Danton, Danton, Danton. Era tudo o que eu tinha na cabeça, era tudo o que eu andava sonhando há dias. As palavras de Ananda ainda pareciam recentes, zumbia dentro dos meus pensamentos, eu precisava de uma explicação, precisava também dar explicações. Eu não era culpada de nada, pelo contrário, nesse tempo todo eu estava sendo mais vítima do que outra coisa. Não existia alguém mais confusa do que eu em toda essa história. Danton havia me dado adeus e eu nem imaginava o por que. Forcei-me a parar de pensar em tudo aquilo novamente e coloquei-me de pé disposta a ter um dia de aula tranqüilo.
Tomei meu banho como de costume, vesti a primeira roupa que eu havia pegado no guarda-roupa e desci para tomar café. Vovó era a única que me esperava. Meus pais já haviam saído, na correria de sempre. Ao lado da minha xícara de café estava um envelope marrom. Olhei-o fixamente e depois olhei pra vovó na esperança dela me dar alguma explicação. Ela nem se quer se moveu, estava com a cabeça enfiada em uma revista. Notei que ela estava era me evitando ou talvez me dando a chance de escapar dali, de ter um momento mais privado com minha curiosidade e o envelope desconhecido. Aproveitei a deixa e sai da cozinha com o envelope entre os dedos. Sentei-me na poltrona mais próxima na sala e rodei o envelope nas mãos a procura de alguma identificação, mas não havia nada. Abri com cuidado e retirei de lá um papel brilhante que reconheci ser uma fotografia. Ao virá-la para mim, me assustei com a imagem. Era uma foto minha e bem recente pelo que parecia de acordo com as roupas em que eu estava usando. Não me lembrei de ter tirado nenhuma foto distraída daquele jeito, ainda mais naquele local, a ponte. Meu estômago começou a me incomodar como fazia toda vez em que eu ficava nervosa ou agitada, perdia a fome completamente. Eu já tinha certeza de que algo ali tinha a ver com Danton. Enfiei a mão no envelope de novo e retirei um último papel menor que tinha sobrado lá dentro. Notei de cara que a letra não era de Danton e nem tão pouco masculina. A caligrafia tava bem formosa:
“Detesto ter que procurá-la novamente, mas é para o bem de Danton. Achei essa foto em uma gaveta da escrivaninha dele onde até ontem havia outras milhares de fotos suas. Espero que você saiba o que está causando a ele, não o deixe converter esse amor em obsessão. Ajude-o. No verso você vai encontrar o endereço do loft onde poderá encontrá-lo.
Ananda”
E bem no fim do recado, Ananda escreveu um, ”por favor,” minúsculo. O que significou que foi bem difícil para ela ter que me pedir aquilo.
Virei o papel e fitei o endereço. Não me surpreendi quando notei que o loft de Danton era um dos pequenos e luxuosos prédios que se encontravam na rua de trás da ponte.
Fiquei alguns minutos a mais olhando a minha fotografia e imaginando o que poderia significar tudo que Ananda queria dizer com amor e obsessão. Só acordei da minha consciência porque Cacau tinha começado a latir insistentemente pedindo comida a vovó. Subi as escadas lentamente sem me preocupar muito se iria chegar atrasada ou não no colégio. Peguei minha mochila semi-arrumada em cima da minha cama e sai de casa, ainda com a foto, o envelope e o endereço nas mãos. Fui andando depressa deixando o vento soprar meus cabelos para me distrair um pouco. Cheguei ao portão do colégio e não encontrei nem o porteiro. Eu devia mesmo estar muito atrasada. Sentei-me na calçada e fiquei absorta na fotografia esperando até que alguém aparecesse para abrir o portão para mim.
As aulas naquele dia passaram voando por mim. Nem ao menos tive idéia de que professor estava dentro de sala.
