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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O sonho pela metade

♫ “Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu”
(Amado – Vanessa da Mata)


Olho pra ele e vejo um sonho. Um sonho bom. Um sonho de amor. Um sonho de contos de fadas. Um sonho de anos. Um sonho enfim, realizado. Encontrá-lo foi mais do que um sonho. Encontrá-lo me provou que sonhos se concretizam mesmo que demore anos. Encontrá-lo me fez ver que acreditar é importante. Encontrá-lo me ensinou mais sobre ter esperanças. Tudo nele me faz ter certeza de que existe alguém no mundo do jeitinho que eu sempre quis, e finalmente tive a sorte de encontrar. Mesmo tendo o conhecido pouco, ainda assim percebo o quanto ele é completo e perfeito pra mim, chega a ser além do que eu planejava em sonhos. É como se eu desejasse o bom e encontrei o ótimo. Depois de muito sofrer por quem nem era tão bom pra mim, encontrar alguém que ultrapassa tudo em que eu pensava em viver, é mais do que sorte, mais do que felicidade, é quase destino, é pressa.
Um tanto quanto inconformista. Como se já não bastasse os anos em que esperei até encontrá-lo, agora tenho que esperar não sei mais quanto tempo para tê-lo. Parece desespero e acho que chega a ser mesmo. O mundo já anda tão perdido, tão desalmado que fez das pessoas insensíveis, desamorosas, desacreditadas em bons sentimentos, bons relacionamentos e almas gêmeas. Já é triste demais lidar com tudo isso e ainda lutar para não acompanhar a maioria. Considero-me então exceção, pois, acredito fielmente em amor, em pessoa certa, em bondade, paz e em tudo de bom que falta para o resto do mundo que se esqueceu ou simplesmente generalizou sentimentos, relacionamentos e até pessoas. Aquela velha história de joguinhos de sedução, de querer mas negar, de gostar mas fingir que não, de ter vontade de procurar mas esconder interesse, o famoso doce que todo mundo conhece, é algo que mesmo eu não gostando de fazer e nem de enfrentar, tive que aceitar, aprender a conviver e até a usar, praticamente uma lei de sobrevivência atual para relacionamentos. Se até hoje eu não concordo e muito menos gosto de viver isso, não será agora com meu suposto príncipe a postos em meu caminho que vou agüentar esperar.
Dói sentir que é meu, mas não é. Que é perfeito pra mim, mas não há nada que eu possa fazer para avançar etapas, para fazê-lo se sentir da mesma maneira. É como se ele tivesse aparecido na hora certa pra mim mas, eu apareci na hora errada pra ele. Incomoda perceber que os papéis estão trocados, que eu deveria estar sentada, calma, esperando ser conquistada e inversamente a isto, cá estou, com pressa, ansiosa, coração apertado, de pé pronta a correr atrás do que se mostrou ter nascido pra mim. Ter mas não ter é como tirar doce de criança. Saber que a pessoa existe, já esteve comigo, demonstrou reciprocidade e no dia seguinte tudo pareceu mudar, é aflição demais para os pensamentos. Acreditar que enfim a pessoa certa apareceu e tudo vai se encaixar numa linda história de amor, mas nada disso acontecer é frustrante. Esperar é frustrante. E a frustração faz parecer que então o sonho foi realizado só pela metade.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Desculpe se...


Uma amiga me disse que, eu quero acreditar nele por falta de ter outro alguém para acreditar. De certa forma eu acho que ela tem razão. O querer e o não ter se uniram e deles nasceu essa ânsia de querer viver algo e alguém que na verdade não são certezas. Tudo gira em torno daquela velha história, o medo da solidão e o desejo de um amor intenso. O coração bem sabe o que quer, mas como é verdade a retórica de que nem tudo que se quer se pode ter, abre-se espaço para aventuras. Eis que surge uma aventura que quer ser mais do que isso, porém não tanto quanto se espera. Um joguinho de conquista se inicia. Ele decide que quer e quanto mais difícil é, mais ele quer. Idas e vindas. Desiste e volta, não resiste e insiste. Ele é esperto, usa e abusa da sua autoconfiança, delira em sorrisos e convence na malícia. É safado, mas se esforça no respeito. É apressado, mas empolga com a espera. É fogoso, mas sabe ter calma para conquistar. É convencido em suas variadas artimanhas, cisma que pode e não para até conseguir. Canta versos, dedilha canções, promete mimos, combina dengos, escreve carinhos, demonstra paixão. Não há quem resista a um convite para o romantismo. Não há desconfiança que suporte tanto calor, carinho, beijos e declarações. Quando enfim a guarda abaixa e a chance é dada, lá se vai todo o sonho. O momento de aprovação, a possibilidade de fazer acontecer, a oportunidade de cumprir todos os desejos que estavam sendo montados parece assustar. Um escudo se opõe. Ele parece não ver que joga a chance fora, que abre caminho para a desconfiança fixar moradia, e aí meu amigo, aquele abraço. Não haverá mais tempo e nem excesso de fofura que destrua o muro da proteção. Uma vez vacinada, sempre vacinada.

Tentei acreditar, quis acreditar, mas parece que foi em vão. Intuição não falha. Não adianta mil demonstrações de carinho e desejo se na hora H tudo perde sentido. Quando existe a chance de convencer e selar a conquista, acontece à falha, fica o amargo gosto da espera, uma pontada de mentira que se faz suficiente para a sensação de engano se apresentar. Deixou a desejar, largou dívidas pós-promessas. A falta de expectativa se instalou, a preguiça de continuar tentando acreditar em alguém que não faz por onde quando deve é enorme. É frustrante abrir a porta e ninguém receber depois de muitas batidas. Insistiu, insistiu e não esperou o resultado, ou se esperou, não soube receber. Tanto quis que quando ganha, retrai. É demais pra você? Batalhou mas queria receber menos que isso? Desculpe se sou inteira. Desculpe se sou 100% amor. Desculpe se acredito demais nos sentimentos. Desculpe se sou intensa. Desculpe se quando resolvo confiar, confio mais do que você merece. Desculpe se meus carinhos ultrapassam o que você conhece. Desculpe se procuro suspiros. Desculpe se não sei ser morna. Desculpe se espero muito das pessoas que me conquistam. Desculpe se meus sorrisos chegam a ser exaustivos de tão sinceros. Desculpe se eu prefiro sempre a verdade. Desculpe se sou sincera demais. Desculpe se sou calorosa demais. Desculpe se só tenho olhares expressivos. Desculpe se sou delirantemente impulsiva. Desculpe se sou mimada. Desculpe se só sei ser bondosa. Desculpe se sou muito profunda. Desculpe se estou sempre em busca do que me acrescente. Desculpe se tenho a mania de esperar corações enormes. Desculpe se me encanto por quem me tira o ar. Desculpe se adoro quem me deixa com saudades e depois a cessa. Desculpe se sou alegre quase todo o tempo. Desculpe se minhas crises de risos e gargalhadas múltiplas são constantes. Desculpe se sou viciada em doçuras. Desculpe se amo sonhar. Desculpe se sou ingênua. Desculpe se não gosto de tudo que é sério demais. Desculpe se valorizo quem fala e faz. Desculpe se acreditei em você na hora errada. Desculpe se sou boa demais pra você!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que eu deveria te dizer...

