Acordei meio atordoada como se algum sonho tivesse sugado minhas energias e últimas lembranças, eu não me recordava de ter dormido. Olhei ao redor para identificar onde estava e reconheci o quarto de Danton. Remexi junto às almofadas incrivelmente macias que estavam em volta de mim e notei que Danton estava ao meu lado, ainda adormecido, com uma linda expressão no rosto de quem estaria sonhando com algo muito bom. Fiquei alguns minutos só admirando-o, desejando que não acordasse e visse minha cara de apaixonada que no mínimo eu deveria estar. Notei que ele tinha trocado o pijama amarrotado de antes por uma calça jeans e uma camiseta cinza. Seu cabelo estava molhado, dando a impressão de ser mais preto do que normalmete é, e totalmente atrapalhado de um jeito que ainda assim conseguia deixa-lo lindo. Percebi que já deveria ser mais tarde do que eu pensava, pois enquanto eu dormia Danton já tinha tomado banho, se deitado ao meu lado, pegado no sono também e mesmo assim não acordei. Fui saindo da cama levemente tentando não fazer o mínimo de movimento para não acorda-lo:
- Amor, tudo bem? Onde você ta indo?
Soltei o peso do meu corpo sobre a cama me sentindo derrotada pela voz de Danton. Eu não conseguia nunca escapar ou ganhar dele em alguma coisa. Virei-me para encará-lo e não consegui me conter. Minhas pernas bambearam ao analisar o rosto dele. Vi uma expressão preguiçosa, dava vontade de apertá-lo. Seus olhos negros, brilhantes, estavam pequenininhos ainda lutando para sair do sono. E sua boca brincava prazerosa com um mero sorriso delicado. Não pensei duas e nem uma vez. Atirei-me em seus braços. Ele me recebeu alegremente e me aconchegou em seu peito enquanto acariava meus cabelos e me dava um singelo beijinho na testa. Momentos como esses me faziam imaginar se esse cara existia mesmo, e principalmente, se ele estava comigo, interessado em mim, logo em mim, que nunca atrai grandes atenções, muito menos de caras como ele.
O silêncio não era constrangedor, os carinhos, o calor entre nós, já dizia muito. Não tinha como fugir, não tinha mais como negar, eu estava caida de amores por Danton e não queria perdê-lo mais, nem por um mês, nem por um dia, nem nunca:
- Linda você tá com fome? Você dormiu bastante, e ta aqui em casa há horas, vou la na cozinha preparar algo pra você ou posso pedir uma pizza se quiser, o que acha?
Tirei meu rosto de seu colo, repousei meu queixo em seu peito e olhei pra ele. O sorriso nunca largava do rosto dele, já era peça essencial em sua beleza e eu sabia que não conseguia mais viver sem isso:
- Eu acho que você deve ficar quietinho aqui comigo.
- Mas Paula, meu amor! Você tem que comer algo.
- Não, meu coração é o único que tem fome. Fome de você!
O sorriso de Danton se alargou mais nesse momento, não sei como, mas conseguiu ficar mais lindo do que nunca. Seus olhos brilhavam com uma intensidade que me fazia mergulhar neles. Quando dei por mim já estava deitada na cama com Danton colado em mim me olhando como se nunca tivesse me visto:
- Pela primeira vez fiquei sem saber o que responder. Não esperava por isso, não acreditei que conseguiria te convencer que pode confiar em mim, no meu amor. Você é minha vida agora Paula, e meu coração é todo seu, para todo o sempre.
Antes que eu pudesse responder, ele me envolveu em um beijo doce e abrasador ao mesmo tempo. Meus pulmões pareciam esquecer de respirar e meus olhos estavam úmidos mesmo fechados. Ele não se atrevou a nada mais comigo, já tinhamos conversado sobre tudo isso horas antes de eu dormir e combinamos de que tudo teria seu tempo para nós dois, mas obviamente ele mais falou e eu escutei, não teria tido coragem para ficar esclarecendo detalhes de um relacionamento que ainda iriamos começar.
Nossos beijos pareciam ser viciantes para ambos. Quanto mais a gente se beijava, mais queriamos eternizar a vida naquele momento. Quando enfim resolvemos desgrudar um pouco, deitamos um do lado do outro:
- Danton, quantas horas?
Ele procurou o celular debaixo do travesseiro e olhou o horário:
- São 10 pras 3 da manhã.
- Quê?????? Como assim???
