. Desde que valha a pena, compensa. Fazendo a diferença, é o que importa. Nunca me contentei com o normal e o morno mesmo. Rolos nunca são sem graça, tem sempre uma pitada de sal ou açúcar pra aguçar. Então vamos rolar e enrolar. Que a paixão cresça e amadureça. Que o encanto evolua em qualidade e contentamento. E que tudo que sinto se faça valer o dobro em vocês.
E aí... Olho sua foto novamente... Os pensamentos param de fluir. As letras embaralham. Os olhos ficam cheios d’água e o coração diminui gradativamente, ficando apertadinho de dar dó, batendo desesperado como se um grito de socorro estivesse o sufocando. A dor que nele habita é a dor da dúvida, a dor de tantos sonhos talvez sem chance de concretização, a dor de uma futura e possível escolha... E só a hipótese de não mais te viver, mesmo que sozinha, é o que assusta. Uma paixão quase platônica, ímpar, mágica, intensa, sem igual e solitária. Não há mais como evitar... Continua lindo e triste sentir!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tenha a si mesmo


Aprendi a me cuidar sozinha. Aprendi a caminhar sozinha. Aprendi sonhar sozinha. Aprendi crescer sozinha. Aprendi admirar a vida sozinha.
Não me refiro a falta de companhia, falta de amigos, família, nada disso. Estou falando do coração, do amor.
Ainda acredito sim que quando estamos amando tudo parece mais belo, mais fácil, suportável e pleno. Mas a fase em que permito estar também está me presenteando com muita maturidade, felicidade, liberdade e formas sentimentais que também valem a pena experimentar.
Cheguei a um determinado momento da minha vida em que eu posso olhar para trás e perceber do que eu abri mão, e principalmente perceber o que eu ganhei desde então por ter renunciado.
Se me perguntarem sobre arrependimento eu irei responder que não tenho ou que não me permiti mesmo parar pra pensar em ter. Sou completamente crente na ideia de que todo o meu passado me criou como sou até hoje, e sou grata a isso, sou satisfeita, plenamente contente com quem sou.
Acrescento mais. Desde muito tempo em que acredito que nada é por acaso, e agora além de ter certeza disso, eu pude perceber que coincidências também não são meras, particularmente tive motivos que me fizessem acreditar que elas são sinais, intuições e ações de Deus, porque também acredito na minha enorme fé e sei que nosso Papai do céu nos olha, protege e principalmente move pauzinhos para deixar ou não que tudo aconteça.
Por tudo isso eu me permito caminhar devagar, mas ter urgência nos detalhes de cada momento vivido. Permito-me curtir todas as ocasiões em que estão vindo de encontro a meu caminho. Estou sozinha sim, o coração ta livre, mas quieto, tirou folga talvez de um grande amor, mas jamais estará vazio, o preencho cada dia mais com diversas pessoas que se tornam especiais pra mim. Como eu disse no ínicio, não estou sem companhias, só estou na liberdade, explicando melhor, de férias do amor. Há quem diga que isso é ruim, ou talvez mentira, mas eu discordo. Todo momento se faz importante, valioso e bom a partir de como o vivemos. É disso que estou falando, viver, sem olhar pra trás, sem esperar o futuro.
A falta do gostar de alguém às vezes bate na porta, inevitável, acontece até para os mais insensíveis. Mas não ta sendo a urgência agora, não ta sendo prioridade. Comecei a descobrir lados desse mundo antes desconhecidos pra mim, gostei de voar mais alto, gostei de me jogar, gostei de não precisar me preocupar com mais ninguém além de mim, gostei de tomar as redéas das situações em que posso criar, gostei de tomar escolhas sem precisar de opiniões alheias, gostei até de errar e arrumar confusões só porque eu sabia que eram momentâneas e que sou a dona da minha história. Assim como escrevo textos e os julgo importantes ou não, inventados ou verídicos, descobri que posso fazer isso com minha vida. Não que eu esteja vivendo mentiras, cultivando falsidades, jamais, longe de mim algum dia me deixar cultivar no caminho de valores tão ruins e que eu julgo desde que me entendo por gente, serem as piores partes do mundo.
Estou gostando de viver intensamente um lado em que eu achava que não tinha nada de intenso. É renunciando que se enxerga o outro lado, que se dá valor ao que antes não tinha mérito aos nossos olhos.
Enquanto houver sentido aqui onde estou, continuarei ficando. Só saio daqui agora quando o amor voltar a fazer loucuras por mim, quando ele se tornar meu aliado e não mais meu inimigo.
Resolvi não aceitar mais nada e nem ninguém que não saibam ser completos, que não saibam largar o medo e arriscar sentimentos. Impus a meu coração que só se abra por inteiro pra alguém que saiba faze-lo bater cada dia mais, que saiba faze-lo doer de emoção, que saiba faze-lo diminuir de saudade, que saiba faze-lo acelerar de vontade. Nunca gostei de metades, sempre quis integridades. Hoje mais do que nunca optei pela emoção invés da razão, rejeito o que é morno, acolho o que é completo, dispenso friezas, aceito calores, jogo fora o vazio e admito tudo que é 100%, ou é tudo ou nem se aproxime.
Parece muitas vezes que bloquiei a abertura da minha vida e do meu coração, mas quem sabe se aproximar e se faz merecer atenção logo percebe que não me fechei, simplesmente estou selecionando, buscando qualidade, certezas, intensidades.
Nunca estive tão certa e tão plena da minha alegria de viver sem dependências, sem qualquer expectativa depositada em pessoas que jamais alcançariam o perfeito do que eu gostaria, ninguém é capaz de nos completar por inteiro, justamente porque já somos completos, somos capacitados para exalar felicidade, paz e tudo de melhor que quisermos. As pessoas e tudo que elas nos proporcionam são acréscimos para nossas vidas, tudo que se achega é lucro, é mais motivo para somar felicidades. Bastar-se é necessário para a satisfação, para aprender a não depender de nada nem ninguém, é assim que se aprende a enxergar tudo e todos como vitórias conquistadas e não necessidades.
Exatamente por ter conseguido subir esse degrau de consciência é que sei que sou e posso ser tudo o que quiser ser, pois eu sou a única responsável por mim mesma, por tudo que quero ou não viver, e o resto? Que resto? Ninguém precisa de restos quando já se tem a si mesmo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Acreditando na intuição