Não é você que não serve pra mim, eu é que não sou pra você. O tipo de mulher que você costuma pegar é algo que nunca vou ser. Eu poderia te perguntar até quando você vai ficar nessa, mas não preciso, porque eu tenho a escolha de sair fora ao invés de ficar esperando por algo de você que pode nunca existir.
Não confiei em você só pra me respeitar. Confiei em você pra também não ser um idiota comigo. Você já ta velho demais pra ficar falando uma coisa e fazendo outra. Isso é coisa de menino e não de homem. Não sei se você já percebeu, mas esse nosso rolo tem mais tempo do que você deve imaginar e eu me apego fácil, então é óbvio que dar tchau não é algo que eu faça bem e muito menos satisfeita. Pelo contrário. Mas você não me deixou outra alternativa. Chega! Não quero mais ser só sua bonequinha de porcelana que acaba trocada no final da noite por bonecas infláveis e descartáveis. Desistir não é de mim, mas eu já tenho tentado jogar seu jogo há tempos. Inventei, reinventei, recomecei, falei, esperei, agi e a nada você respondeu, simplesmente porque não há resposta em você que corresponda ao que já esperei. Desistir não está sendo covardia, e sim um ato de coragem, porque estou fazendo isso por mim agora. E não precisa vir dizer que errei em criar expectativas em cima de você porque disso eu já sei. Abro mão agora justamente por ser essa à única certeza que você me deu. Você jamais me daria a reciprocidade, pois, não fui eu que errei de sonho, você é que não quis ser a pessoa certa pra mim. Sem mais medos te entrego aqui toda a verdade que contive a todo esse tempo por medo de te perder porque eu sabia que você se assustaria com uma paixão. Do seu coração gelado eu desisto de aquecer e do seu medo de se entregar eu desisto de te salvar. Te desejo uma boa vida... Se é que sem sentimentos e principalmente, sem amor, dá pra viver bem. Boa sorte! Você precisa mais do que eu. Seus medos ao menos me serviram pra enxergar o quanto os meus são bem menores do que eu pensava. Obrigada por ter me dado motivos pra viver uma intensidade mesmo que reprimida e não correspondida. Agora eu sei quem é que deveria sempre ter tido medo de perder...


Um discurso que eu deveria gravar e criar coragem para falar agora ou quando se tornar mais necessário. Dúvidas, medos, dores, rolos... Tudo vira motivo de botar pra fora muito dos pensamentos que deveriam ser expostos e na verdade nunca saem do papel. Um desabafo com gosto de revolta que até então ficará guardado por aqui. E que o destino e a vontade de Deus se encarreguem do “que tiver que ser, será”.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Buscando pela cor certa




























Essa mania de me apegar em poucas horas e só conseguir desapegar em alguns anos é algo que tem incomodado. Basta um belo sorriso e eu permito uma aproximação. Basta um charme e eu permito um toque. Basta um carinho e eu permito a certeza de que pode rolar. Basta um bom papo e eu permito um beijo. Basta um bom beijo e eu permito abraços apertados. Basta uma boa pegada e eu permito a troca de números de celular. Basta um chamego e eu permito a ideia de um próximo encontro.
Confesso é que é difícil e raro mexer comigo, não anda acontecendo. Confesso também que de momento a única coisa que surge é a empolgação e no dia seguinte todo o encanto se esvai. Porém, há exceções. Há quem consiga me prender por um olhar. Há quem consiga me prender por um abraço. Há quem consiga me prender com um sussurro. Há quem consiga me prender com um colo. Há quem consiga me prender com um sorriso. Há inúmeros pontos positivos que podem existir em alguém afim de aproximação, mas geralmente nem um bom conjunto de tudo que me agrade anda conseguindo me segurar até amanhã.
A falta da surpresa, a falta da diferença está implicando na minha constante falta de aprovação. No entanto, acontece de aparecer o inesperado e aí o bicho pega. Porque viver algo e alguém que não se imaginava viver e mais ainda, se encantar por esse algo e alguém que não se imaginava que faria diferença é um perigoso artíficio no meio de tantas pessoas sem cores. Pois é mais ou menos isso que parece acontecer... O mundo ficou preto e branco e meus olhos já estão cansados de vasculhar esquinas a procura de uma cor vibrante para colorir meus dias.
A busca é algo que se faz necessária, mesmo quando se diz que desistiu, é mentira, porque involuntariamente toda pessoa que se preze, que quer amar, de um jeito ou de outro, acaba sempre estando em posição de caçador. A análise que se faz de cada pessoa que se aproxima de nós de certa forma já é um meio de estar buscando. Então, voltemos a ideia do inesperado. Este caso ou este cara pode fazer um estrago em visões apagadas como a minha. Enquanto tudo permanece sem graça vem uma cor e começa a pintar tudo onde antes não havia ‘vida’? Obviamente que fará uma clara e tremenda chamada de atenção, e ai pronto, tudo muda. Os pensamentos começam a ficar saltitantes, a ansiedade resolve bater na porta e tudo começa a girar em torno daquela ‘cor’. Dá saudade do pouco que já se viveu. Dá saudade do muito em que ainda se planeja viver. Dá um nó na garganta quando se pensa em perder a única cor que restou do arco-íris. E logo se percebe que lá está você, apegada ao que ainda nem lhe pertence. Segurando firme com as duas mãos uma vontade imensa de que a única experiência e pessoa que andou valendo a pena até ali, fique mais um pouco e se permita demorar em beijos, se permita trocar vivencias e principalmente, se permita se apegar também. Onde tudo parece não ter cores, quando menos se espera, surge um pinguinho de tinta de qualquer cor que seja e claramente faz lambança, deixando gostinho de quero mais e medo pela incerteza em saber se é recíproco ou se o adeus está próximo, fazendo com que assim, a busca pela cor certa continue e o desapego pelas cores erradas se faça acontecer.

terça-feira, 30 de março de 2010

Esse rolo, rola ou não rola?