Pulei da cama e comecei a procurar meu tenis pelo quarto. Não conseguia pensar em mais nada além de que eu precisava estar em casa. Meus pais deviam estar furiosos, preocupados, colocando polícia atrás de mim. Eu iria ganhar um castigo de anos, trancada dentro do quarto. E quanto mais eu pensava, mais eu me movia descordenamente pelo quarto e nada de encontrar meu tenis:
- Linda. Tá tudo bem, vem cá. Fica calma! Eu já tinha ligado para sua casa e avisei sua avó que você está comigo, prometi que cuidaria de você e acima de tudo que te respeitaria. Ela me deu um crédito e disse que iria dizer aos seus pais que você ia dormir na casa de uma colega sua de colégio, tal de Cláudia.
Meu cérebro não queria processar bem o que meus ouvidos acabavam de escutar. Senti que estava boquiaberta, parada ali no meio do quarto enquanto Danton sentado na cama sorria para mim, claro, como sempre, e sendo meu herói daquela noite. Como ele conseguia ser assim tão tranquilo, responsável e com total equilibrio? Senti-me meio envergonhada pela cena de loucura que dei atrás dos meus tenis, por acaso sumidos. Sentei na beirada da cama de frente pra Danton:
- Obrigada!
Era a única coisa que eu conseguia dizer de volta. Ele ainda sorrindo veio na minha direção e me abraçou. O mundo parecia ficar tão mais lindo, em paz e fácil quando eu estava em seus braços. Daria tudo pra estar ali todos os dias, acreditando que a vida podia ser bem mais simples:
- Quero conhecer sua avó depois ta? Ela foi muito simpática e gentil comigo. E tenho que agradecer pelo voto de confiança ne? Mas, sinceramente, eu quero conhecer seus pais também, seu cachorro, sua vida.
Enquanto ele dizia ia mexendo em meus cabelos e eu sentia meu coração palpitar a cada palavra que ele soltava:
- Também quero conhecer sua família.
Notei que ele ficou imóvel e mudo depois do que eu disse. Dei uma cutucada na barriga dele pra ver se ele reagia e ele sorriu meio sem graça:
- Desculpa linda, é que minha família anda tão maluca, uma fase difícil pra todos nós.
- Você nunca me contou sobre o que aconteceu desde daquela época que você foi a Paris por causa do seu tio.
Fiquei meio envergonhada, sem saber se poderia já ter esse tipo de liberdade com ele, perguntar dos problemas familiares, mas arrisquei, tentei ser mais amorosa e mais interessada na vida dele. Ele me puxou para trás, nos deitamos na cama, me aconcheguei em seus braços e esperei que ele começasse a me contar finalmente o motivo que fez tudo virar um mistério.
sexta-feira, 19 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
O fim que não teve fim

Assim como um dia chuvoso representa para algumas pessoas uma melancolia, desanimo e tristeza, passar por você de olhos fechados para ignorar todas as sensações que me embalam em aflição do coração aos pés, representa para mim uma mágoa muito incômoda.
História essa nossa, tão complexa, tão gostosa, mas rodeada de espinhos. Cada capítulo que criamos foi obra de exigência e urgencia do grande sentimento que carregavamos a flor da pele. Das tristezas criavamos sorrisos, das alegrias faziamos problemas. Nunca era fácil, simples ou claro. Nada que dizia respeito a nós podia ser chamado de mero. Desde o início escolhemos um caminho mais tortuoso. E nem por isso deixamos de viver e compartilhar paixões, de criar enfeites sobre tudo que declaravamos, de bordar sonhos, de planejar um futuro regado de harmonia. Mesmo o fim ganhou ornamentos. Foi natural, mas nada fácil. O fim nos regou com muita dor, incontroláveis sentimentos que se fundiram.
Agora o que resta?
A faculdade de pensar, as aulas de dúvidas, os aprendizados da vida e o diploma da maturidade. Assim como me ensinou minha terapia, eu espero que você aprenda durante sua caminhada. Esquecer não ajuda, esquecer é só um refúgio, uma forma mais amena de pular etapas da vida, de fingir que não se sofre, de ignorar a experiência vivida pra não ter que admitir que errou, ou aceitar que ainda se tem muito o que aprender. O currículo de trabalho em busca do amor e sucesso emocional só se expande com as experiências, dúvidas, pensamentos e questionamentos que fazemos a cada tentativa. É do ensaio que tiramos o resultado final. Não existe ninguém nessa vida que não tenha quebrado a cara e errado muitas vezes e com muitas pessoas até conseguir se encaixar melhor num trabalho, num relacionamento.