É olhando pra trás, relendo textos antigos, que percebo muitos momentos parecidos com coisas que vivo hoje, mas, de certa forma é inevitável tambem não notar a maturidade e a carga de experiência que se acrescenta na minha vida e nas minhas palavras.
Há dois anos atrás, por exemplo, eu escrevia sobre um fantasma do passado que me atormentava em sonhos, pensamentos e ameaçava voltar pro meu convivio. Eu dizia sentir que algo estava prestes a mudar, que alguém estava se aproximando e isso iria mudar minha vida. Textos pelos quais eu escrevia sem nem ao menos ter ideia do que poderia vir pela frente, eram só suposições, sensações, intuições. No entanto, hoje sei que eu estava certa. Me aconteceram muitas coisas das quais eu imaginava e outras tantas que eu nem mesmo poderia supor. A vida, o destino, o acaso, Deus... Tudo trabalha pra me surpreender, e hoje tenho certeza de que nada é por acaso. Minha intuição não falha, e sempre que eu senti que algo mudaria, realmente mudou. Sempre que pensei que alguém me surpreenderia, assim foi. É pensando em tudo isso que dá até um frio na barriga. Fico a imaginar, viajo em pensamentos, analisando se tudo do que eu pressinto hoje poderá acontecer amanhã. Se há dois anos atrás eu sentia algo que realmente um tempo depois se concretizou, então por que agora seria diferente?
Meu coração parece que meio um sinalzinho de alerta, nele eu sei que posso confiar, quando a aflição bate ou a emoção toma conta, logo tenho certeza de que posso acreditar na minha intuição ou pensamento do momento. Assim me permito viver, assim me permito acreditar em boas novas para o futuro. Por mais que eu enfrente turbilhões, decepções, lágrimas, problemas, doenças, falsidade e afins, ainda assim eu tenho como acreditar que mais pra frente muita energia boa, muitos acontecimentos satisfatórios, muitos sentimentos sinceros, muitos sorrisos alegres se achegarão a mim. Não temo o lado ruim de tudo que eu tenho que atravessar, pois sei que depois da tempestade o dia nasce mais belo. E sei também que meu coração mole me deixa às vezes em posição de vítima esmagada, mas que com certeza num futuro serei recompensada e jamais castigada por ter vivido na verdade, no amor, no perdão, acreditando e buscando todos os dias pelo lado bom de cada pessoa que entra no meu caminho. Quem planta o bem vai colher o bem. Tenho minha consciência no lugar, vivo o que tiver que viver, aprendo tudo e mais um pouco de qualquer experiência que passo e aguardo pelas positividades que sei que algum dia conseguirei alcançar. Minha intuição me deixa sobre aviso, logo, já imagino que muito do que ando vivendo é provisório e talvez o pouco que eu não dê valor irá ainda me provar que devo acreditar mais do que já acredito nas pequenas coisas. Detalhes que deixamos passar nos pregam pegadinhas depois. E quando menos esperamos, de quem menos esperamos, surge uma história valiosa.

domingo, 7 de março de 2010

Uns vem e vão, outros vem, ficam, mas se modificam

Não importa se faz sol ou chuva, frio ou calor. Se estou na minha cidade ou muito longe dela. Se estou com amigas, família ou até mesmo sozinha. Nada disso altera a importância dos fatos que se seguem a partir do momento em que alguém especial cruza meu caminho. Cada pessoa que entra e sai da minha vida deixa comigo um pouco ou muito de si. E isso basta para que toda a convivência seja lembrada pro resto de meus dias. Mas a intenção é ressaltar as melhores companhias. Aquelas que um dia me fizeram gargalhar, me fizeram emocionar, me orgulhar, me sentir querida, especial, amiga e amada. Não importa se é mulher, amiga, nova ou velha. Tambem não importa se é amor, amigo ou apenas um conhecido numa noite de balada. Nada muda o fato de que cada pessoa constrói comigo uma grande ou pequena história que reúne depois em minha mente vários flashs de boas coisas que deixam gostinho de quero mais. Melhor dizendo... A saudade bate forte no coração quando se sabe que valeu a pena cada segundo na companhia de cada pessoa que soube fazer diferença. A única parte negativa ainda continua sendo está. A inexistência da possibilidade de voltar no tempo e viver tudo de novo. A intensidade de cada momento ao lado de cada pessoa que se tornou especial pra mim é enorme, e faz dos meus horários solitários uma grande agonia, pois, bate uma aflição no peito, uma vontade louca de pular pra dentro da tela do computador e me afogar nas fotos dessas pessoas como se eu pudesse viver com cada uma delas a qualquer dia. Pode parecer exagero, mas dói saber que certas pessoas jamais serão as mesmas e jamais estarão ao meu lado como antes. Cada detalhe, cenário, contraste, dia, hora e lugar, é marcado por uma personalidade, e quando se retorna ou se lembra de cada uma dessas coisas, consequentemente a pessoa que vivenciou isso tudo ao meu lado também vem em minha mente e faz de mim prisioneira da saudade que me faz querer recuperar tudo isso novamente. O que salva é saber que seguindo em frente novas pessoas surgirão no meu caminho, e as que antes entraram na minha vida e permanecem até hoje são as que realmente mereceram estar aqui compartilhando das minhas histórias até onde elas podem existir.

terça-feira, 2 de março de 2010

Valorize seu modo de viver

Todo mundo sempre passa por aquela fase em que se quer ser melhor, em que se olha ao redor e cisma de querer o que ainda não se tem. Nessa fase também nascem análises e comparações com a vida dos outros. O que é do outro sempre parece melhor, parece mais fácil, e é aí que se inicia um trabalho de pensamento positivo em busca do que se aproxime da vida alheia. E a conquista pode demorar, tem gente que até desiste, mas uma hora chega e aí é que mora o problema. Quando enfim o que queriamos, chega, percebemos que já não desejavamos mais isso ou simplesmente não sabemos lidar com o que o próximo fazia parecer bom e fácil. É assim que se aprende a compreender, a conhecer a sabedoria e a capacidade dos outros de viver suas experiências boas ou não, como se fosse fácil. Por isso é necessário dar valor para o que se possui. Cada um é cada um e o que pode parecer facil aos seus olhos é dificil para outros e vice-versa. Dê credibilidade a sua própria vida e experiências e acredite que isso basta para seu amadurecimento próprio. Não queira o que é dos outros e nem se compare. A forma que você lida com sua própria vida também deve estar sendo apreciada por alguém neste momento. Você é o que é por ter vivido tudo que já viveu da forma como só você mesmo sabe fazer. A fórmula certa é apenas enfrentar, viver. Cada um no seu caminho, e assim segue a regra de que cada experiência a mais faz de nós melhores, fortes e sábios.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Seja o protagonista