Em casa na hora do almoço não consegui comer muito. Tirei uma soneca no sofá depois de almoçar, mas não serviu para nada. Meus pensamentos continuavam a me atormentar. Assim que me levantei do sofá, o papel com o endereço de Danton, já todo amassado, caiu do bolso furado da minha calça de uniforme. Peguei-o do tapete e li o endereço pela décima vez. Voluntariamente, sem pensar, sai pela porta da sala e fui direto até aquele endereço. Não pensei em mais nada naquele momento. Tive a sorte de encontrar a portaria vazia, pois o porteiro estava do outro lado da rua conversando com um senhor. Entrei correndo para não dar tempo de ser impedida e invés de pegar o elevador subi as escadas o mais depressa que pude. Cheguei ao quarto andar como me indicava o recado de Ananda e fiquei alguns segundos olhando para a campainha que eu deveria tocar. Fui interrompida por barulho de passos atrás de mim. Virei-me lentamente tentando pensar em uma boa desculpa para dar para o porteiro, caso fosse ele mesmo. Mas não era. O papel caiu da minha mão inconsciente daquela ação, minhas pernas ficaram bambas e senti minha garganta dando um nó. Parado na minha frente, estava um Danton totalmente irreconhecível. Descabelado, ainda de pijama, descalço e com algumas cartas e envelopes marrons nas mãos. Ficamos parados um olhando para o outro, com a mesma surpresa. Não conseguia me mover, até que Danton me contornou e abriu a porta atrás de mim. Ele não disse nada e nem ao menos fechou a porta na minha cara como eu talvez esperasse que ele fizesse depois de eu ter aparecido do nada. Caminhei o mais devagar que pude até a porta e fiquei olhando-o espalhar as novas correspondências no meio de tantas outras que pareciam já estar rasgadas em cima de uma pequena e redonda mesa de vidro que ele tinha em sua minúscula sala. Danton continuava a se mover de um lado para outro como se quisesse evitar minha presença. Depois de alguns demorados cinco minutos, ele surgiu de uma porta a direita da sala que parecia ser uma cozinha, com um copo d’água nas mãos. Olhou-me dos pés a cabeça e me forcei a fazer o mesmo para enfim perceber como eu tinha ido até a casa dele. Ou seja, de uniforme. Não me importei muito, afinal, ele estava bem pior que eu, porém, ele ainda tinha a sua incrível beleza e elegância de sempre que o ajudavam a estar lindo mesmo naquelas condições. Ele se sentou no sofá azul marinho ao lado da porta de entrada onde eu ainda estava de pé:
- Pode entrar e, por favor, feche a porta.
Eu não tinha mesmo a intenção de ir embora, então obedeci às ordens dele. Resolvi abusar um pouco e sentei-me ao seu lado no sofá. Ele parecia evitar olhar pra mim:
- Danton, eu...
Antes que eu pudesse dar inicio a qualquer que fosse a minha desculpa por aparecer ali assim, ele se virou pra mim rapidamente com os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto. Pegou em minhas mãos e foi subindo os dedos por meus braços até alcançar meus ombros. O calor de seu toque me deixou arrepiada e eu não conseguia mais me lembrar do que deveria dizer a ele. Ele foi se aproximando de mim com calma, mas seu cheiro estava tomando conta total do meu corpo, eu não conseguia me mover contra ele. Qualquer que fosse sua intenção, eu não me importava. Quando dei por mim, já estava em seus braços derretida em um beijo gentil e feroz ao mesmo tempo. Mesmo de olhos fechados senti uma lágrima escorrer por meu rosto e as mãos quentes de Danton me puxaram mais para perto de si. Dentro de mim não havia mais nada além de um sentimento grande, lindo e desconhecido como tudo tinha sido pra mim até aquele momento.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Um mês não vale por um ano
Fico me perguntando por que parece ser tão difícil pra ele demonstrar sentimentos, vontades, pensamentos, sonhos e romantismo? No coração de quem ama sempre existe aquele tum-tum mais forte que gera ações imediatas, suspiros mais longos, vontades malucas, paixão, fogo, desejo de sempre estar junto, sonho de compartilhar tudo que se vive até em pensamentos individuais. E depois de tantas idas e vindas, sorrisos e lágrimas, brigas e reconciliações, ódio e amor, tudo parecia ter um final feliz. Era como se a partir daquela nova etapa do relacionamento tudo fosse ficar maduro, mais amigável. No entanto, o tempo parece lutar contra os corações que insistem por paz. A lei dos homens também parece cutucar quem não devia. Mais uma vez o ciclo vicioso retorna pra dentro do nosso relacionamento.