Estou fazendo a minha parte, praticando e juntando todo o conhecimento adquirido que recebo a cada tentativa, frustrante ou não. Não é por sofrer, fracassar ou apostar em um personagem errado que irei desistir. O coração machucado pode até demorar a se reestabilizar, mas quando volta à luta, ele está mais preparado.
O que mais impede de seguir em frente com o corpo, mente e coração, é o passado. O passado que guarda história como a nossa. Tantos acontecimentos, fatos, momentos, dilemas, promessas, sonhos, declarações e segredos... A união de todo o contexto, de todos os sentimentos e tudo que ainda abrange o que construimos me faz acreditar que o fim ainda não teve fim. A morte não implacou nossos olhares, eles ainda existem, assim como as ações ainda dizem muito, é extremamente transparente tudo que vejo, não tem como negar que o corpo fala, os olhos transmitem e seus passos por querer ou não, demonstram que o fim não foi decretado. É confuso, difícil, meio novelistico essa nossa ligação, mas ela existe, tudo a nossa volta comprova isso. Eis a minha implacável falta de jeito pra lidar com isso, nasce daí, bem no meio dessa loucura que é não saber como e por que ainda não existiu o remate.
Aqui estou, em uma noite a mais, em uma madrugada dolorida, escolhendo palavras para destacar melhor o que sinto, e nada parece ser suficiente, coisa nenhuma poderia simplificar o que tanto criamos com desejos interminavéis, palavras apaixonantes, ações entusiasmáticas, olhares ardentes e beijos calóricos. O que começou arriscado com certeza iria terminar custoso. Ou melhor, dizendo, iria continuar custoso não é?!
Não quero ter que destruir sozinha as chances de algo mais belo concertar o passado que já manchou demais o que deveria ter sido eternizado. Não quero mais ser responsável por essa nossa ligação afetiva sem sua companhia.
Deixo aqui minha suspeita sobre um futuro juntos. Histórias como a nossa acabam criando laços que nem mesmo outras personalidades e milhares de sentimentos poderiam destruir. Eu bem sei que o tempo é nosso amigo e cria mudanças em cada um de nós, mas Deus também é o todo poderoso que dá a benção e permite que cada sentimento nasça e permaneça vivo. Dentro de mim eu guardo a certeza ferida de que mesmo tentando, eu não te largo. Recordo-me também do dia em que você confessou pensamentos que eu desconhecia dentro de ti, e é por acreditar nas suas palavras um dia que eu sei que dentro de você ainda habito, você queira ou não. Se enganar não vale a pena, a verdade pode ser camuflada, mas jamais apagada.
Dormirei essa noite, e outras tantas mais com essa sensação que tento soltar nas palavras e por aqui abandonar.
Não te esperarei, eu sei que você sabe.
O amor é a única parte de mim que ainda é fiel a você.
Não sei dizer por quanto tempo mais ele prevalecerá. Aos poucos ele pode ir perdendo as forças, e o que por enquanto se faz fingimento, depois pode se tornar real.
O nó na garganta que sempre me avisa que o choro está próximo me tirou a permissão de terminar a fazer este depoimento desabafante.
Faça o que seu coração quer, pede e implora. Não negue o amor dele.
Você saberá como agir na hora certa se seguir o coração invés da razão cheia de orgulho que faz de você um covarde diante do amor.
Boa sorte! É o máximo que consigo te desejar...