Olho para sua foto e sinto um frio na barriga. Ouço alguma música que me lembra você e já fico com as mãos trêmulas como se fosse um daqueles momentos em que te tenho na minha frente. Relembro coisas que passamos juntos, carinhos, palavras, cada mínimo detalhe que consigo encontrar na mente já é o suficiente pra continuar alimentando o sentimento que parece nascer de todas essas sensações que você faz brotar em mim. Parece cedo, ou talvez até idiota, mas, venho guardando comigo um pouco de você. Tenho deixado às emoções tomarem conta do meu coração que fica acelerado quando penso em te encontrar. E quando caio no pessimismo e fico imaginando que não poderei te ver, o coração dói, comprimi, dá um nó na garganta. Ando sentindo saudade do que ainda não vivemos. Ando tendo medo de perder você, mesmo ainda não te tendo. Meio estranho, mas, sincero. Basta ouvir seu nome, basta falar com alguma amiga sobre você e todo o meu corpo reage e se deixa ser tomado por milhares de sensações e emoções que só me levam mais a ideia de não desistir de você. Todas as minhas estruturas, sejam fisicas ou mentais, ficam mexidas quando o assunto é você. Foi o único a conseguir adentrar na minha vida dessa maneira depois de tanto tempo em que estive sentindo um bloqueio para não permitir a entrada de ninguém. Sei que posso estar mexendo com fogo, sei que estou caminhando em terras desconhecidas, sei que estou começando a gostar de um coração dificil, mas meu corpo e meu coração saltitante por você me fazem querer continuar. Torço pra não estar sozinha, torço pra que você ao menos esteja sendo sincero quando me dá esperanças. A dúvida dói. Refletir sobre o futuro, formar hipóteses de um suposto relacionamento, tentar compreender o que anda existindo entre nós, tudo isso faz com que eu fique confusa, com medo de estar vivendo algo sozinha. Dá pra sentir quando nasce uma sensação boa que é recíproca, mas também sei que isso não é o suficiente para segurar ambos na mesma sintonia e desejos. Penso, penso, penso, morro de saudades e quando percebo já me deixei ser carregada por sonhos que fazem planos para nós dois. A ideia de não dar certo, de te perder em vão, de te ver em um dia qualquer por aí e sentir angústia por não ter lutado mais, me faz querer chorar. Eu sei, eu já disse que sei que é cedo pra tudo isso que to sentindo e dizendo, mas, é incontrolável. Encontrei em você um pouquinho do muito que eu procuro. Mesmo sabendo que não te conheço bem, de certa forma já confio, sinto em você uma presença enorme que me dá a sensação de nos conhecermos a mais tempo do que na verdade é. Estou tentando me controlar na minha louca vontade de te procurar todos os dias e demonstrar imediatamente que te quero fixamente na minha vida, mesmo que no futuro sejamos apenas amigos. Pretendo continuar abusando da cautela e sendo fiel ao otimismo pra não te assustar e nem te entregar o jogo de bandeja. Não sei até quando esse rolo vai rolar pra deixar de ser rolo ou vai nos enrolar definitivamente. Continuarei deitando as madrugadas com vontade de ter te visto e acordando ao raiar do meio dia com ânsia de sorte pra que você apareça mais vezes nos meus dias.

terça-feira, 16 de março de 2010

O fim que não teve fim




Assim como um dia chuvoso representa para algumas pessoas uma melancolia, desanimo e tristeza, passar por você de olhos fechados para ignorar todas as sensações que me embalam em aflição do coração aos pés, representa para mim uma mágoa muito incômoda.
História essa nossa, tão complexa, tão gostosa, mas rodeada de espinhos. Cada capítulo que criamos foi obra de exigência e urgencia do grande sentimento que carregavamos a flor da pele. Das tristezas criavamos sorrisos, das alegrias faziamos problemas. Nunca era fácil, simples ou claro. Nada que dizia respeito a nós podia ser chamado de mero. Desde o início escolhemos um caminho mais tortuoso. E nem por isso deixamos de viver e compartilhar paixões, de criar enfeites sobre tudo que declaravamos, de bordar sonhos, de planejar um futuro regado de harmonia. Mesmo o fim ganhou ornamentos. Foi natural, mas nada fácil. O fim nos regou com muita dor, incontroláveis sentimentos que se fundiram.
Agora o que resta?
A faculdade de pensar, as aulas de dúvidas, os aprendizados da vida e o diploma da maturidade. Assim como me ensinou minha terapia, eu espero que você aprenda durante sua caminhada. Esquecer não ajuda, esquecer é só um refúgio, uma forma mais amena de pular etapas da vida, de fingir que não se sofre, de ignorar a experiência vivida pra não ter que admitir que errou, ou aceitar que ainda se tem muito o que aprender. O currículo de trabalho em busca do amor e sucesso emocional só se expande com as experiências, dúvidas, pensamentos e questionamentos que fazemos a cada tentativa. É do ensaio que tiramos o resultado final. Não existe ninguém nessa vida que não tenha quebrado a cara e errado muitas vezes e com muitas pessoas até conseguir se encaixar melhor num trabalho, num relacionamento.
Estou fazendo a minha parte, praticando e juntando todo o conhecimento adquirido que recebo a cada tentativa, frustrante ou não. Não é por sofrer, fracassar ou apostar em um personagem errado que irei desistir. O coração machucado pode até demorar a se reestabilizar, mas quando volta à luta, ele está mais preparado.
O que mais impede de seguir em frente com o corpo, mente e coração, é o passado. O passado que guarda história como a nossa. Tantos acontecimentos, fatos, momentos, dilemas, promessas, sonhos, declarações e segredos... A união de todo o contexto, de todos os sentimentos e tudo que ainda abrange o que construimos me faz acreditar que o fim ainda não teve fim. A morte não implacou nossos olhares, eles ainda existem, assim como as ações ainda dizem muito, é extremamente transparente tudo que vejo, não tem como negar que o corpo fala, os olhos transmitem e seus passos por querer ou não, demonstram que o fim não foi decretado. É confuso, difícil, meio novelistico essa nossa ligação, mas ela existe, tudo a nossa volta comprova isso. Eis a minha implacável falta de jeito pra lidar com isso, nasce daí, bem no meio dessa loucura que é não saber como e por que ainda não existiu o remate.
Aqui estou, em uma noite a mais, em uma madrugada dolorida, escolhendo palavras para destacar melhor o que sinto, e nada parece ser suficiente, coisa nenhuma poderia simplificar o que tanto criamos com desejos interminavéis, palavras apaixonantes, ações entusiasmáticas, olhares ardentes e beijos calóricos. O que começou arriscado com certeza iria terminar custoso. Ou melhor, dizendo, iria continuar custoso não é?!
Não quero ter que destruir sozinha as chances de algo mais belo concertar o passado que já manchou demais o que deveria ter sido eternizado. Não quero mais ser responsável por essa nossa ligação afetiva sem sua companhia.
Deixo aqui minha suspeita sobre um futuro juntos. Histórias como a nossa acabam criando laços que nem mesmo outras personalidades e milhares de sentimentos poderiam destruir. Eu bem sei que o tempo é nosso amigo e cria mudanças em cada um de nós, mas Deus também é o todo poderoso que dá a benção e permite que cada sentimento nasça e permaneça vivo. Dentro de mim eu guardo a certeza ferida de que mesmo tentando, eu não te largo. Recordo-me também do dia em que você confessou pensamentos que eu desconhecia dentro de ti, e é por acreditar nas suas palavras um dia que eu sei que dentro de você ainda habito, você queira ou não. Se enganar não vale a pena, a verdade pode ser camuflada, mas jamais apagada.
Dormirei essa noite, e outras tantas mais com essa sensação que tento soltar nas palavras e por aqui abandonar.
Não te esperarei, eu sei que você sabe.
O amor é a única parte de mim que ainda é fiel a você.
Não sei dizer por quanto tempo mais ele prevalecerá. Aos poucos ele pode ir perdendo as forças, e o que por enquanto se faz fingimento, depois pode se tornar real.
O nó na garganta que sempre me avisa que o choro está próximo me tirou a permissão de terminar a fazer este depoimento desabafante.
Faça o que seu coração quer, pede e implora. Não negue o amor dele.
Você saberá como agir na hora certa se seguir o coração invés da razão cheia de orgulho que faz de você um covarde diante do amor.
Boa sorte! É o máximo que consigo te desejar...