Ele vai se distanciando até mesmo sem perceber. Vai deixando tudo nublado, confuso. Prefere não dar explicações e jamais aceita uma reclamação, senão vira motivo de estresse. A vida bandida, vida noturna, vida alcoólica, vida com os amigos parece chamá-lo mais a atenção. Nossos momentos parecem perder o sentido para ele. É como se o brilho de antes estivesse sendo apagado por tudo que ele insiste em viver sem mim. O sorriso bobo que brincava nos lábios dele quando me encontrava aos poucos foi sumindo. Os olhos de admiração que ele fazia ao me observar também perderam o encantamento. A voz mais suave que ele insistia em fazer pra me dizer doçuras ao pé do ouvido foi banida. Tudo aquilo que ele fazia questão de usar em minha presença pra me derreter, foi jogado fora junto com toda sua vontade de me conquistar dia após dia. Todo seu envolvimento naquela paixão iniciante se rompeu em mínimos dias. Sabe-se lá por que, mas tudo ficou triste tão de repente. Sinto falta das risadas bobas, das conversas jogadas fora até altas horas, dos flertes, dos carinhos mais generosos, dos elogios mais doces, dos beijos mais demorados e apaixonados. Queria eu ainda poder dormir lembrando dos sonhos que planejamos juntos e acordar sorrindo sozinha só de saber que você é um motivo a mais na minha vida para me deixar feliz. Queria também ainda poder criar esperança sobre uma suposta surpresa que você viria a me fazer só pra me mimar e me fazer perceber como sou importante pra você até mesmo em um dia comum. Queria poder esperar um telefonema ou um torpedo no meio do dia só pra saber que você estava pensando em mim. Queria eu poder acreditar que todas essas coisas vão e voltam rapidamente para a cabeça de um homem assim como eles esquecem de que tem uma mulher esperando para ser conquistada todos os dias de uma vida inteira e não só por um mês de todo um relacionamento.
Ele vai se distanciando até mesmo sem perceber. Vai deixando tudo nublado, confuso. Prefere não dar explicações e jamais aceita uma reclamação, senão vira motivo de estresse. A vida bandida, vida noturna, vida alcoólica, vida com os amigos parece chamá-lo mais a atenção. Nossos momentos parecem perder o sentido para ele. É como se o brilho de antes estivesse sendo apagado por tudo que ele insiste em viver sem mim. O sorriso bobo que brincava nos lábios dele quando me encontrava aos poucos foi sumindo. Os olhos de admiração que ele fazia ao me observar também perderam o encantamento. A voz mais suave que ele insistia em fazer pra me dizer doçuras ao pé do ouvido foi banida. Tudo aquilo que ele fazia questão de usar em minha presença pra me derreter, foi jogado fora junto com toda sua vontade de me conquistar dia após dia. Todo seu envolvimento naquela paixão iniciante se rompeu em mínimos dias. Sabe-se lá por que, mas tudo ficou triste tão de repente. Sinto falta das risadas bobas, das conversas jogadas fora até altas horas, dos flertes, dos carinhos mais generosos, dos elogios mais doces, dos beijos mais demorados e apaixonados. Queria eu ainda poder dormir lembrando dos sonhos que planejamos juntos e acordar sorrindo sozinha só de saber que você é um motivo a mais na minha vida para me deixar feliz. Queria também ainda poder criar esperança sobre uma suposta surpresa que você viria a me fazer só pra me mimar e me fazer perceber como sou importante pra você até mesmo em um dia comum. Queria poder esperar um telefonema ou um torpedo no meio do dia só pra saber que você estava pensando em mim. Queria eu poder acreditar que todas essas coisas vão e voltam rapidamente para a cabeça de um homem assim como eles esquecem de que tem uma mulher esperando para ser conquistada todos os dias de uma vida inteira e não só por um mês de todo um relacionamento.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Faça-o provar do próprio veneno