sábado, 13 de março de 2010
Gostaria que você gostasse
Como eu gostaria que você largasse todo seu orgulho debaixo do chuveiro enquanto deixa a água correr. Gostaria mais ainda que você parasse de mentir pra si mesmo e aceitasse de uma vez por todas que seu coração é humano e não de pedra. Gostaria também que você reconhecesse seus erros e aprendesse com eles para nunca mais ter que cometê-los. Gostaria que você desse valor as pessoas que sempre estiveram ao seu lado e nem um agradecimento você sussurrou de volta. Gostaria que você se livrasse da máscara que usa só por acreditar que assim vai ser mais querido. Gostaria que você reconhecesse os falsos amigos e voltasse a dar valor para quem realmente te quer bem. Gostaria que você enfrentasse seu medo de demonstrar suas fraquezas acreditando que assim iriam te crucificar. Gostaria que você superasse a você mesmo e enfim respirasse de alívio sabendo que se livrou definitivamente daquele cara cuja personalidade não lhe servia, cuja maturidade faltava. Gostaria que você começasse a usar e abusar de todo o respeito, educação, compreensão e gentileza que você guarda dentro de si. Gostaria que você lutasse mais pelo seu amor, e nunca contra ele. Gostaria que você sorrisse mais com vontade e não por mera simpatia. Gostaria que você ousasse em surpresas e compaixões com todos a sua volta e não desejasse mais mal a ninguém. Gostaria que você me procurasse e insistisse para que eu acreditasse no amor que meus olhos ainda demonstram, mas meu coração procura esconder. Gostaria que você lutasse pelo “nós” até me fazer ter certeza da felicidade a dois. Gostaria que você me convencesse do seu novo você e me fizesse apaixonar cada dia mais. Gostaria que você me surpreendesse com o melhor sentimento do mundo e me fizesse te agradecer por ter insistindo em ainda acreditar que nossa história não morreu. Gostaria que você me tirasse do sonho e me demonstrasse que na vida tudo pode acontecer. Gostaria que você me tirasse do desejo e me levasse ao topo máximo de alegria por te ter. Gostaria que você me livrasse dessas palavras e me fizesse sonhar acordada com o príncipe que você consegue ser. Gostaria que você gostasse de se tornar esse homem por mim, pra mim e principalmente por você!
domingo, 7 de março de 2010
Uns vem e vão, outros vem, ficam, mas se modificam
Não importa se faz sol ou chuva, frio ou calor. Se estou na minha cidade ou muito longe dela. Se estou com amigas, família ou até mesmo sozinha. Nada disso altera a importância dos fatos que se seguem a partir do momento em que alguém especial cruza meu caminho. Cada pessoa que entra e sai da minha vida deixa comigo um pouco ou muito de si. E isso basta para que toda a convivência seja lembrada pro resto de meus dias. Mas a intenção é ressaltar as melhores companhias. Aquelas que um dia me fizeram gargalhar, me fizeram emocionar, me orgulhar, me sentir querida, especial, amiga e amada. Não importa se é mulher, amiga, nova ou velha. Tambem não importa se é amor, amigo ou apenas um conhecido numa noite de balada. Nada muda o fato de que cada pessoa constrói comigo uma grande ou pequena história que reúne depois em minha mente vários flashs de boas coisas que deixam gostinho de quero mais. Melhor dizendo... A saudade bate forte no coração quando se sabe que valeu a pena cada segundo na companhia de cada pessoa que soube fazer diferença. A única parte negativa ainda continua sendo está. A inexistência da possibilidade de voltar no tempo e viver tudo de novo. A intensidade de cada momento ao lado de cada pessoa que se tornou especial pra mim é enorme, e faz dos meus horários solitários uma grande agonia, pois, bate uma aflição no peito, uma vontade louca de pular pra dentro da tela do computador e me afogar nas fotos dessas pessoas como se eu pudesse viver com cada uma delas a qualquer dia. Pode parecer exagero, mas dói saber que certas pessoas jamais serão as mesmas e jamais estarão ao meu lado como antes. Cada detalhe, cenário, contraste, dia, hora e lugar, é marcado por uma personalidade, e quando se retorna ou se lembra de cada uma dessas coisas, consequentemente a pessoa que vivenciou isso tudo ao meu lado também vem em minha mente e faz de mim prisioneira da saudade que me faz querer recuperar tudo isso novamente. O que salva é saber que seguindo em frente novas pessoas surgirão no meu caminho, e as que antes entraram na minha vida e permanecem até hoje são as que realmente mereceram estar aqui compartilhando das minhas histórias até onde elas podem existir.