sábado, 13 de março de 2010

Gostaria que você gostasse

Como eu gostaria que você largasse todo seu orgulho debaixo do chuveiro enquanto deixa a água correr. Gostaria mais ainda que você parasse de mentir pra si mesmo e aceitasse de uma vez por todas que seu coração é humano e não de pedra. Gostaria também que você reconhecesse seus erros e aprendesse com eles para nunca mais ter que cometê-los. Gostaria que você desse valor as pessoas que sempre estiveram ao seu lado e nem um agradecimento você sussurrou de volta. Gostaria que você se livrasse da máscara que usa só por acreditar que assim vai ser mais querido. Gostaria que você reconhecesse os falsos amigos e voltasse a dar valor para quem realmente te quer bem. Gostaria que você enfrentasse seu medo de demonstrar suas fraquezas acreditando que assim iriam te crucificar. Gostaria que você superasse a você mesmo e enfim respirasse de alívio sabendo que se livrou definitivamente daquele cara cuja personalidade não lhe servia, cuja maturidade faltava. Gostaria que você começasse a usar e abusar de todo o respeito, educação, compreensão e gentileza que você guarda dentro de si. Gostaria que você lutasse mais pelo seu amor, e nunca contra ele. Gostaria que você sorrisse mais com vontade e não por mera simpatia. Gostaria que você ousasse em surpresas e compaixões com todos a sua volta e não desejasse mais mal a ninguém. Gostaria que você me procurasse e insistisse para que eu acreditasse no amor que meus olhos ainda demonstram, mas meu coração procura esconder. Gostaria que você lutasse pelo “nós” até me fazer ter certeza da felicidade a dois. Gostaria que você me convencesse do seu novo você e me fizesse apaixonar cada dia mais. Gostaria que você me surpreendesse com o melhor sentimento do mundo e me fizesse te agradecer por ter insistindo em ainda acreditar que nossa história não morreu. Gostaria que você me tirasse do sonho e me demonstrasse que na vida tudo pode acontecer. Gostaria que você me tirasse do desejo e me levasse ao topo máximo de alegria por te ter. Gostaria que você me livrasse dessas palavras e me fizesse sonhar acordada com o príncipe que você consegue ser. Gostaria que você gostasse de se tornar esse homem por mim, pra mim e principalmente por você!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um mês não vale por um ano

Fico me perguntando por que parece ser tão difícil pra ele demonstrar sentimentos, vontades, pensamentos, sonhos e romantismo? No coração de quem ama sempre existe aquele tum-tum mais forte que gera ações imediatas, suspiros mais longos, vontades malucas, paixão, fogo, desejo de sempre estar junto, sonho de compartilhar tudo que se vive até em pensamentos individuais. E depois de tantas idas e vindas, sorrisos e lágrimas, brigas e reconciliações, ódio e amor, tudo parecia ter um final feliz. Era como se a partir daquela nova etapa do relacionamento tudo fosse ficar maduro, mais amigável. No entanto, o tempo parece lutar contra os corações que insistem por paz. A lei dos homens também parece cutucar quem não devia. Mais uma vez o ciclo vicioso retorna pra dentro do nosso relacionamento.
Ele vai se distanciando até mesmo sem perceber. Vai deixando tudo nublado, confuso. Prefere não dar explicações e jamais aceita uma reclamação, senão vira motivo de estresse. A vida bandida, vida noturna, vida alcoólica, vida com os amigos parece chamá-lo mais a atenção. Nossos momentos parecem perder o sentido para ele. É como se o brilho de antes estivesse sendo apagado por tudo que ele insiste em viver sem mim. O sorriso bobo que brincava nos lábios dele quando me encontrava aos poucos foi sumindo. Os olhos de admiração que ele fazia ao me observar também perderam o encantamento. A voz mais suave que ele insistia em fazer pra me dizer doçuras ao pé do ouvido foi banida. Tudo aquilo que ele fazia questão de usar em minha presença pra me derreter, foi jogado fora junto com toda sua vontade de me conquistar dia após dia. Todo seu envolvimento naquela paixão iniciante se rompeu em mínimos dias. Sabe-se lá por que, mas tudo ficou triste tão de repente. Sinto falta das risadas bobas, das conversas jogadas fora até altas horas, dos flertes, dos carinhos mais generosos, dos elogios mais doces, dos beijos mais demorados e apaixonados. Queria eu ainda poder dormir lembrando dos sonhos que planejamos juntos e acordar sorrindo sozinha só de saber que você é um motivo a mais na minha vida para me deixar feliz. Queria também ainda poder criar esperança sobre uma suposta surpresa que você viria a me fazer só pra me mimar e me fazer perceber como sou importante pra você até mesmo em um dia comum. Queria poder esperar um telefonema ou um torpedo no meio do dia só pra saber que você estava pensando em mim. Queria eu poder acreditar que todas essas coisas vão e voltam rapidamente para a cabeça de um homem assim como eles esquecem de que tem uma mulher esperando para ser conquistada todos os dias de uma vida inteira e não só por um mês de todo um relacionamento.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Guerreira sem armadura

