quinta-feira, 24 de junho de 2010

Buscando pela cor certa




























Essa mania de me apegar em poucas horas e só conseguir desapegar em alguns anos é algo que tem incomodado. Basta um belo sorriso e eu permito uma aproximação. Basta um charme e eu permito um toque. Basta um carinho e eu permito a certeza de que pode rolar. Basta um bom papo e eu permito um beijo. Basta um bom beijo e eu permito abraços apertados. Basta uma boa pegada e eu permito a troca de números de celular. Basta um chamego e eu permito a ideia de um próximo encontro.
Confesso é que é difícil e raro mexer comigo, não anda acontecendo. Confesso também que de momento a única coisa que surge é a empolgação e no dia seguinte todo o encanto se esvai. Porém, há exceções. Há quem consiga me prender por um olhar. Há quem consiga me prender por um abraço. Há quem consiga me prender com um sussurro. Há quem consiga me prender com um colo. Há quem consiga me prender com um sorriso. Há inúmeros pontos positivos que podem existir em alguém afim de aproximação, mas geralmente nem um bom conjunto de tudo que me agrade anda conseguindo me segurar até amanhã.
A falta da surpresa, a falta da diferença está implicando na minha constante falta de aprovação. No entanto, acontece de aparecer o inesperado e aí o bicho pega. Porque viver algo e alguém que não se imaginava viver e mais ainda, se encantar por esse algo e alguém que não se imaginava que faria diferença é um perigoso artíficio no meio de tantas pessoas sem cores. Pois é mais ou menos isso que parece acontecer... O mundo ficou preto e branco e meus olhos já estão cansados de vasculhar esquinas a procura de uma cor vibrante para colorir meus dias.
A busca é algo que se faz necessária, mesmo quando se diz que desistiu, é mentira, porque involuntariamente toda pessoa que se preze, que quer amar, de um jeito ou de outro, acaba sempre estando em posição de caçador. A análise que se faz de cada pessoa que se aproxima de nós de certa forma já é um meio de estar buscando. Então, voltemos a ideia do inesperado. Este caso ou este cara pode fazer um estrago em visões apagadas como a minha. Enquanto tudo permanece sem graça vem uma cor e começa a pintar tudo onde antes não havia ‘vida’? Obviamente que fará uma clara e tremenda chamada de atenção, e ai pronto, tudo muda. Os pensamentos começam a ficar saltitantes, a ansiedade resolve bater na porta e tudo começa a girar em torno daquela ‘cor’. Dá saudade do pouco que já se viveu. Dá saudade do muito em que ainda se planeja viver. Dá um nó na garganta quando se pensa em perder a única cor que restou do arco-íris. E logo se percebe que lá está você, apegada ao que ainda nem lhe pertence. Segurando firme com as duas mãos uma vontade imensa de que a única experiência e pessoa que andou valendo a pena até ali, fique mais um pouco e se permita demorar em beijos, se permita trocar vivencias e principalmente, se permita se apegar também. Onde tudo parece não ter cores, quando menos se espera, surge um pinguinho de tinta de qualquer cor que seja e claramente faz lambança, deixando gostinho de quero mais e medo pela incerteza em saber se é recíproco ou se o adeus está próximo, fazendo com que assim, a busca pela cor certa continue e o desapego pelas cores erradas se faça acontecer.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Não me atraio pelo gostar, eu necessito do amar