Homem só é burro quando quer, ou melhor, quando não quer. Traduzindo: Eles se fazem de burros, sonsos, tapados, desligados, quando não TE querem. Já ouviu dizer que o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença? Pois então, ta ai tudo que precisamos saber. E a maioria de nós até já sabe disso, só não quer enxergar. É bom alimentar esperanças, arrumar desculpas para as desatenções deles, literalmente tampar o sol com a peneira. Só que fazer isso também nos leva a viver relacionamentos de mentira, sozinhas. Faz-nos acreditar em homens românticos, amigos e compreensivos que não são nada parecidos com os que temos em nossas vidas e corações. É triste, eu sei. Eu mais do que ninguém posso dar exemplo. Mas sinceramente to é cansando já de ser a sonhadora, calma, compreensiva que sempre cede e aceita as circunstâncias acreditando que tudo vai me levar ao meu tanto sonhado tratamento de princesa. To morta de saber que príncipe não existe, não to procurando por nenhum, afinal, já tenho o meu próprio. O problema mesmo é transformá-lo no último romântico de todos os tempos. Também já to quase careca de saber que existem pessoas e pessoas, cada uma com seu jeito e ninguém muda pelo outro. Não to com intenção de mudar nada nem ninguém. Mas... Esperança deve ser amiga da paixão porque ela sempre ronda por aqui. Ela me ensinou dessa vez que existe pelo menos um caminho a seguir para tentar melhorar esse nosso sofrimento com esses homens insensíveis. O caminho tem um nome. Chama-se: imitação. Já deu pra entender onde quero chegar? Basta imitarmos os nossos futuros príncipes. Ele ta se fazendo de burro? Então finja que é uma jumenta. Ta se passando por sonso? Então finja que você tem perda de memória recente e também ta quase ficando surda. Ele abusa ainda mais e demonstra ser tapado? Então lhe dê um tapa bem dado! Ops! Quer dizer, nada disso. Força do hábito não é mesmo? Não tenho sangue de barata. É o que dá vontade de fazer, mas não é a solução. Então se ele forçou pra cima de você e se fez de tapado, você simplesmente finja que não ta notando nadinha! Ele bancou o desligado? Você vai bancar a conformada e muda. É mais ou menos por esse lado. Quanto mais o cara der um de ‘to nem ai’ mais nós temos que sumir da reta deles. Não reclama, não liga, não procura, não briga e muito menos faça questão. Ta, eu confesso que não é fácil fazer tudo isso. Eu mesma ainda to em fase de teste, mas é lutando que se alcança. Se o cara gosta mesmo da gente, uma hora ele há de acordar, porque sinceramente, eu já cansei de perceber que quando eles querem, quando ta tudo no início, sendo flores, eles loucos de ansiedade pra nos conquistar nos dão o mundo e nos paparicam 24 horas, mas depois dessa primeira fase tudo muda não é? E ai ficamos a perguntar: cadê aquele fofo de antes? Pois é minha filha! Se um dia ele existiu é porque os safados fingidos de sonsos sabem como ser príncipes. Se não estão sendo ultimamente então é porque estão entediados ou perderam o interesse. Reavivem o interesse deles garotas. Somos poderosas e eles não resistem a uma mulher que sabe viver bem sem eles! Vai por mim.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Palavras soltas