terça-feira, 2 de março de 2010
Valorize seu modo de viver
Todo mundo sempre passa por aquela fase em que se quer ser melhor, em que se olha ao redor e cisma de querer o que ainda não se tem. Nessa fase também nascem análises e comparações com a vida dos outros. O que é do outro sempre parece melhor, parece mais fácil, e é aí que se inicia um trabalho de pensamento positivo em busca do que se aproxime da vida alheia. E a conquista pode demorar, tem gente que até desiste, mas uma hora chega e aí é que mora o problema. Quando enfim o que queriamos, chega, percebemos que já não desejavamos mais isso ou simplesmente não sabemos lidar com o que o próximo fazia parecer bom e fácil. É assim que se aprende a compreender, a conhecer a sabedoria e a capacidade dos outros de viver suas experiências boas ou não, como se fosse fácil. Por isso é necessário dar valor para o que se possui. Cada um é cada um e o que pode parecer facil aos seus olhos é dificil para outros e vice-versa. Dê credibilidade a sua própria vida e experiências e acredite que isso basta para seu amadurecimento próprio. Não queira o que é dos outros e nem se compare. A forma que você lida com sua própria vida também deve estar sendo apreciada por alguém neste momento. Você é o que é por ter vivido tudo que já viveu da forma como só você mesmo sabe fazer. A fórmula certa é apenas enfrentar, viver. Cada um no seu caminho, e assim segue a regra de que cada experiência a mais faz de nós melhores, fortes e sábios.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Seja o protagonista
Ninguém entende, nem parecem querer entender. Sinto necessidade de desabafar, mas, o medo de ser julgada está crescendo. O exército de pessoas da minha vida que ficam contra as minhas emoções diante de certa história, so aumenta.
Sofro sozinha, sempre com a sensação de ter que enfrentar a angústia dentro do coração, a ausência de paz na mente, junto com a desaprovação de todos que gosto. Infelizmente nunca irei me acostumar com a falta de apoio dos que fazem parte da minha vida. As opiniões dos que me querem bem obviamente é importante e por isso me abalo a cada conselho pessimista que recebo. Mas estou crescendo com isso. Estou fazendo de cada experiência um novo modo de aprender, tirando o máximo de lições de vida que eu puder e assim aumentando minha bagagem de maturidade.
Nesse mundo ninguém é igual a ninguém, a diferença na personalidade de cada um é o que torna a história de vida de todos, diferentes, por isso a compreensão com o próximo se torna difícil. É claro, existe sempre aquele ombro amigo que sabe entender invés de julgar, mas como nem todos são assim, vai de nós mesmos saber que quem nunca viveu uma mesma experiência que nós não nos entenderá, fazendo assim um mau julgamento de nossas ações caso façamos algo que eles acham que nunca fariam. Mas olhar de fora é fácil, e ser forte sem ter o coração partido é mole. Por isso digo, nunca atire pedras, mais cedo ou mais tarde se descobre que o teto sobre sua cabeça também é de vidro. Sendo assim, só resta olhar para frente e fazer para si mesmo o que no momento significa a sua felicidade e não a aprovação dos outros. Antes viver do que assistir e quem julga é porque assiste, então viva e lembre-se de que seu bem depende de você. Seja o artista, brilhe, vire exemplo e tenha um final feliz. Os telespectadores não têm a mesma sorte de experimentar essa realidade de emoções. Eles se acomodam na ideia de pegar carona na experiência dos outros, acreditando assim que podem palpitar e interferir em nossas atuações. Mal sabem eles que poderiam ser protagonistas também.
Viva e não se importe com quem olha. Os que nos amam, gostando ou não de certas coisas, estarão sempre do nosso lado e vendo que somos felizes com nossas escolhas também ficarão. Desligue a TV da vida alheia caso você assista e vá correr atrás da sua história, eu já estou vivendo a minha.
Sofro sozinha, sempre com a sensação de ter que enfrentar a angústia dentro do coração, a ausência de paz na mente, junto com a desaprovação de todos que gosto. Infelizmente nunca irei me acostumar com a falta de apoio dos que fazem parte da minha vida. As opiniões dos que me querem bem obviamente é importante e por isso me abalo a cada conselho pessimista que recebo. Mas estou crescendo com isso. Estou fazendo de cada experiência um novo modo de aprender, tirando o máximo de lições de vida que eu puder e assim aumentando minha bagagem de maturidade.
Nesse mundo ninguém é igual a ninguém, a diferença na personalidade de cada um é o que torna a história de vida de todos, diferentes, por isso a compreensão com o próximo se torna difícil. É claro, existe sempre aquele ombro amigo que sabe entender invés de julgar, mas como nem todos são assim, vai de nós mesmos saber que quem nunca viveu uma mesma experiência que nós não nos entenderá, fazendo assim um mau julgamento de nossas ações caso façamos algo que eles acham que nunca fariam. Mas olhar de fora é fácil, e ser forte sem ter o coração partido é mole. Por isso digo, nunca atire pedras, mais cedo ou mais tarde se descobre que o teto sobre sua cabeça também é de vidro. Sendo assim, só resta olhar para frente e fazer para si mesmo o que no momento significa a sua felicidade e não a aprovação dos outros. Antes viver do que assistir e quem julga é porque assiste, então viva e lembre-se de que seu bem depende de você. Seja o artista, brilhe, vire exemplo e tenha um final feliz. Os telespectadores não têm a mesma sorte de experimentar essa realidade de emoções. Eles se acomodam na ideia de pegar carona na experiência dos outros, acreditando assim que podem palpitar e interferir em nossas atuações. Mal sabem eles que poderiam ser protagonistas também.