Andei percebendo ultimamente que eu tenho dado explicações do porque estou solteira e sozinha. A frase que mais me pego usando na grande maioria das vezes é essa: Não gosto do que é morno, não gosto do que é maios ou menos, não me contento com pouco e nem com meros sentimentos.
Há quem diga que eu to procurando problema, que to querendo me envolver com pessoas que vão me dar dor de cabeça, mas não concordo. Não é que eu esteja procurando propositalmente me encantar por pessoas erradas, simplesmente não fico mexida pelo que é certinho demais, pelo que é certeza demais. Quem se aproxima de mim tentando me conquistar pela metade, tentando ter algo sério comigo sem nem ao menos ter um sentimento forte o suficiente pra arrancar suspiros, não leva é nada. Não me atraio pelo gostar, eu necessito do amar. O que é 50% não me chama atenção, comigo ou é 100% ou nada, vá embora!
Posso me esforçar o tanto que for, posso querer gostar de alguém que tanto se demonstra disponível e bondoso pra mim, mas não funciona, não é algo que eu possa viver de boa vontade sem nem ao menos sentir que aquela pessoa vai me prender ao ponto de me fazer querer só ela e nem olhar mais para os lados.
Aí, tem sempre alguém que chega e diz que eu busco sofrimento, pois fico querendo gostar de caras errados, de índole duvidosa, com identidade fixa na safadeza e cachorrada. E mais uma vez eu explico...
Obvio que não desejo um cara infiel e insensível ao meu lado, pelo contrário, eu ainda tenho a síndrome do príncipe encantado. Eu sonho com alguém bom sim, que vá me conquistar como ninguém nunca fez antes. O que não entendem é que melhor do que encontrar o cara certo, é conseguir transformar o cara errado no cara certo pra mim. Todos os homens passam por fases, e da mesma forma em que entram na fase da galinhagem, traições e falta de respeito, eles saem. O cara ruim de hoje, pode ser o cara bom de amanhã. O sapo de ontem, pode ser o príncipe de hoje. E o namorado infiel hoje de tal fulana, pode ser o cara fiel de amanhã de ciclana. É um ciclo, onde tudo se modifica e todos se modificam. Basta cada um encontrar seu par perfeito na hora certa.
Eu já não sei de mim. Pode ser que minha cara metade já tenha entrado na minha vida e saido, pode ser que esteja por aqui camuflado de amigo, pode existir mil possibilidades de já te-lo conhecido ou não. Mas o que conta mesmo para que alguém conquiste minha atenção 24 horas é exatamente a tal da química, o respeito misturado com a malícia, o carinho envolvido na pegada, um elogio enganchado num beijo, a calma unida à vontade... Não é que eu não goste do simples ou descarte o perigoso. Lembra que falei que comigo tem que ser 100%? Então... Se a simplicidade vier de mãos dadas com o perigo e souber fazer brotar borboletas no meu estômago e me surpreender dia após dia, com certeza o jogo estará ganho. É horrível estar com alguém e sentir que a pessoa não se esforça pra agradar, pois, pensa que já conquistou, ou estar com alguém que parece esperar um manual com todas as dicas sobre o que fazer para me ganhar, ou pior ainda, estar com alguém que não sabe nem que tem que conquistar. É por isso que eu sempre digo: Homem tem que saber ser homem!
O pior é quando interpretam essa frase levando a masculinidade pelo lado da brutalidade, do puxão de cabelo doloroso, do beijo apertado que machuca, e pensam que assim estarão fazendo a mulher satisfeita. Desculpem-me as que gostam de homens das cavernas, mas comigo isso definitivamente não funciona. Uma pegada com jeito é totalmente diferente de falta de coordenação motora misturada com agressividade e pressa. Sou totalmente a favor dos mimos usados na época da minha avó. Flores, flertes, gentilezas, cavalheirismo, cartas, muuuuito romantismo. Me derreto toda.
Mas enfim, não irei entregar o jogo de bandeja para os marmanjos que por aqui passarem, volto a repetir, que gosto de ser surpreendida e conquistada dia após dia. Se estou solteira, sozinha ou não, é por escolha minha e falta de pessoas capacitadas para abalarem minhas estruturas. Sou a favor mesmo de alguém que mova montanhas, me arranque suspiros, faça declarações, me tire o sono, me faça sorrir atoa e pare meu mundo. Quero estar com quem me faça sentir completa, com quem me mate de saudades e me deixe sentir que nada mais me falta e o resto das pessoas que passam por mim são pequenas perto de tudo que sinto por quem vai me fazer amar. Não é tarefa fácil, eu sei. Estou buscando agulha no palheiro. Mas prefiro assim, pois, quando encontrar, me sentirei privilégiada, irei viver tudo que sempre esperei com alguém que vale a pena e que vai saber me conquistar num piscar de olhos como se sempre tivesse lido meu manual sem nem ao menos precisar que eu fale. Não gosto e nem aceito metades, tem que ser intenso, tem que fazer a diferença!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Amor que é amor, permanece amor, mesmo que mude


“Tereza: Eu sempre te amei mais do que você se importava em ser amado, e por ter te amado muito, eu sempre perdoei tudo que você fez pra perder meu amor. Olha que você se esforçou, porque você fez tudo pra que eu te odiasse, fugisse de você, sumisse da sua vida, deixasse você livre pras suas aventuras.

Marcos: E pelo visto eu consegui.

Tereza: Não. Isso é que é o pior.”