Ninguém entende, nem parecem querer entender. Sinto necessidade de desabafar, mas, o medo de ser julgada está crescendo. O exército de pessoas da minha vida que ficam contra as minhas emoções diante de certa história, so aumenta.
Sofro sozinha, sempre com a sensação de ter que enfrentar a angústia dentro do coração, a ausência de paz na mente, junto com a desaprovação de todos que gosto. Infelizmente nunca irei me acostumar com a falta de apoio dos que fazem parte da minha vida. As opiniões dos que me querem bem obviamente é importante e por isso me abalo a cada conselho pessimista que recebo. Mas estou crescendo com isso. Estou fazendo de cada experiência um novo modo de aprender, tirando o máximo de lições de vida que eu puder e assim aumentando minha bagagem de maturidade.
Nesse mundo ninguém é igual a ninguém, a diferença na personalidade de cada um é o que torna a história de vida de todos, diferentes, por isso a compreensão com o próximo se torna difícil. É claro, existe sempre aquele ombro amigo que sabe entender invés de julgar, mas como nem todos são assim, vai de nós mesmos saber que quem nunca viveu uma mesma experiência que nós não nos entenderá, fazendo assim um mau julgamento de nossas ações caso façamos algo que eles acham que nunca fariam. Mas olhar de fora é fácil, e ser forte sem ter o coração partido é mole. Por isso digo, nunca atire pedras, mais cedo ou mais tarde se descobre que o teto sobre sua cabeça também é de vidro. Sendo assim, só resta olhar para frente e fazer para si mesmo o que no momento significa a sua felicidade e não a aprovação dos outros. Antes viver do que assistir e quem julga é porque assiste, então viva e lembre-se de que seu bem depende de você. Seja o artista, brilhe, vire exemplo e tenha um final feliz. Os telespectadores não têm a mesma sorte de experimentar essa realidade de emoções. Eles se acomodam na ideia de pegar carona na experiência dos outros, acreditando assim que podem palpitar e interferir em nossas atuações. Mal sabem eles que poderiam ser protagonistas também.
Viva e não se importe com quem olha. Os que nos amam, gostando ou não de certas coisas, estarão sempre do nosso lado e vendo que somos felizes com nossas escolhas também ficarão. Desligue a TV da vida alheia caso você assista e vá correr atrás da sua história, eu já estou vivendo a minha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um alguém tão incrivelmente bom

Eu não esperava nada demais daquela noite. Uma balada comum como as outras anteriores. Companhia de amigos e tudo rolando como o esperado. Muita gente no mesmo ambiente, sincronia de corpos dançando na mesma sintonia de cada música. As luzes fazendo de tudo mais belo. Algumas pessoas se destacando mais entre todos. Uma dessas pessoas se aproximou. Também não esperei nada demais dessa pessoa. Não criei expectativas e nem acreditei que fosse valer a pena me envolver. O papo foi indo, o tempo passando e não nos largávamos mais. Sabe-se lá como e por que, mas o primeiro beijo nasceu sem eu nem esperar ou perceber que iria acontecer. E desde então, eu percebi que tinha me enganado. A pessoa se transformou em alguém especial. Tudo parecia parar enquanto eu podia estar em seus braços. A noite foi mágica porque ele me encontrou no meio da multidão e me escolheu para ser a sortuda. Nunca conheci lábios tão suaves, macios, profundos e tão quimicamente compatíveis com os meus. Fiquei ligada a ele ponta a ponta. Todo o carinho, respeito e educação dele, também me deixavam cada minuto mais encantada. Era como se eu nunca tivesse sentido a sensação de ser tratada como princesa. Não queria que a noite terminasse e nem queria acreditar que depois de tudo aquilo eu talvez pudesse jamais vê-lo novamente. O envolvimento, o carinho, os olhares, tudo que trocávamos me deixava mais convencida de que aquele cara era o mais incrível que conheci em toda minha vida. Fui embora pra casa nas nuvens. Eu não sabia se continuava vendo estrelas enquanto relembrava cada detalhe do tempo que havíamos passados juntos ou se gritava de alegria e começava a falar que nem uma maritaca empolgada contando tudo para minha amiga. Mesmo depois de ter deitado a cabeça no travesseiro eu só conseguia pensar nele, nele e nele. Era como se tudo não tivesse passado de uma linda sensação que se tem quando se assiste ao mais lindo filme de amor nos cinemas. Devo ter até sonhado com ele. O restante da semana se arrastou da mesma forma. Eu ainda conseguia recordar de muitos detalhes que me deixavam suspirando a todo momento. Aos poucos, a falta de contato me fez ir desacreditando que eu poderia sonhar com esse alguém tão incrivelmente bom. Pus os pés na realidade e voltei a viver como se ele não tivesse cruzado meu caminho me deixando com gostinho de quero muito, muito, muito mais. Os próximos dias de festas eu vivi sem lembrar dele, ou pelo menos tentando não lembrar. Até que... Em uma das minhas baladas com amigas, andando no meio das luzes e danças, avistei o grande perturbador dos meus desejos. Eu não queria acreditar que o destino estava me dando esse reencontro que eu tanto achei que não fosse existir. Mas dessa vez, embarcamos em uma confusão. Rolou um clima, um beijo, mais um contato que me deixou sem ar, mas... Desentendimentos, má interpretações colocaram tudo a perder e sai machucada daquela noite. Aí sim, pensei que toda a minha chance tinha ido por água abaixo, até que ele me procurou, mas não conseguiu me encontrar quando quis. Desencontros tentando destruir minha esperança. Dormi mais uma noite acreditando que eu poderia sonhar com aquele cara na minha vida. E cá estou eu, derretida, sem rumo, de pernas bambas só de lembrar tudo que tivemos. Meu pensamento não quer deixar de querer vive-lo mais. Ele chega a ser perigoso pra mim, é como o amor, que tampa a visão e nos deixa querendo sempre mais. Não sei onde vai terminar, mas já tenho uma nova história de novela pra continuar e depois contar!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eu venci