Metade de mim foi deixada com você. Metades dos meus sonhos estão guardadas em uma caixinha rotulada com seu nome. A dúvida foi embora, mas a angústia não deixa de estar presente. Qualquer que fosse a solução, não deveria ter sido como esta. Abraço a mim mesma na esperança de juntar meus próprios pedaços e sentimentos e assim me manter mais completa, mas, é inútil. O que me falta não mais me pertence. Já não sei mais o que pedir as estrelas que um dia me observavam sorrir e hoje presenciam só lágrimas. Tudo parece mais frio, mais distante, mais inalcançável pros meus desejos. As lembranças me envolvem e me embalam como se quisessem me ninar por várias noites enquanto o sono me abandona. Tudo tem um pedacinho seu. Tudo me leva a você, mas, nunca pessoalmente. É incrível como tudo pode mudar em uma fração de momentos, semanas ou poucos meses. Se era pra ser assim, eu já não sei. Acho que passei a acreditar só na hipótese de que tudo nessa vida só acontece porque nós é que fazemos essas escolhas. Tudo era mais fácil de suportar quando podíamos jogar a culpa dos acontecimentos nas mãos de Deus ou do destino, mas, andei aprendendo com um alguém bem mais inocente do que eu, que Deus jamais castiga, jamais cria doenças ou tristezas. Tudo de ruim que há de existir hoje em dia são obras nossas. É de dar ódio de nós mesmos quando analisamos isso e percebemos que é a mais pura verdade. Porém, mesmo tendo consciência disto, não deixo a conformidade me pegar. Posso estar errada, posso estar me consumindo rápido dessa forma, mas, sempre me permiti sofrer tudo que eu tenho que sofrer por algo ou alguém. Sou assim, feita de emoções e sentimentos mais do que talvez carne e osso, e por ser assim, acabo entrando na onda de sorrisos ou lágrimas. Nunca escondi meus verdadeiros momentos e sentimentos sejam eles ruins ou bons. E como agora estou me permitindo chorar mais do que qualquer outra ação, vejo que estou em mais uma daquelas fases em que o tempo se torna meu melhor amigo, e assim, aos poucos, lentamente, descubro que sou mais forte do que penso, que sou mais guerreira do que qualquer pessoa que tenha tido a capacidade de me fazer cair. Guerreiros fortes não provam ser assim só porque ganham uma batalha, e sim porque vencem uma guerra inteira chamada, vida. Despedaçada ou não, eu sempre sigo meu caminho, por mais difícil que pareça, e ao final de cada passo vou me reconstruindo. Enfim, quando olho para trás, vejo uma história largada no passado, uma vitória a mais pra minha coleção e o mais importante, vejo que os pedaços que antes me faltavam e ali eu já não preciso mais, também estão me seguindo, pois, naquele momento, são eles é que precisam de mim. Ironia ou não, é sempre assim. Tudo que perco, demore ou não, sempre volta!

terça-feira, 23 de junho de 2009

No topo só chegam verdades e amores

Eu achei que você falava sério quando disse que perdeu e aprendeu a dar valor. Achei que você falava sério quando disse que moveria montanhas e virava o mundo de cabeça pra baixo pra me provar que era um homem de coração quente e de mente livre de mentiras. Achei que era sério também quando você disse que gostava de me ver sorrindo mais do que me ver soltando lágrimas pelos cantos. Achei que era sério quando você disse que estava querendo se apossar de uma nova vaga na minha lista de pedidos de casamentos. Achei que era sério quando você disse que me admirava e que continuava me achando a pessoa mais linda desse mundo como também achava antes. Achei que era sério quando você disse que só desejava minha felicidade independente de ser ao seu lado ou não. Acreditei mais ainda que fosse sério, quando você disse que jamais me faria sofrer novamente porque eu nunca mereci nada do que você já tenha me causado de ruim. Amoleci quando enfim você disse que estava falando com o coração e só abusando da verdade, pois, a mentira era algo deixado no passado. Usei uma das minhas maiores virtudes que você dizia admirar e te perdoei deixando as águas passadas para trás. Usei meu maior órgão e de maior valor dentro de mim, o coração, que você dizia ser meu melhor presente herdado da minha mãe e permiti que você se aproximasse de mim, entrando na minha vida novamente para tentar concertar um grande erro que você mesmo reconheceu que nunca deveria ter sido feito. Eu estava no topo da escada e aos poucos fui liberando os degraus para você ir me alcançando como se estivéssemos montando realmente um brinquedo que havia se partido em pedacinhos. Esse brinquedo tem nome, é a confiança. Uma vez quebrada, jamais será a mesma. Você foi chegando de mansinho, mas, sempre aceitando as regras desse coração que um dia te deu créditos e dessa vez já não podia fazer o mesmo. Tudo foi lindo. Aconteceu da melhor forma. Existiram noites especiais que marcaram para sempre. Estrelas nos vigiavam enquanto descobríamos que nosso amor nunca deixou de existir. Deus sabe o que faz para cada um de nós e estávamos gratos por vivermos essa história. Até que chegou o dia em que sem avisar o porquê, você começou a descer os degraus e foi ficando cada vez mais distante de mim. Eu usei todas as minhas cordas feitas com sentimentos e esperanças e todos os dias tentava te puxar de volta pros meus braços, mas, eu estava ficando exausta, pois era um peso tremendo para eu puxar sozinha. Eu não podia lutar contra você. Dois corações só podem se unir se houver espaço para eles em um mesmo lugar. Eu estava ficando cada vez mais abatida por perceber que novamente eu estava lutando por um amor que eu não recebia mais de volta. Não estava sendo mais recíproco e muito menos estávamos na mesma sintonia. O motivo que te levou a descer os degraus está em forma de interrogação até hoje. Não nego meus sentimentos e por isso sei que meu coração ainda pede por ti, mas, também aprendi o meu verdadeiro valor e por isso sei o meu lugar. Jamais abandonarei meu posto no patamar mais alto das escadas, é ali que eu sempre estive, é ali que sempre vou estar. Quem quer me alcançar, chega até mim, mas quem não quer, não posso puxar contra sua própria vontade. Acredito no amor e luto por ele quando sinto que sou correspondida com todo respeito, carinho e fidelidade, mas, caso contrário, se existe frieza, distância, indiferença e empecilhos colocados entre dois corações por um dos portadores, então é porque já não vale mais a pena lutar por um alguém que não sente o mesmo. Apenas mantenha cuidado com os degraus. Quem sempre se mantém em cima deles na procura de um caminho a seguir, acaba se perdendo ou acaba perdendo a vaga para a subida de volta. Os degraus são preenchidos ao longo da vida e cada um ganha para si mesmo o que construiu ao longo da caminhada até ao topo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