Escrever, em minha opinião pode ser considerado até mesmo uma terapia, a única idéia que me incomoda sobre isso é saber que – pelo menos em mim – a inspiração só vem mesmo quando to triste, magoada, preocupada com alguma coisa. Sei que dizem por ai há anos que alma de poeta é assim mesmo, carregada de mais tristezas e é isso que motiva a escrita. Pra poemas mesmo eu nem levo jeito, mas de resto, acho que sai de tudo um pouco se necessário. Mas dá pra imaginar o quanto é ruim conseguir botar pra fora todo o meu português só depois de estar com o coração do tamanho de um feijão? Porque é mais ou menos assim que me sinto quando as coisas não vão bem e me motivam a escrever, colocar um pouco pra fora. São tantas as coisas que passam pela minha cabeça... Fico imaginando por onde começar, o que falar, qual a melhor forma de terminar os textos. Nunca acho respostas pra essas minhas perguntas. Acabo sempre começando do nada, com qualquer assunto e vejo se dá pra emendar no que enfim eu estava pensando. Se escrever não é um dom para poucos privilegiados então por que eu só consigo me expressar melhor quando to mal com alguma coisa? É fato que quem lê muito e pratica a escrita se sai bem nessa área, e eu faço tudo isso desde sempre. Vai entender a loucura dos meus órgãos. Acho que eles não se dão muito bem. O cérebro pensa, pensa, mesmo que eu tente controlar ele insiste em não parar de pensar, principalmente nos assuntos que menos gostaria de lembrar. Ai entra o coração, que fica aflito por culpa dos pensamentos que o cérebro cria constantemente, nisso gera uma agonia que atormenta o estômago e impede a fome de chegar. Assim vai indo todo o meu organismo nas horas em que to triste ou pensativa demais. A vontade é de conseguir seguir os conselhos banais e simplesmente parar de pensar, só viver um dia após o outro. Mas eu também já cansei de usar explicações rotineiras, daquelas em que se diz que não é fácil assim, que não faço nada disso comigo mesma por querer. Fica elas por elas, sempre. Alguns aconselham achando que estão ajudando, outros condenam achando que ser radical vai assustar, outros fingem que não enxergam e assim encontramos infinitas pessoas que nos rodeiam. Umas pelo menos nos fazem bem em algum momento, outras nos confundem mais e parecem até gostar de botar mais lenha na fogueira. Vai saber! Enfim, estou aqui em mais um momento de aflição no coração, borboletas no estômago – e não são por paixão a ninguém – e o cérebro a mil por hora! Por isso essas palavras soltas... Elas saem como uma bola de canhão na freqüência dos meus pensamentos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Uma alegria em pessoa
Eu sabia que tava perdendo a minha essência, sabia que estava esquecendo de mim mesma só pra viver agradando quem não se importava comigo da mesma forma. Diversas vezes ouvi conselhos que me deixavam mais confusa, pois, inconscientemente eu sabia que estava deixando de ser quem eu era pra viver pra um alguém que tão pouco demonstrava o sentimento que eu tanto desejava, porém, não conseguia imaginar ainda a hipótese de perder esse alguém. Eu achava que com ele estava mais ou menos e sem ele ficaria ruim. Tinha medo do vazio, da perda, do termino, do desconhecido que eu ainda teria que enfrentar. Esse medo foi o que mais me levou a esquecer de mim mesma pra aprender a viver de um jeito infeliz. Não sei ao certo o que me fez suportar tudo aquilo por tanto tempo. Eu sentia falta de mim mesma, sentia falta da minha liberdade, da minha vida, de amigos, de festas, danças, risadas, conversas, músicas... Eu era uma alegria em pessoa e aos poucos meu brilho foi sendo sugado por um amor que talvez só existisse dentro de mim. Se é que podemos chamar isso de amor né?