É dificil compreender a mente de gente teimosa. Quanto mais você batalha pra tentar conhecer a pessoa, mais ela se fecha. Chega um momento que se desiste de tentar entender e ajudar uma pessoa assim. E nessa hora, tudo fica mais claro. O mundo se abre, o céu parece ficar mais azul e os problemas passam a ser menores. Quanto mais nos desvencilhamos de pessoas que nós fazem esquecer de nós mesmos para viver com eles problemas que não nos diz respeito, melhor ficamos. Pode parecer egoísta, mas não é.
Andei aprendendo que estar solteira e sozinha é um bem a mais para a mente, uma paz gigantesca pro coração e uma liberdade incontestável para nossas ações. Quanto mais desligada de pessoas eu estiver, mais eu posso me concentrar em mim mesma. Se eu pudesse transmitir a todos o bem que isso pode fazer, acho que eu salvaria muitas pessoas que estão por ai se escondendo nas sombras de vidas alheias.
Existem sérias doenças psicologicas que fazem algumas pessoas pensarem que só podem viver se estiver ao lado de outras. Elas fazem de alguma pessoa especifica a sua vida, e se esquecem de si próprio. Isso é totalmente loucura, é morrer em vida. Ninguém pode deixar de viver tudo que gosta, tudo que é, por outro, isso é simplesmente abrir mão da própria felicidade pra sofrer. Digo isso porque já passei por uma situação parecida. Não tive nenhuma doença que me levasse a isso, mas tive confusões que me fizeram acreditar em um amor que já não era amor. Esqueci de mim para lutar por um alguém que nem se quer se preocupava em olhar para trás para saber se estava pisando em alguém. O fim da história?
Eu venci! Venci por ter conseguido sair de mais uma luta melhor do que entrei. Venci por ter saido da batalha mais valente do que antes. Venci por ter superado a mim mesma. Venci por ter finalmente dado um basta no que não me acrescentava mais nada além de tristeza. Venci por largar o passado e acreditar num futuro melhor. Venci por correr atrás do meu próprio bem estar sem pestanejar. Venci por ir de encontro com a minha paz sem precisar da ajuda de mais ninguém. Venci por ter tido coragem de ir contra tudo que era o meu mundo. Venci por ter criado novos meios de enxergar como se alcança as alegrias. Venci por pensar em mim. Venci por continuar caminhando mesmo quando ainda não enxergava luz no fim do túnel. Venci por erguer a cabeça independente de tudo e todos e ir de encontro apenas com a minha vida. Venci por não ter me deixado abater e sim por ir em busca de novos meios de vida. Venci por ter lembrado de viver. Venci por ter lembrado que a felicidade sempre esteve comigo. Venci por ter deixado de lado todas as crenças de que precisava de alguém para me fazer feliz! Venci por lembrar que eu sempre posso vencer!
E a pessoa teimosa que lhes falei no início? Ta por ai, vagando por uma trilha que ainda não percebeu que não vai dar em nada. Com certeza continua com a mesma teimosia e o mesmo medo de sofrer. E quer saber mais? É justamente por ter medo de sofrer e tentar evitar isso, que acaba sofrendo mais do que todos. Por isso eu aconselho, não seja o teimoso da sua história, seja o vencedor. Largue as velhas teorias, as velhas idéias, os velhos amores que te deixam doente, as velhas pessoas que fingem estar contigo e vá em busca de você mesmo. Só você pode se salvar. Só você pode se fazer feliz! Nós nos bastamos!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não tenha medo de amar

Todos os dias da minha vida eu sou julgada. Julgada por um motivo, um sentimento que não deveria nunca ter sido esquecido, generalizado ou até mesmo sido transformado em sofrimento. Desde pequena que carrego dentro de mim a sensação de que sou diferente desse mundo neste século. É como se eu tivesse nascido atrasada. Às vezes nada parece se encaixar, nada parece aceitável. Fico imaginando todas as pessoas a minha volta como simples futilidades. A imaturidade se tornou constante. Ninguém parece querer crescer em um mundo onde os relacionamentos e os sentimentos foram taxados como acontecimentos apenas da vida de nossos pais. E o amor foi banalizado, virou motivo de chacota, vergonha. Alguns dizem até que o amor não existe ou que todos que amam perdem suas identidades e vivem em um mundo da lua. Infelizmente todos que aderiram a essa moda nunca conseguirão ter uma vida completamente feliz regada de verdades e sinceridades.
O amor não é algo que só existe entre um homem e uma mulher. Jamais deveriam ter deixado esse valor maior se apagar do coração da maioria da sociedade. Corações de pedra não são e nunca serão capazes de enxergar do que o mundo e as pessoas precisam para que tudo se torne a paz que muitos buscam e não encontram. Paz mundial é nada mais nada menos do que o resultado do que o amor constrói. O amor pode concertar qualquer estrago. Amor não é e nem nunca será sinônimo de sofrimento. O contrário do amor é a falta de respeito, de consideração, é incompreensão e principalmente a indiferença. Nem mesmo o ódio é capaz de fugir do amor. Ambos andam juntos, de mãos dadas, onde existe amor, existe ódio. São sentimentos de um mesmo valor que só nascem a partir um do outro, ou seja, só podem também morrer juntos, um vai estar onde o outro estiver.
Quem tem medo de amar é covarde. Pensam que amando, se apaixonando, vão estar vulneráveis para que uma hora a decepção chegue e faça do amor um motivo de angústia. Muitos perdem a mágica do amor por medo de terem seus corações quebrados. Amor de verdade é aquele que completa e concerta tudo, não importa o que aconteça, não importa os obstáculos, as pedras no caminho... Onde existe amor, existe vitória. Só é amor de verdade àquele que passa por aprovações e mesmo assim continua firme, crescendo cada dia mais no coração dos amantes.
A pessoa que abre mão do amor por medo de sofrer e vai viver outras coisas achando que isso preencherá o vazio do peito está enganado. Sempre chega para todas essas pessoas um momento em que elas não sabem nem mais o que querem. Dentro delas tudo vira motivo de guerra, dúvida, falta de personalidade, competição, disputa... Não adianta querer fugir. Onde quer que você esteja à falta do amor irá te perseguir e te fazer perceber que a guerra que você enfrenta é contra você mesmo, contra os próprios enganos, orgulhos e teimosias. E dessa forma não importa o que se ganhe no caminho pela vida, tudo terminará sempre com a sensação de que lhe falta algo... O amor!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um mês não vale por um ano

Fico me perguntando por que parece ser tão difícil pra ele demonstrar sentimentos, vontades, pensamentos, sonhos e romantismo? No coração de quem ama sempre existe aquele tum-tum mais forte que gera ações imediatas, suspiros mais longos, vontades malucas, paixão, fogo, desejo de sempre estar junto, sonho de compartilhar tudo que se vive até em pensamentos individuais. E depois de tantas idas e vindas, sorrisos e lágrimas, brigas e reconciliações, ódio e amor, tudo parecia ter um final feliz. Era como se a partir daquela nova etapa do relacionamento tudo fosse ficar maduro, mais amigável. No entanto, o tempo parece lutar contra os corações que insistem por paz. A lei dos homens também parece cutucar quem não devia. Mais uma vez o ciclo vicioso retorna pra dentro do nosso relacionamento.
Ele vai se distanciando até mesmo sem perceber. Vai deixando tudo nublado, confuso. Prefere não dar explicações e jamais aceita uma reclamação, senão vira motivo de estresse. A vida bandida, vida noturna, vida alcoólica, vida com os amigos parece chamá-lo mais a atenção. Nossos momentos parecem perder o sentido para ele. É como se o brilho de antes estivesse sendo apagado por tudo que ele insiste em viver sem mim. O sorriso bobo que brincava nos lábios dele quando me encontrava aos poucos foi sumindo. Os olhos de admiração que ele fazia ao me observar também perderam o encantamento. A voz mais suave que ele insistia em fazer pra me dizer doçuras ao pé do ouvido foi banida. Tudo aquilo que ele fazia questão de usar em minha presença pra me derreter, foi jogado fora junto com toda sua vontade de me conquistar dia após dia. Todo seu envolvimento naquela paixão iniciante se rompeu em mínimos dias. Sabe-se lá por que, mas tudo ficou triste tão de repente. Sinto falta das risadas bobas, das conversas jogadas fora até altas horas, dos flertes, dos carinhos mais generosos, dos elogios mais doces, dos beijos mais demorados e apaixonados. Queria eu ainda poder dormir lembrando dos sonhos que planejamos juntos e acordar sorrindo sozinha só de saber que você é um motivo a mais na minha vida para me deixar feliz. Queria também ainda poder criar esperança sobre uma suposta surpresa que você viria a me fazer só pra me mimar e me fazer perceber como sou importante pra você até mesmo em um dia comum. Queria poder esperar um telefonema ou um torpedo no meio do dia só pra saber que você estava pensando em mim. Queria eu poder acreditar que todas essas coisas vão e voltam rapidamente para a cabeça de um homem assim como eles esquecem de que tem uma mulher esperando para ser conquistada todos os dias de uma vida inteira e não só por um mês de todo um relacionamento.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Faça-o provar do próprio veneno