História sem fim?

É sufocante querer se livrar de pensamentos ruins que levam pouco segundos para tomar conta de nosso cérebro. É uma briga com o fim já estipulado. Quanto mais esforço se faz para pensar em algo melhor e distante daquele pensamento ruim, pior fica. Tudo confunde, tudo se mistura, colide e continua gerando bagunça. A cabeça começa a doer, a garganta dá um nó, vai vindo pelo estômago uma voz que tende a sufocar os pulmões, chega rasgando o nó na garganta e querendo sair pela boca em um tom estridente. O grito parece um alívio, mas, não é. Qualquer tentativa que pareça ser de uma louca, não é válida. Começa-se a tentar de tudo, uma busca incessante para esvaziar os miolos. A primeira companhia que surge a fim de te ouvir, por fim, começa a fazer cara de quem não entende mais nada do que você diz e se chega à conclusão de que falar dos problemas não ajuda, só piora. Quanto mais se fala, mais se pensa naquilo e mais parece atrair. O sono seria um refúgio, se ele existisse a essas circunstâncias. O coração bate junto à ansiedade que se apodera do estômago a quem faz fingir que não tem fome. É uma bola de neve que esfria tudo por dentro. A psicóloga explica que todo problema tem raiz, que é de lá que vamos começar, mas, nunca deixa transparecer uma simples ajuda, então tudo parecer voltar no zero. O psiquiatra dá conselhos, regras e remédios. Nem um nem outro seria solução, é tudo muito prévio, para ir melhorando os momentos. Mas viver só de momento não se constrói histórias. E se confundir em pensamentos e problemas, não permite enxergar o final feliz dessa história.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ainda não cheguei ao fim

Paralisei quando vi aqueles olhos. Olhos negros, brilhantes, mas por existir lágrimas neles. Olhos tristes, com uma profundeza assustadora, transmitiam pedido de ajuda, transmitiam imensas mensagens que deixariam qualquer outra pessoa que mergulhasse neles, também no mesmo estado. Olhos carregados de melancolia, cansados de derramar tristeza por todos os cantos, cansados de nunca conseguirem descansar, cansados de mirar um teto que nunca tem resposta para o que talvez eles procurem. Cansados de ver sorrisos e nunca sentir que também tem um pouco disso dentro da pessoa que os carregam. Cansados de viver dentro da escuridão, cansados de se sentirem no fundo de um poço sem resgate, cansados de serem os únicos a enxergar o mundo como um culpado por deixá-los assim. Olhos incansáveis de gritar socorro, incansáveis de enviar pedidos, incansáveis de nunca serem interpretados, incansáveis de serem julgados por tanta infelicidade que carregam. Incansáveis de tanta tortura que a angústia lhes causa, incansáveis de se sentirem injustiçados pela vida, incansáveis de culparem o destino, incansáveis de estarem só, incansáveis de ficar em uma eterna busca por uma salvação, incansáveis de levar a todos um pouco disso que eles vivem, incansáveis de quererem uma companhia que os entenda, incansáveis de esperar por um super-herói.
Só acordei de toda aquela viagem quando fixei novamente aqueles olhos e notei que as coisas sempre podem ficar piores do que pensamos.
Os olhos negros, profundos e totalmente tristes, eram aqueles em que eu via no espelho.
E foi aí que me lembrei de umas palavras que eu havia ouvido em um seriado que eu assisto (One Tree Hill). No final sempre tem uma moral, mas aquelas palavras, daquele episódio, tinham caído como uma luva pra mim nesse momento:
“Dê uma olhada em você no espelho. Quem você vê te olhando? É a pessoa que você quer ser? Ou é alguém que você queria ser? A pessoa que você deveria ser, mas acabou não sendo? É alguém dizendo a você que você não pode ou não quer? Porque você pode. Acredite que o amor está por aí. Acredite que sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.”
Mas meus olhos só vão transmitir essa mensagem ao mundo quando finalmente destruir a tristeza que habita neles. Quando finalmente tiver vencido essa dura profundeza. Porque enquanto se está caindo, não tem o que fazer, a não ser aceitar, conscientizar e acreditar que no fim existe solução. Que no fim tudo melhora. No fim tudo dá certo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O problema sem solução