Aos poucos tudo foi ficando mais escuro, triste, frio. Nada mais que eu fizesse servia de alimento para salvar aquele relacionamento. E como num passe de mágica, o fim de tudo aquilo chegou mais rápido do que eu imaginava. A tristeza me abalou, impregnou em mim. Mas eu escolhi mandá-la embora o mais rápido que consegui. Na minha vida tudo acontece dessa forma. Quando penso que enfim o mundo acabou pra mim, vem uma luz, um milagre, ou qualquer sinônimo disso e me levanta de tal forma que me deixa melhor do que eu possa acreditar. É como se a nuvem carregada de angústias passasse num piscar de olhos. Como se todo o sofrimento de antes se resumisse naquele alguém que me sugou. Tudo bem que eu estava errada em permitir que aquilo acontecesse, mas pelo menos serviu como mais uma experiência boa. Porque agora eu vejo, que o mal veio para me apresentar o bem mais uma vez. E que eu estava enganada ao achar que não suportaria viver sozinha. Aliás, estou enganada novamente em dizer esse ‘sozinha’. Jamais estarei sozinha nessa vida. Primeiro porque tenho a mim mesma e a Deus, segundo porque tenho minha preciosa família contando com tias, primos e afins, e terceiro porque tenho minha segunda família por escolha, os amigos. O mal de às vezes ser frágil é esse. Se deixar levar pelos maiores sentimentos e se esquecer de que um dia eu era melhor simplesmente porque estava vivendo por mim mesma e nada mais. Nada vale mais do que poder preocupar só comigo mesma e trabalhar nisso. Enfim, voltei a ser uma alegria em pessoa, e por isso voltei também a atrair todos os corações bons para perto de mim.
Aos poucos tudo foi ficando mais escuro, triste, frio. Nada mais que eu fizesse servia de alimento para salvar aquele relacionamento. E como num passe de mágica, o fim de tudo aquilo chegou mais rápido do que eu imaginava. A tristeza me abalou, impregnou em mim. Mas eu escolhi mandá-la embora o mais rápido que consegui. Na minha vida tudo acontece dessa forma. Quando penso que enfim o mundo acabou pra mim, vem uma luz, um milagre, ou qualquer sinônimo disso e me levanta de tal forma que me deixa melhor do que eu possa acreditar. É como se a nuvem carregada de angústias passasse num piscar de olhos. Como se todo o sofrimento de antes se resumisse naquele alguém que me sugou. Tudo bem que eu estava errada em permitir que aquilo acontecesse, mas pelo menos serviu como mais uma experiência boa. Porque agora eu vejo, que o mal veio para me apresentar o bem mais uma vez. E que eu estava enganada ao achar que não suportaria viver sozinha. Aliás, estou enganada novamente em dizer esse ‘sozinha’. Jamais estarei sozinha nessa vida. Primeiro porque tenho a mim mesma e a Deus, segundo porque tenho minha preciosa família contando com tias, primos e afins, e terceiro porque tenho minha segunda família por escolha, os amigos. O mal de às vezes ser frágil é esse. Se deixar levar pelos maiores sentimentos e se esquecer de que um dia eu era melhor simplesmente porque estava vivendo por mim mesma e nada mais. Nada vale mais do que poder preocupar só comigo mesma e trabalhar nisso. Enfim, voltei a ser uma alegria em pessoa, e por isso voltei também a atrair todos os corações bons para perto de mim.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
É ruim mas faz bem
Chega um dia em que todos se fazem a mesma pergunta. Será que só aprendemos as coisas boas e certas depois de sofrer? Será que a felicidade só chega para uma pessoa depois que ela conhece a tristeza?
Se você ainda não chegou nessa fase, não se deparou com um momento difícil e pensou nesse tipo de coisa, pode estar certo de que ainda vai acontecer. Então já se prepare e saiba que não é tão ruim quanto parece.
Desde pequenos já nos ensinam a aceitar um ‘não’ justamente para sabermos lidar com a vida mais para frente. Nada vem de bandeja, e muito menos temos tudo que queremos. Eu talvez fosse até a pessoa errada para estar falando sobre isso, pois, na maior parte da minha vida eu fui vista como uma ‘filhinha de papai’, mimada, manhosa e dondoca. Ta certo, eu admito que ainda exista a mimada, manhosa e dondoca dentro de mim, mas, a filhinha de papai já foi deixada para trás. E isso aconteceu exatamente por esse motivo que vos falo.
Meus pais podem até hoje querer fazer de tudo por mim para me ver sorrindo e jamais sofrendo, mas, já estou em uma idade que impede que eles possam ser meus super heróis.