Homem só é burro quando quer, ou melhor, quando não quer. Traduzindo: Eles se fazem de burros, sonsos, tapados, desligados, quando não TE querem. Já ouviu dizer que o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença? Pois então, ta ai tudo que precisamos saber. E a maioria de nós até já sabe disso, só não quer enxergar. É bom alimentar esperanças, arrumar desculpas para as desatenções deles, literalmente tampar o sol com a peneira. Só que fazer isso também nos leva a viver relacionamentos de mentira, sozinhas. Faz-nos acreditar em homens românticos, amigos e compreensivos que não são nada parecidos com os que temos em nossas vidas e corações. É triste, eu sei. Eu mais do que ninguém posso dar exemplo. Mas sinceramente to é cansando já de ser a sonhadora, calma, compreensiva que sempre cede e aceita as circunstâncias acreditando que tudo vai me levar ao meu tanto sonhado tratamento de princesa. To morta de saber que príncipe não existe, não to procurando por nenhum, afinal, já tenho o meu próprio. O problema mesmo é transformá-lo no último romântico de todos os tempos. Também já to quase careca de saber que existem pessoas e pessoas, cada uma com seu jeito e ninguém muda pelo outro. Não to com intenção de mudar nada nem ninguém. Mas... Esperança deve ser amiga da paixão porque ela sempre ronda por aqui. Ela me ensinou dessa vez que existe pelo menos um caminho a seguir para tentar melhorar esse nosso sofrimento com esses homens insensíveis. O caminho tem um nome. Chama-se: imitação. Já deu pra entender onde quero chegar? Basta imitarmos os nossos futuros príncipes. Ele ta se fazendo de burro? Então finja que é uma jumenta. Ta se passando por sonso? Então finja que você tem perda de memória recente e também ta quase ficando surda. Ele abusa ainda mais e demonstra ser tapado? Então lhe dê um tapa bem dado! Ops! Quer dizer, nada disso. Força do hábito não é mesmo? Não tenho sangue de barata. É o que dá vontade de fazer, mas não é a solução. Então se ele forçou pra cima de você e se fez de tapado, você simplesmente finja que não ta notando nadinha! Ele bancou o desligado? Você vai bancar a conformada e muda. É mais ou menos por esse lado. Quanto mais o cara der um de ‘to nem ai’ mais nós temos que sumir da reta deles. Não reclama, não liga, não procura, não briga e muito menos faça questão. Ta, eu confesso que não é fácil fazer tudo isso. Eu mesma ainda to em fase de teste, mas é lutando que se alcança. Se o cara gosta mesmo da gente, uma hora ele há de acordar, porque sinceramente, eu já cansei de perceber que quando eles querem, quando ta tudo no início, sendo flores, eles loucos de ansiedade pra nos conquistar nos dão o mundo e nos paparicam 24 horas, mas depois dessa primeira fase tudo muda não é? E ai ficamos a perguntar: cadê aquele fofo de antes? Pois é minha filha! Se um dia ele existiu é porque os safados fingidos de sonsos sabem como ser príncipes. Se não estão sendo ultimamente então é porque estão entediados ou perderam o interesse. Reavivem o interesse deles garotas. Somos poderosas e eles não resistem a uma mulher que sabe viver bem sem eles! Vai por mim.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Palavras soltas

Escrever, em minha opinião pode ser considerado até mesmo uma terapia, a única idéia que me incomoda sobre isso é saber que – pelo menos em mim – a inspiração só vem mesmo quando to triste, magoada, preocupada com alguma coisa. Sei que dizem por ai há anos que alma de poeta é assim mesmo, carregada de mais tristezas e é isso que motiva a escrita. Pra poemas mesmo eu nem levo jeito, mas de resto, acho que sai de tudo um pouco se necessário. Mas dá pra imaginar o quanto é ruim conseguir botar pra fora todo o meu português só depois de estar com o coração do tamanho de um feijão? Porque é mais ou menos assim que me sinto quando as coisas não vão bem e me motivam a escrever, colocar um pouco pra fora. São tantas as coisas que passam pela minha cabeça... Fico imaginando por onde começar, o que falar, qual a melhor forma de terminar os textos. Nunca acho respostas pra essas minhas perguntas. Acabo sempre começando do nada, com qualquer assunto e vejo se dá pra emendar no que enfim eu estava pensando. Se escrever não é um dom para poucos privilegiados então por que eu só consigo me expressar melhor quando to mal com alguma coisa? É fato que quem lê muito e pratica a escrita se sai bem nessa área, e eu faço tudo isso desde sempre. Vai entender a loucura dos meus órgãos. Acho que eles não se dão muito bem. O cérebro pensa, pensa, mesmo que eu tente controlar ele insiste em não parar de pensar, principalmente nos assuntos que menos gostaria de lembrar. Ai entra o coração, que fica aflito por culpa dos pensamentos que o cérebro cria constantemente, nisso gera uma agonia que atormenta o estômago e impede a fome de chegar. Assim vai indo todo o meu organismo nas horas em que to triste ou pensativa demais. A vontade é de conseguir seguir os conselhos banais e simplesmente parar de pensar, só viver um dia após o outro. Mas eu também já cansei de usar explicações rotineiras, daquelas em que se diz que não é fácil assim, que não faço nada disso comigo mesma por querer. Fica elas por elas, sempre. Alguns aconselham achando que estão ajudando, outros condenam achando que ser radical vai assustar, outros fingem que não enxergam e assim encontramos infinitas pessoas que nos rodeiam. Umas pelo menos nos fazem bem em algum momento, outras nos confundem mais e parecem até gostar de botar mais lenha na fogueira. Vai saber! Enfim, estou aqui em mais um momento de aflição no coração, borboletas no estômago – e não são por paixão a ninguém – e o cérebro a mil por hora! Por isso essas palavras soltas... Elas saem como uma bola de canhão na freqüência dos meus pensamentos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma alegria em pessoa