Até quando vamos ter que ficar seguindo regras e padrões para termos o que tanto sonhamos? É incrivel a quantidade de textos, livros, matérias sobre um mesmo assunto que leva a mulherada a ficar enlouquecida tentando cumprir ao máximo tudo que se grava na memória. Já deve ter dado pra sacar a finalidade disso né? Falou de mulheres, enlouquecidas, lendo matérias na procura de respostas e ajudas e depois saindo por ai botando pra quebrar... Óbvio! Tem cachorro nesse mato. Ops! Tem 'homem' nesse mato.
É... Como se não bastasse todos os problemas do mundo entre finanças e doenças se transformando em pandemias, para nós mulheres, ainda existe aquele outro probleminha (problemão) que nos tira o sono. Homens (¬¬).
Quando avistamos uma revista na banca com uma matéria em vermelho, a fonte quase ultrapassando os limites, dizendo "Como conquistar o homem perfeito", logo pensamos que aquela revista caiu do céu e quem escreveu aquilo estava pensando em nós (desesperadas). Sem pensar duas vezes a maioria das mulheres compra a bendita e devora em poucos minutos cada palavra que ali contém. A mente aos poucos vai ficando confiante, tudo parece mais fácil, mais vencido. Mas aí na hora 'H' tudo vira pó. Por que?
Ah, cara amiga, são vários os motivos que te levam a loucura novamente.
Primeiro: Não existe homem perfeito.
Segundo: Essas revistas não pensam em você, e sim no seu dinheiro.
Terceiro: Tudo que existe nessas matérias consequentemente pecam e te levam as vezes a cometer a pior das atrocidades, aí você perde o cara e depois fica louca atrás de outra revista. O ciclo vicioso nunca termina e enquanto isso as editoras estão enriquecendo.
Tudo bem, posso estar generalizando. Livros são até mais precisos e convincentes. Quem os escreve acaba pesquisando antes sobre o tema e te dá idéias mais fixas. Gaste um pouco mais de dinheiro em um livro de auto-ajuda sobre o que você quer saber, mas vá com calma também, não saia engolindo cada linha de uma só vez, senão depois você não vai se lembrar nem da metade do que deveria.
Enfim, já até fugi da minha idéia inicial. Sou a favor de leituras e ajudas, mas não sou a favor do que as diferenças entre homem x mulher causaram no mundo, na vida e no emocional de todos nós. Homens sempre saem por aí dizendo que somos complicadas e que eles não nasceram pra nos entender. Traduzindo: Eles é que não nasceram com capacidade suficiente pra entender todos os nossos sinais que não são previsíveis.
Nós mulheres, no entanto, sempre saimos por aí dizendo que eles não prestam, são todos iguais, insensíveis e nada românticos. Traduzindo: Nós temos capacidades acima das deles e por isso eles jamais vão conseguir alcançar todos os nossos desejos e expectativas em relação a eles.
Isso tá ficando meio feminista demais né?
Mas alguém tem que falar! É de pirar mesmo ter que ficar seguindo todas as regras sobre como conquistar um homem, como vencer as teimosias deles, como tomar cuidado com nossas atitudes para não assustá-los e por ai vai...
É claro que isso não leva a nada, porque nascendo mulher, seremos sempre escravas dessas idéias, afinal, se não seguirmos, jamais vamos conseguir conviver com 'eles'.
Mas se alguém souber de alguma salvação para isso, me comunique por favor!

domingo, 22 de março de 2009

Até onde a confusão chega

Quando tudo parece confuso, nada além da confusão pode ajudar. É como se os pensamentos só existissem sobre isso. Por mais que se queira esparecer, esquecer, não funciona. Lutar contra a dúvida.. Sufoca! Tudo fica nublado, difícil de enxergar algo a mais do que tudo que se tem na cabeça. Por alguns segundos bate um alivio, mas depois tudo volta, em uma carga as vezes até maior do que antes já se tinha. Quanto mais se pensa, mais confuso fica. E quanto mais se tenta localizar uma solução, mais complicado pode parecer. É uma bola de neve. Nesses momentos a maior vontade era de não ter neurônios, nem inteligência e talvez nem uma vida. Radical demais pensar assim. Mas chega a ser agoniante ter algo pra resolver onde nunca se tem solução. É um labirinto sem saída. Uma doença sem antídoto. Um caminho sem um ponto de chegada. Um pensamento sem fundamento. Uma confusão sem necessidade então.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Anormal eu?

Em meio a tantos rostos eu ainda me sinto meio deslocada. É uma multidão de olhares estranhos, as vezes uns pairam sobre mim e outros nem mesmo me notam. Minha vontade de sempre estar conhecendo novas pessoas desta vez está falhando. Me sinto uma formiguinha a mais nesse imenso formigueiro onde todos tem o mesmo objetivo (passar no vestibular), e nem assim conseguem todos se relacionar como eu gostaria. Talvez eu esteja querendo demais. Ou talvez eu esteja certa sobre a frieza de muitas pessoas por ali. Algumas salas já se conhecem por completo e se misturam se necessário. Já a minha, por ser a mais nova, ainda mantém aquela distância entre todos, e isso me incomoda. Não gosto de gente fria, não gosto de gente séria. E isso é o que eu mais noto por lá. Quando ninguém se conhece, o que mais se vê são rostos sem expressões, sem sorrisos, sem simpatia. É uma dureza arrancar um sorriso de alguém, quanto mais uma conversa. E como se já não bastasse tudo isso... Eu ainda pareço ser a mais anormal de todas. Seja exagero meu ou não, ali todos se matam de estudar e porque gostam ou querem ser assim. Já eu... Deteeeesto estudar (que vergonha). Assisto as aulas, mas não mato meu único tempo livro depois de sair daquele lugar com os estudos como todos dizem que fazem. Será eu a única anormal ou a única normal? De acordo com o clima e tudo que ando vendo, acho que posso dizer que sou a anormal. Puxaaa Vida!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Menos complicações e mais sonhos

Quando tudo parece estar se ajeitando, vem a destruição de planos para o futuro e acaba com toda a alegria de antes. Um vai e vem sem fim nos meus dias. Na mesma hora em que estou animada com alguém, no minuto seguinte já estou me permitindo ter um acesso de antipatia e raiva pelo mesmo. Na mesma hora em que estou pulando animadamente por saber que acabei de conseguir algo que há tanto tempo planejava, a uns minutos depois estou jogada na cama, abraçada ao meu travesseiro, transtornada com a falta de sucesso na continuação do mesmo planejamento. É claro que na vida tudo leva mais tempo para se alcançar e também se leva tempo (mesmo sendo menor) para cair em destruição.
Estou em um momento de desabafo pelos insucessos, pelos planos que fracassaram, pelos amores mal resolvidos, pelas falsidades que não suporto, pelas mentiras imperdoáveis, até mesmo pela falta de companhia quando mais quero e preciso mesmo que seja para uma festa.
Dizem que as melhores coisas da vida são saboreadas depois de muito esforço próprio, afinal, o que é fácil não tem graça. Mas também nem tudo que é difícil demais se alcança. Nunca desisto sem tentar, mas ás vezes me acho covarde por não conseguir mais persistir no que me parece inalcançável. Por isso sou mesmo uma sonhadora nata. Isso ninguém me cobra esforço, nem a vida.
Então... Sonho com um mundo melhor, sonho com mais felicidade, sonho com mais amor para todos, sonho com mais sucessos, mais verdades, mais sinceridades, melhores companhias, mesmo que para isso eu tenha que batalhar para ter. Sendo difícil ou não, eu quero menos complicações nos meus mais simples sonhos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Nem tudo está perdido