Tudo que agora eu desejo, só vai chegar até mim se eu mesma for alcançar. Meus estudos, trabalhos e relacionamentos só dependem de mim mesma. Ou seja, chegamos ao ponto em que eu queria. Meus pais vão sempre ser os meus alicerces, mas, as escolhas que agora faço me atingem de uma forma em que eles não podem mais me salvar. Eles vibram com minhas conquistas e também sofrem com minhas perdas. Por mais que eles queiram tirar certos sofrimentos e decepções da minha vida, eles não podem mais. Já sou maior de idade, com a tarefa de buscar para a minha vida o que só eu mesma posso conseguir. E é por isso que eu digo que todo mundo um dia ainda vai aprender o que eu já conscientizei. As tristezas, perdas e problemas existem para todos, não há como fugir. De início fica tudo parecendo uma conspiração do destino contra nós e nossos sonhos, mas, depois que tudo vai passando a gente consegue olhar pra trás e entender os fatos de uma outra forma. Tudo que nos acontece é fruto de nossos pensamentos, falas, ações e escolhas. Mesmo as partes ruins, chegam até nós porque sem querer buscamos isso em algum momento. E pode parecer difícil de enfrentar tudo isso, mas, com o tempo sendo nosso melhor amigo, o jogo vira, e o que era pra ser ruim por um determinado tempo, vira motivo de força maior, aprendizado e com certeza, felicidade. Aprendemos a enxergar que as tristezas e pedras do caminho só servem para nos levar ao maior patamar de maturidade e controle emocional. É claro que a vida é curta para vivermos e aprendermos de tudo, mas, tudo que cada um enfrenta já é suficiente para servir de base para continuarmos caminhando até o fim de nossos dias. Por isso eu digo. Na hora de fazer aquelas perguntinhas infelizes para os céus, lembre-se de que tudo passa. E quando finalmente passa, você estará melhor do que estava antes.
Se você ainda não chegou nessa fase, não se deparou com um momento difícil e pensou nesse tipo de coisa, pode estar certo de que ainda vai acontecer. Então já se prepare e saiba que não é tão ruim quanto parece.
Desde pequenos já nos ensinam a aceitar um ‘não’ justamente para sabermos lidar com a vida mais para frente. Nada vem de bandeja, e muito menos temos tudo que queremos. Eu talvez fosse até a pessoa errada para estar falando sobre isso, pois, na maior parte da minha vida eu fui vista como uma ‘filhinha de papai’, mimada, manhosa e dondoca. Ta certo, eu admito que ainda exista a mimada, manhosa e dondoca dentro de mim, mas, a filhinha de papai já foi deixada para trás. E isso aconteceu exatamente por esse motivo que vos falo.
Meus pais podem até hoje querer fazer de tudo por mim para me ver sorrindo e jamais sofrendo, mas, já estou em uma idade que impede que eles possam ser meus super heróis.