Eu sabia que tava perdendo a minha essência, sabia que estava esquecendo de mim mesma só pra viver agradando quem não se importava comigo da mesma forma. Diversas vezes ouvi conselhos que me deixavam mais confusa, pois, inconscientemente eu sabia que estava deixando de ser quem eu era pra viver pra um alguém que tão pouco demonstrava o sentimento que eu tanto desejava, porém, não conseguia imaginar ainda a hipótese de perder esse alguém. Eu achava que com ele estava mais ou menos e sem ele ficaria ruim. Tinha medo do vazio, da perda, do termino, do desconhecido que eu ainda teria que enfrentar. Esse medo foi o que mais me levou a esquecer de mim mesma pra aprender a viver de um jeito infeliz. Não sei ao certo o que me fez suportar tudo aquilo por tanto tempo. Eu sentia falta de mim mesma, sentia falta da minha liberdade, da minha vida, de amigos, de festas, danças, risadas, conversas, músicas... Eu era uma alegria em pessoa e aos poucos meu brilho foi sendo sugado por um amor que talvez só existisse dentro de mim. Se é que podemos chamar isso de amor né?
Aos poucos tudo foi ficando mais escuro, triste, frio. Nada mais que eu fizesse servia de alimento para salvar aquele relacionamento. E como num passe de mágica, o fim de tudo aquilo chegou mais rápido do que eu imaginava. A tristeza me abalou, impregnou em mim. Mas eu escolhi mandá-la embora o mais rápido que consegui. Na minha vida tudo acontece dessa forma. Quando penso que enfim o mundo acabou pra mim, vem uma luz, um milagre, ou qualquer sinônimo disso e me levanta de tal forma que me deixa melhor do que eu possa acreditar. É como se a nuvem carregada de angústias passasse num piscar de olhos. Como se todo o sofrimento de antes se resumisse naquele alguém que me sugou. Tudo bem que eu estava errada em permitir que aquilo acontecesse, mas pelo menos serviu como mais uma experiência boa. Porque agora eu vejo, que o mal veio para me apresentar o bem mais uma vez. E que eu estava enganada ao achar que não suportaria viver sozinha. Aliás, estou enganada novamente em dizer esse ‘sozinha’. Jamais estarei sozinha nessa vida. Primeiro porque tenho a mim mesma e a Deus, segundo porque tenho minha preciosa família contando com tias, primos e afins, e terceiro porque tenho minha segunda família por escolha, os amigos. O mal de às vezes ser frágil é esse. Se deixar levar pelos maiores sentimentos e se esquecer de que um dia eu era melhor simplesmente porque estava vivendo por mim mesma e nada mais. Nada vale mais do que poder preocupar só comigo mesma e trabalhar nisso. Enfim, voltei a ser uma alegria em pessoa, e por isso voltei também a atrair todos os corações bons para perto de mim.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

É ruim mas faz bem

Chega um dia em que todos se fazem a mesma pergunta. Será que só aprendemos as coisas boas e certas depois de sofrer? Será que a felicidade só chega para uma pessoa depois que ela conhece a tristeza?
Se você ainda não chegou nessa fase, não se deparou com um momento difícil e pensou nesse tipo de coisa, pode estar certo de que ainda vai acontecer. Então já se prepare e saiba que não é tão ruim quanto parece.
Desde pequenos já nos ensinam a aceitar um ‘não’ justamente para sabermos lidar com a vida mais para frente. Nada vem de bandeja, e muito menos temos tudo que queremos. Eu talvez fosse até a pessoa errada para estar falando sobre isso, pois, na maior parte da minha vida eu fui vista como uma ‘filhinha de papai’, mimada, manhosa e dondoca. Ta certo, eu admito que ainda exista a mimada, manhosa e dondoca dentro de mim, mas, a filhinha de papai já foi deixada para trás. E isso aconteceu exatamente por esse motivo que vos falo.
Meus pais podem até hoje querer fazer de tudo por mim para me ver sorrindo e jamais sofrendo, mas, já estou em uma idade que impede que eles possam ser meus super heróis.
Tudo que agora eu desejo, só vai chegar até mim se eu mesma for alcançar. Meus estudos, trabalhos e relacionamentos só dependem de mim mesma. Ou seja, chegamos ao ponto em que eu queria. Meus pais vão sempre ser os meus alicerces, mas, as escolhas que agora faço me atingem de uma forma em que eles não podem mais me salvar. Eles vibram com minhas conquistas e também sofrem com minhas perdas. Por mais que eles queiram tirar certos sofrimentos e decepções da minha vida, eles não podem mais. Já sou maior de idade, com a tarefa de buscar para a minha vida o que só eu mesma posso conseguir. E é por isso que eu digo que todo mundo um dia ainda vai aprender o que eu já conscientizei. As tristezas, perdas e problemas existem para todos, não há como fugir. De início fica tudo parecendo uma conspiração do destino contra nós e nossos sonhos, mas, depois que tudo vai passando a gente consegue olhar pra trás e entender os fatos de uma outra forma. Tudo que nos acontece é fruto de nossos pensamentos, falas, ações e escolhas. Mesmo as partes ruins, chegam até nós porque sem querer buscamos isso em algum momento. E pode parecer difícil de enfrentar tudo isso, mas, com o tempo sendo nosso melhor amigo, o jogo vira, e o que era pra ser ruim por um determinado tempo, vira motivo de força maior, aprendizado e com certeza, felicidade. Aprendemos a enxergar que as tristezas e pedras do caminho só servem para nos levar ao maior patamar de maturidade e controle emocional. É claro que a vida é curta para vivermos e aprendermos de tudo, mas, tudo que cada um enfrenta já é suficiente para servir de base para continuarmos caminhando até o fim de nossos dias. Por isso eu digo. Na hora de fazer aquelas perguntinhas infelizes para os céus, lembre-se de que tudo passa. E quando finalmente passa, você estará melhor do que estava antes.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Tente ver o lado bom da chuva

Eu e minha mania compulsória de ler tudo o que se vê pela frente, encontramos uma pequena mensagem que de início só me fez ter aquela sensação de que caiu como uma luva pra mim naquele momento. Li, reli, e tive a certeza de que fazia sentido total para o que eu estava vivendo. Mas, o que me chamou mesmo a atenção foi o nome da pessoa que tinha escrito aquilo. Fiquei rindo sozinha quando aquele nome apareceu na minha frente como um sinal de Deus. É terrível julgar que Deus nos abandona nos momentos difíceis, porque não é verdade. Deus não castiga e muito menos desiste de cada um de nós. Ele é o único além de nós mesmos que estará ali, sempre pra nós.
Mais que depressa salvei aquela mensagem e tive a certeza mais uma vez de que meu Deus e meus pensamentos positivos fazem milagre na minha vida. Quando realmente acredito em algo, quando realmente busco encaixar Deus nos meus dias de lutas e glorias, tudo flui melhor, tudo fica mais claro, mais simples, mais bonito. É como se a partir de um sinal de Deus, e de uma certeza que meus pensamentos positivos se concretizam tudo que antes era uma muralha na minha frente impedindo a passagem, se tornassem enfim uma poeira que até mesmo o vento se encarrega de levar pra longe de mim. Demore o tempo que for, seja a tempestade furiosa ou não, sempre me descubro mais forte do que eu pensei que fosse à última vez em que tive que talvez superar algum problema. E acima de tudo, depois que me recomponho, tudo e todos nesse mundo ficam pequenos perto de toda a minha vontade de conquistar a vida com a minha fé, sonhos e amor! E se você aí que está lendo isso, não consegue acreditar muito no que to dizendo, tente. Tente fazer isso por você também. Tente acompanhar a história de alguém que já sofreu muito e hoje só esbanja sorrisos. Você verá como tudo pode ser mais lindo depois que a chuva lava a sujeira que antes incomodava.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Guerreira sem armadura