Tem dias que tudo parece estar fora do lugar. O carinha lindo de ontem é um insuportável hoje, a amiga conselheira de ontem virou a crítica hoje, e assim segue as infinitas mutações. Por essas e outras, acabo decidindo virar “zen” e esquecer de tudo e todos, vivendo cada momento como se fosse o único. Já brinquei que viraria freira por tantas desilusões amorosas, já disse que me casaria com meu namorado da época e por fim descobri que nem ele e nem o amor durariam para isso, já quase quis revoltar com a vida, mas acho que essa parte de virar louca é a única coisa que não consigo fazer (graças a Deus).
Sofro antecipadamente, sofro pelo que ás vezes nem chega a acontecer, sofro por quem não merece, já sofri até por quem nem sabia direito da minha existência. Um dia todo mundo cansa de dar cabeçadas na parede. Creio que esse dia também chegou para mim. Ainda tenho oscilações e dúvidas, mas to cada vez mais certa das minhas últimas vontades e decisões. Única delas que ainda me abala, mesmo sendo raro, é a idéia de ficar só. Chega um ponto que não dá mais pra adiar com as vírgulas. Sofrer também cansa, esperar cansa, procurar cansa... Viver sem preocupar com esses tipos de coisa não cansa, pelo contrário, faz um bem danado. Mas ninguém é de ferro e chega uma hora que um colo faz falta. É aí que percebo como ainda tem gente que possa valer a pena, mesmo depois de toda a revolta e generalização.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Abafa o caso

Pára o mundo que eu quero descer! Assim não dá. Até quando vou ser atormentada por fantasmas (idiotas) do meu passado? Eu realmente pensei que já tinha dado um ponto final, um tchauzinho pela janela. Enquanto vivo tranqüila e calma na minha santa paz, em um único e apenas único dia, me aparece pistas sobre certo alguém que já devia estar longe de ser até relembrado mesmo em memórias boas. O que afinal isso significaria a essa altura do campeonato? Quer mesmo saber? NADA! É isso aí! Passado é poeira escondida debaixo do tapete. Tem sempre alguém que encontra aquela nossa bagunça escondida, mas no meu caso, essa certa bagunça ou poeira em questão, não está mais nem debaixo do tapete. O destino merecido foi o lixão. E de restos, migalhas, poeiras e lixos, eu não preciso mais. Usei, gastei e joguei fora quando já não estava sendo útil. Certas coisas e também pessoas deveriam ter data de validade, acho que seria de utilidade pra facilitar assim a vida e prevenir certos desgostos. Mas como nem tudo pode ser como queremos... Os desgostos a gente transforma em experiências boas e o que já nem serve de aprendizado, vai pra debaixo do tapete ser abafado.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A baixa cota de homens

Texto feito para o blog: Amores-Cruzados

“Eu te amo!” Quando poderemos enfim acreditar nessa frase? Frase está tão esperada por meninas que assim como eu, sonham em viver isso, sonham com um grande amor. Só que esse mundo imperfeito já não nos deixa criar esperanças como antigamente de enfim encontrar um homem pelo qual vai nos olhar com admiração invés de apenas vontade. A carência pela falta do amor na vida de todos está sendo cada vez mais transparente. Esses homens que esperamos desde o primeiro dia em que aprendemos o que é um romance, talvez nem existam mais. Vamos acreditar em mais o que? O amor daqui uns anos vira uma lenda. As chances de se ter um relacionamento saudável e sincero hoje em dia são remotas. Não tiro a culpa das mulheres nesse problema. A maioria delas podem até ser as principais culpadas sim. São elas que estão aceitando serem usadas e nada mais do q isso. São elas que estão disponibilizando o que os homens tanto querem com a maior facilidade já vista. Os homens por si só não pensam e nem vivem como mulheres. Exatamente por isso, eles não vão saber concertar a “falta” do amor. Mulheres (pervertidas), culpadas pelo extermínio dos homens que valeriam à pena. Uma vergonha ainda ter que existir gente que assim como eu, paga pelos pecadores. Está me achando egoísta? Ou quem sabe... Convencida? Ou por que não dizer... Radicalista? Erro seu me julgar! Estou apenas tendo a decência de reconhecer o mal que minha própria raça criou pra si mesma. Estou querendo conscientizar quem ainda não percebeu o que houve e está havendo com o mundo em que todos apenas dizem querer melhorar. Sonhos que nascem e morrem aqui mesmo. Amor que mal começa a ser vivido e termina por falta de capacidade de quem não sabe lidar com ele. Não é assim que vamos conseguir o tão esperado “Eu te amo!” Arregace as mangas vc tb e faça uma nova geração de homens serem disponibilizadas no nosso mercado da vida.

domingo, 31 de agosto de 2008

Hoje ou amanhã? Ganhar ou perder?

Por que tinha que ser assim? Olhar pra vc é tão difícil. Imaginar o que ficou pra trás... Quando fecho os olhos ainda consigo te sentir por perto, porém não tanto como antes. Algo está te puxando pra longe e vc está indo como se isso não fizesse diferença. Dói mais em mim do que em vc? Respiro fundo na intenção de aliviar a aflição que se aplica em mim, mas não funciona, isso nunca funciona, é um ato em vão tentar me livrar do que é mais forte do que eu por inteira. A única certeza que tenho é de que um dia vc se dará conta da enorme distancia que vc mesmo criou entre nós, e quando esse dia chegar, quem vai estar querendo mais distancia, vou ser eu. Por isso... Pode ir! Quando vc voltar, eu já vo estar incomunicável pra vc. O que eu quero hoje, eu não vou querer amanhã. Hoje é seu dia? Amanhã será o meu! Vc ganha hoje e perde amanhã.