Tudo que agora eu desejo, só vai chegar até mim se eu mesma for alcançar. Meus estudos, trabalhos e relacionamentos só dependem de mim mesma. Ou seja, chegamos ao ponto em que eu queria. Meus pais vão sempre ser os meus alicerces, mas, as escolhas que agora faço me atingem de uma forma em que eles não podem mais me salvar. Eles vibram com minhas conquistas e também sofrem com minhas perdas. Por mais que eles queiram tirar certos sofrimentos e decepções da minha vida, eles não podem mais. Já sou maior de idade, com a tarefa de buscar para a minha vida o que só eu mesma posso conseguir. E é por isso que eu digo que todo mundo um dia ainda vai aprender o que eu já conscientizei. As tristezas, perdas e problemas existem para todos, não há como fugir. De início fica tudo parecendo uma conspiração do destino contra nós e nossos sonhos, mas, depois que tudo vai passando a gente consegue olhar pra trás e entender os fatos de uma outra forma. Tudo que nos acontece é fruto de nossos pensamentos, falas, ações e escolhas. Mesmo as partes ruins, chegam até nós porque sem querer buscamos isso em algum momento. E pode parecer difícil de enfrentar tudo isso, mas, com o tempo sendo nosso melhor amigo, o jogo vira, e o que era pra ser ruim por um determinado tempo, vira motivo de força maior, aprendizado e com certeza, felicidade. Aprendemos a enxergar que as tristezas e pedras do caminho só servem para nos levar ao maior patamar de maturidade e controle emocional. É claro que a vida é curta para vivermos e aprendermos de tudo, mas, tudo que cada um enfrenta já é suficiente para servir de base para continuarmos caminhando até o fim de nossos dias. Por isso eu digo. Na hora de fazer aquelas perguntinhas infelizes para os céus, lembre-se de que tudo passa. E quando finalmente passa, você estará melhor do que estava antes.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Tente ver o lado bom da chuva
Eu e minha mania compulsória de ler tudo o que se vê pela frente, encontramos uma pequena mensagem que de início só me fez ter aquela sensação de que caiu como uma luva pra mim naquele momento. Li, reli, e tive a certeza de que fazia sentido total para o que eu estava vivendo. Mas, o que me chamou mesmo a atenção foi o nome da pessoa que tinha escrito aquilo. Fiquei rindo sozinha quando aquele nome apareceu na minha frente como um sinal de Deus. É terrível julgar que Deus nos abandona nos momentos difíceis, porque não é verdade. Deus não castiga e muito menos desiste de cada um de nós. Ele é o único além de nós mesmos que estará ali, sempre pra nós.
Mais que depressa salvei aquela mensagem e tive a certeza mais uma vez de que meu Deus e meus pensamentos positivos fazem milagre na minha vida. Quando realmente acredito em algo, quando realmente busco encaixar Deus nos meus dias de lutas e glorias, tudo flui melhor, tudo fica mais claro, mais simples, mais bonito. É como se a partir de um sinal de Deus, e de uma certeza que meus pensamentos positivos se concretizam tudo que antes era uma muralha na minha frente impedindo a passagem, se tornassem enfim uma poeira que até mesmo o vento se encarrega de levar pra longe de mim. Demore o tempo que for, seja a tempestade furiosa ou não, sempre me descubro mais forte do que eu pensei que fosse à última vez em que tive que talvez superar algum problema. E acima de tudo, depois que me recomponho, tudo e todos nesse mundo ficam pequenos perto de toda a minha vontade de conquistar a vida com a minha fé, sonhos e amor! E se você aí que está lendo isso, não consegue acreditar muito no que to dizendo, tente. Tente fazer isso por você também. Tente acompanhar a história de alguém que já sofreu muito e hoje só esbanja sorrisos. Você verá como tudo pode ser mais lindo depois que a chuva lava a sujeira que antes incomodava.
Mais que depressa salvei aquela mensagem e tive a certeza mais uma vez de que meu Deus e meus pensamentos positivos fazem milagre na minha vida. Quando realmente acredito em algo, quando realmente busco encaixar Deus nos meus dias de lutas e glorias, tudo flui melhor, tudo fica mais claro, mais simples, mais bonito. É como se a partir de um sinal de Deus, e de uma certeza que meus pensamentos positivos se concretizam tudo que antes era uma muralha na minha frente impedindo a passagem, se tornassem enfim uma poeira que até mesmo o vento se encarrega de levar pra longe de mim. Demore o tempo que for, seja a tempestade furiosa ou não, sempre me descubro mais forte do que eu pensei que fosse à última vez em que tive que talvez superar algum problema. E acima de tudo, depois que me recomponho, tudo e todos nesse mundo ficam pequenos perto de toda a minha vontade de conquistar a vida com a minha fé, sonhos e amor! E se você aí que está lendo isso, não consegue acreditar muito no que to dizendo, tente. Tente fazer isso por você também. Tente acompanhar a história de alguém que já sofreu muito e hoje só esbanja sorrisos. Você verá como tudo pode ser mais lindo depois que a chuva lava a sujeira que antes incomodava.
Assinar:
Postagens (Atom)