Metade de mim foi deixada com você. Metades dos meus sonhos estão guardadas em uma caixinha rotulada com seu nome. A dúvida foi embora, mas a angústia não deixa de estar presente. Qualquer que fosse a solução, não deveria ter sido como esta. Abraço a mim mesma na esperança de juntar meus próprios pedaços e sentimentos e assim me manter mais completa, mas, é inútil. O que me falta não mais me pertence. Já não sei mais o que pedir as estrelas que um dia me observavam sorrir e hoje presenciam só lágrimas. Tudo parece mais frio, mais distante, mais inalcançável pros meus desejos. As lembranças me envolvem e me embalam como se quisessem me ninar por várias noites enquanto o sono me abandona. Tudo tem um pedacinho seu. Tudo me leva a você, mas, nunca pessoalmente. É incrível como tudo pode mudar em uma fração de momentos, semanas ou poucos meses. Se era pra ser assim, eu já não sei. Acho que passei a acreditar só na hipótese de que tudo nessa vida só acontece porque nós é que fazemos essas escolhas. Tudo era mais fácil de suportar quando podíamos jogar a culpa dos acontecimentos nas mãos de Deus ou do destino, mas, andei aprendendo com um alguém bem mais inocente do que eu, que Deus jamais castiga, jamais cria doenças ou tristezas. Tudo de ruim que há de existir hoje em dia são obras nossas. É de dar ódio de nós mesmos quando analisamos isso e percebemos que é a mais pura verdade. Porém, mesmo tendo consciência disto, não deixo a conformidade me pegar. Posso estar errada, posso estar me consumindo rápido dessa forma, mas, sempre me permiti sofrer tudo que eu tenho que sofrer por algo ou alguém. Sou assim, feita de emoções e sentimentos mais do que talvez carne e osso, e por ser assim, acabo entrando na onda de sorrisos ou lágrimas. Nunca escondi meus verdadeiros momentos e sentimentos sejam eles ruins ou bons. E como agora estou me permitindo chorar mais do que qualquer outra ação, vejo que estou em mais uma daquelas fases em que o tempo se torna meu melhor amigo, e assim, aos poucos, lentamente, descubro que sou mais forte do que penso, que sou mais guerreira do que qualquer pessoa que tenha tido a capacidade de me fazer cair. Guerreiros fortes não provam ser assim só porque ganham uma batalha, e sim porque vencem uma guerra inteira chamada, vida. Despedaçada ou não, eu sempre sigo meu caminho, por mais difícil que pareça, e ao final de cada passo vou me reconstruindo. Enfim, quando olho para trás, vejo uma história largada no passado, uma vitória a mais pra minha coleção e o mais importante, vejo que os pedaços que antes me faltavam e ali eu já não preciso mais, também estão me seguindo, pois, naquele momento, são eles é que precisam de mim. Ironia ou não, é sempre assim. Tudo que perco, demore ou não, sempre volta!

terça-feira, 23 de junho de 2009

No topo só chegam verdades e amores

Eu achei que você falava sério quando disse que perdeu e aprendeu a dar valor. Achei que você falava sério quando disse que moveria montanhas e virava o mundo de cabeça pra baixo pra me provar que era um homem de coração quente e de mente livre de mentiras. Achei que era sério também quando você disse que gostava de me ver sorrindo mais do que me ver soltando lágrimas pelos cantos. Achei que era sério quando você disse que estava querendo se apossar de uma nova vaga na minha lista de pedidos de casamentos. Achei que era sério quando você disse que me admirava e que continuava me achando a pessoa mais linda desse mundo como também achava antes. Achei que era sério quando você disse que só desejava minha felicidade independente de ser ao seu lado ou não. Acreditei mais ainda que fosse sério, quando você disse que jamais me faria sofrer novamente porque eu nunca mereci nada do que você já tenha me causado de ruim. Amoleci quando enfim você disse que estava falando com o coração e só abusando da verdade, pois, a mentira era algo deixado no passado. Usei uma das minhas maiores virtudes que você dizia admirar e te perdoei deixando as águas passadas para trás. Usei meu maior órgão e de maior valor dentro de mim, o coração, que você dizia ser meu melhor presente herdado da minha mãe e permiti que você se aproximasse de mim, entrando na minha vida novamente para tentar concertar um grande erro que você mesmo reconheceu que nunca deveria ter sido feito. Eu estava no topo da escada e aos poucos fui liberando os degraus para você ir me alcançando como se estivéssemos montando realmente um brinquedo que havia se partido em pedacinhos. Esse brinquedo tem nome, é a confiança. Uma vez quebrada, jamais será a mesma. Você foi chegando de mansinho, mas, sempre aceitando as regras desse coração que um dia te deu créditos e dessa vez já não podia fazer o mesmo. Tudo foi lindo. Aconteceu da melhor forma. Existiram noites especiais que marcaram para sempre. Estrelas nos vigiavam enquanto descobríamos que nosso amor nunca deixou de existir. Deus sabe o que faz para cada um de nós e estávamos gratos por vivermos essa história. Até que chegou o dia em que sem avisar o porquê, você começou a descer os degraus e foi ficando cada vez mais distante de mim. Eu usei todas as minhas cordas feitas com sentimentos e esperanças e todos os dias tentava te puxar de volta pros meus braços, mas, eu estava ficando exausta, pois era um peso tremendo para eu puxar sozinha. Eu não podia lutar contra você. Dois corações só podem se unir se houver espaço para eles em um mesmo lugar. Eu estava ficando cada vez mais abatida por perceber que novamente eu estava lutando por um amor que eu não recebia mais de volta. Não estava sendo mais recíproco e muito menos estávamos na mesma sintonia. O motivo que te levou a descer os degraus está em forma de interrogação até hoje. Não nego meus sentimentos e por isso sei que meu coração ainda pede por ti, mas, também aprendi o meu verdadeiro valor e por isso sei o meu lugar. Jamais abandonarei meu posto no patamar mais alto das escadas, é ali que eu sempre estive, é ali que sempre vou estar. Quem quer me alcançar, chega até mim, mas quem não quer, não posso puxar contra sua própria vontade. Acredito no amor e luto por ele quando sinto que sou correspondida com todo respeito, carinho e fidelidade, mas, caso contrário, se existe frieza, distância, indiferença e empecilhos colocados entre dois corações por um dos portadores, então é porque já não vale mais a pena lutar por um alguém que não sente o mesmo. Apenas mantenha cuidado com os degraus. Quem sempre se mantém em cima deles na procura de um caminho a seguir, acaba se perdendo ou acaba perdendo a vaga para a subida de volta. Os degraus são preenchidos ao longo da vida e cada um ganha para si mesmo o que construiu ao longo da caminhada até ao topo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O príncipe vilão