Viva e não se importe com quem olha. Os que nos amam, gostando ou não de certas coisas, estarão sempre do nosso lado e vendo que somos felizes com nossas escolhas também ficarão. Desligue a TV da vida alheia caso você assista e vá correr atrás da sua história, eu já estou vivendo a minha.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Um alguém tão incrivelmente bom
Eu não esperava nada demais daquela noite. Uma balada comum como as outras anteriores. Companhia de amigos e tudo rolando como o esperado. Muita gente no mesmo ambiente, sincronia de corpos dançando na mesma sintonia de cada música. As luzes fazendo de tudo mais belo. Algumas pessoas se destacando mais entre todos. Uma dessas pessoas se aproximou. Também não esperei nada demais dessa pessoa. Não criei expectativas e nem acreditei que fosse valer a pena me envolver. O papo foi indo, o tempo passando e não nos largávamos mais. Sabe-se lá como e por que, mas o primeiro beijo nasceu sem eu nem esperar ou perceber que iria acontecer. E desde então, eu percebi que tinha me enganado. A pessoa se transformou em alguém especial. Tudo parecia parar enquanto eu podia estar em seus braços. A noite foi mágica porque ele me encontrou no meio da multidão e me escolheu para ser a sortuda. Nunca conheci lábios tão suaves, macios, profundos e tão quimicamente compatíveis com os meus. Fiquei ligada a ele ponta a ponta. Todo o carinho, respeito e educação dele, também me deixavam cada minuto mais encantada. Era como se eu nunca tivesse sentido a sensação de ser tratada como princesa. Não queria que a noite terminasse e nem queria acreditar que depois de tudo aquilo eu talvez pudesse jamais vê-lo novamente. O envolvimento, o carinho, os olhares, tudo que trocávamos me deixava mais convencida de que aquele cara era o mais incrível que conheci em toda minha vida. Fui embora pra casa nas nuvens. Eu não sabia se continuava vendo estrelas enquanto relembrava cada detalhe do tempo que havíamos passados juntos ou se gritava de alegria e começava a falar que nem uma maritaca empolgada contando tudo para minha amiga. Mesmo depois de ter deitado a cabeça no travesseiro eu só conseguia pensar nele, nele e nele. Era como se tudo não tivesse passado de uma linda sensação que se tem quando se assiste ao mais lindo filme de amor nos cinemas. Devo ter até sonhado com ele. O restante da semana se arrastou da mesma forma. Eu ainda conseguia recordar de muitos detalhes que me deixavam suspirando a todo momento. Aos poucos, a falta de contato me fez ir desacreditando que eu poderia sonhar com esse alguém tão incrivelmente bom. Pus os pés na realidade e voltei a viver como se ele não tivesse cruzado meu caminho me deixando com gostinho de quero muito, muito, muito mais. Os próximos dias de festas eu vivi sem lembrar dele, ou pelo menos tentando não lembrar. Até que... Em uma das minhas baladas com amigas, andando no meio das luzes e danças, avistei o grande perturbador dos meus desejos. Eu não queria acreditar que o destino estava me dando esse reencontro que eu tanto achei que não fosse existir. Mas dessa vez, embarcamos em uma confusão. Rolou um clima, um beijo, mais um contato que me deixou sem ar, mas... Desentendimentos, má interpretações colocaram tudo a perder e sai machucada daquela noite. Aí sim, pensei que toda a minha chance tinha ido por água abaixo, até que ele me procurou, mas não conseguiu me encontrar quando quis. Desencontros tentando destruir minha esperança. Dormi mais uma noite acreditando que eu poderia sonhar com aquele cara na minha vida. E cá estou eu, derretida, sem rumo, de pernas bambas só de lembrar tudo que tivemos. Meu pensamento não quer deixar de querer vive-lo mais. Ele chega a ser perigoso pra mim, é como o amor, que tampa a visão e nos deixa querendo sempre mais. Não sei onde vai terminar, mas já tenho uma nova história de novela pra continuar e depois contar!
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