Sempre fui uma completa romântica, a moda antiga ou não, mas, sempre atolada de muito romantismo. Todos os meus relacionamentos por menor tempo que durassem, me levavam a analisar todos os lados românticos que o cara poderia ter comigo. Meus sonhos me levavam a procurar um incalculável príncipe. Eu sabia que “príncipes” só existiam em fantasia e que ficar esperando perfeições só me levariam á futuras frustrações. Mas, para ser sincera, eu sabia diferenciar “príncipes” reais dos de historinhas. Eu esperava por aquele príncipe sem cavalo branco, mas, com muita educação. Sem baús de ouro, mas, com um bom coração. Sem um castelo, mas, com muita vontade de me fazer sorrir acima de tudo. Eu nunca fiz listas de exigências e também nunca acreditei em homens perfeitos. Pelo contrário, eu tinha e tenho total consciência de que as pessoas imperfeitas, com bagagens de um passado, família e problemas, são aquelas em que tem histórias de verdades para compartilhar comigo e assim me fazer sentir útil em ser amiga e poder ajudar-lhes a partir dali.
Eis que encontrei o meu “príncipe”. Amei como nunca havia amado, para no fim descobrir que o príncipe era o vilão e que eu havia vivido um amor e uma história de mentira. Vi-me realmente em uma cena não real, daquelas de novela, e forçadamente tive que acreditar que existe gente muito mal no meu mundo. Sofri como nunca achei que fosse suportar. Venci, cresci e me fechei para os homens, pois “príncipes” mesmo com defeitos já não existiam. Até que caiu de pára-quedas na minha vida um alguém especial de muito longe, mas, que mesmo com a distância me ajudou a descobrir que bons sentimentos ainda poderiam brotar dentro de mim. Comecei a apostar novamente. Acreditei que enfim tinha encontrado o tal cara diferente. Ele podia ser diferente sim, mas, nas habilidades para me conquistar e depois também me magoar. Dessa vez eu já estava vacinada, o drama foi menor, cortei o mal pela raiz. O ciclo continuou. Eu me fechando e nenhum “príncipe” iria conseguir me alcançar. O final da história? O destino me laçou me amarrou e me jogou nos braços do menos provável. O falso príncipe que deu início ao ciclo tinha resolvido voltar, arrependido, mexendo com minhas idéias e fazendo com que eu ficasse besta diante de cada declaração que ele me fazia. Sofri por no início lembrar do passado, por não saber o que me aguardava, por não saber o que fazer. Rendi-me a vida, ao caminho que foi posto em meus pés sem nem eu mesma ter procurado. Usei a bondade máxima que ainda habitava meu coração e deixei o mal curar seu próprio estrago, aliás, talvez fosse isso que minha vida precisasse pra voltar a me fazer ser como antes. Mas, depois de certas experiências, a gente aprende que as seqüelas são pra vida toda. Voltei a amar, mas, não conseguia mais me jogar de corpo e alma. Perdoei, pois, sou assim, mas, minha parte romântica não queria mais se acender. Aos poucos voltei a sonhar, acreditar em finais felizes, contos de fadas que se adaptam a vida real e príncipes que chegam em cima de 4 rodas e não 4 patas. Mas, ainda não sei como vai terminar essa história. Às vezes o príncipe vira sapo, às vezes meus sonhos se vão. Tudo sempre se acerta menos o romantismo, que ainda insiste em estar em maior falta. Bendito sejam os problemas que vem para ensinar sobre as alegrias. Até hoje ainda luto para encontrar a mim mesma e assim poder impor ao meu príncipe tudo que mereço e que talvez eu tenha até perdido por culpa de um mal que ele mesmo me presenteou e agora só ele pode curar!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ainda não cheguei ao fim

Paralisei quando vi aqueles olhos. Olhos negros, brilhantes, mas por existir lágrimas neles. Olhos tristes, com uma profundeza assustadora, transmitiam pedido de ajuda, transmitiam imensas mensagens que deixariam qualquer outra pessoa que mergulhasse neles, também no mesmo estado. Olhos carregados de melancolia, cansados de derramar tristeza por todos os cantos, cansados de nunca conseguirem descansar, cansados de mirar um teto que nunca tem resposta para o que talvez eles procurem. Cansados de ver sorrisos e nunca sentir que também tem um pouco disso dentro da pessoa que os carregam. Cansados de viver dentro da escuridão, cansados de se sentirem no fundo de um poço sem resgate, cansados de serem os únicos a enxergar o mundo como um culpado por deixá-los assim. Olhos incansáveis de gritar socorro, incansáveis de enviar pedidos, incansáveis de nunca serem interpretados, incansáveis de serem julgados por tanta infelicidade que carregam. Incansáveis de tanta tortura que a angústia lhes causa, incansáveis de se sentirem injustiçados pela vida, incansáveis de culparem o destino, incansáveis de estarem só, incansáveis de ficar em uma eterna busca por uma salvação, incansáveis de levar a todos um pouco disso que eles vivem, incansáveis de quererem uma companhia que os entenda, incansáveis de esperar por um super-herói.
Só acordei de toda aquela viagem quando fixei novamente aqueles olhos e notei que as coisas sempre podem ficar piores do que pensamos.
Os olhos negros, profundos e totalmente tristes, eram aqueles em que eu via no espelho.
E foi aí que me lembrei de umas palavras que eu havia ouvido em um seriado que eu assisto (One Tree Hill). No final sempre tem uma moral, mas aquelas palavras, daquele episódio, tinham caído como uma luva pra mim nesse momento:
“Dê uma olhada em você no espelho. Quem você vê te olhando? É a pessoa que você quer ser? Ou é alguém que você queria ser? A pessoa que você deveria ser, mas acabou não sendo? É alguém dizendo a você que você não pode ou não quer? Porque você pode. Acredite que o amor está por aí. Acredite que sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.”
Mas meus olhos só vão transmitir essa mensagem ao mundo quando finalmente destruir a tristeza que habita neles. Quando finalmente tiver vencido essa dura profundeza. Porque enquanto se está caindo, não tem o que fazer, a não ser aceitar, conscientizar e acreditar que no fim existe solução. Que no fim tudo melhora. No fim tudo dá certo.