Semana passada, não me recordo mais do dia exato, eu anotei esse diálogo da Tereza e do Marcos da novela viver a vida porque senti que era pra mim.
Às vezes muito do que se quer expressar soa melhor na voz de outras pessoas, ou parece mais bonito sendo vivido também por outros. A escolha das palavras certas, a simplicidade dita no que parece tão dificil na prática se passou ali na TV a minha frente aquele dia e eu senti que deveria guardar.
Nada melhor do que escrever sobre.
Eis que me vejo encaixada em cada palavra, em cada pedacinho de dor que a personagem demonstrava.
É assim para mim, exatamente da forma que foi descrita.
Amei e sei ainda ser capaz de amar da forma mais sublime e grandiosa que se pode existir, mesmo percebendo que a pessoa sequer valoriza o grau de sentimento que lhe dedico. A diferença entre eu e quem me ama está na dor da falta de correspondência e no perdão que eu sei usar mesmo quando não deveria. Quando amo, amo simplesmente e não penso duas vezes. Me entrego, me jogo, me permito viver intensamente o amor e suas mais variadas formas de me fazer feliz. Exatamente por ser assim, não consigo guardar mágoas de quem não tenha valorizado meu sentimento. Podem errar comigo, podem me machucar, mas ainda assim, se existir amor, eu saberei distinguir o passado do presente e perdoarei. Não esqueço, é demais pedir que se esqueça dos erros cometidos, das dores que me trouxeram injustamente enquanto eu amava da forma mais pura e mágica. Mas jamais negaria ou negarei perdão e aproximação a quem eu amei ou amo.
E como disse a Tereza na novela, isso é o pior de tudo. Não existe nada que me faça mudar, que me faça largar a bondade, o perdão. Sou do amor, vivo pelo amor e ele não combina com nada que vá contra a isso, dessa forma eu vivo de acordo com todos os sentimentos favoráveis ao que é bom, ao que uni as pessoas, ao que tras paz, compreensão.
Quem eu amei algum dia será sempre amado. Não importa o que aconteça, amor que é amor, permanece amor, mesmo que mude.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A maior dor

Não tenho com quem compartilhar essa dor. Simplesmente por ser a minha maior dor. Não me lembro a última vez que chorei, não estava me permitindo soltar lágrimas por ninguém, não de tristeza, eu escolhi sorrir e meus olhos só se pronunciariam com lágrimas se fossem de felicidade.
Hoje decidi não lutar nem negar, segui minha lei, sinceridade com as emoções. Aceitei a angústia que tomou conta de todos os pontos do meu corpo, aceitei os pensamentos que voaram direto pra você.
Lembro-me do dia em que te dei Adeus. Escolha minha, eu tive certeza e ainda tenho, eu fiz o certo. Os motivos que me fizeram tomar aquela decisão é que nunca foram certos. Insuportável ter a sensação de que aquele fim, não foi realmente o fim. Histórias que escolhemos não mais viver devido a erros, problemas, confusões, parecem sempre voltar, como se pedissem para ter um final, feliz ou não, mas um final decente, um final com ponto final, não com uma vírgula que só serve para anteceder o que não se pode resolver imediatamente.
Naquela noite eu fiz o que tinha que fazer. Optei por mim, ainda estou optando por mim e aprendi a sempre optar por mim antes de tudo e todos. Não abrirei mão dessa condição. Lutei por nós até onde pude, mas não se ganha uma guerra sozinha. Decidi renegar ao que mais pensei que amava, ao que eu mais achava que era necessário. Abri mão de você, pra me receber de volta. Aqui estou, novamente completa, livre, bastando-me, permitindo-me. Por isso hoje eu me permiti viver você como não vivia desde aquela última noite. O que eu não sabia era que iria descobrir o quanto dói sentir que espero sua volta.
Por mais errado que seja, por pior que pareça aos olhos curiosos, ainda sim me parece certo.
Perdi as palavras, perdi o sussego. Esqueci-me como sou boa em me expressar. Tudo porque me deixei ser levada e lavada pelas lágrimas. Última vez em que chorei foi ao te deixar ir, na despedida, depois nunca mais me lembro de ter parado sequer pra pensar em algo parecido.
Eis que aqui estou. Entregue ao momento, entregue a essas palavras que tentam cuspir por mim um pouco da dor. Essa dor tão mais dolorosa do que parecia ser. É por saber que ela existe que percebi que não tenho com quem contar. Amigas não saberiam entender, por mais silêncio que façam, eu saberia que a mente de cada uma delas iria borbulhar mensagens contra mim, a falta de experiência próxima ao que passei não permiti que elas possam distinguir o que seria passar por algo assim. Minha família... Primas, tias... Tão pouco teriam paciência. Para elas parece mais fácil dizer que o que dói não faz sentido, é errado e dessa forma concretizam que a culpa é minha e só minha por cultivar pensamentos sobre você. E minha mãe? Ela que é minha melhor amiga, meu espelho. Já tirei tanto o sono dela por esses meus momentos e sofrimentos. Algumas vezes eu simplesmente não sabia, ela deixava de dormir pra chorar a minha dor, outras vezes, eu mesma a acordei pra ficar me ouvindo, tentando ao menos me acalmar, me fazendo acreditar que tudo é menos ruim do que parece. Mas hoje não dá pra contar com ela também. Noites mal dormidas, choros de preocupação, também deixam qualquer um estressado. E o pior... Ela pensa que por me ver sorrir, eu não tenho mais tristezas. Se ela soubesse da real verdade que eu já sei que ela desconfia que existe dentro do meu coração, ela iria me pré-julgar. Consigo imaginar o tom da voz, e a forma como ela perguntaria o porquê de tudo ter mudado, o porquê eu voltei a pensar em quem não deveria. Sei até que ela seria capaz de me chingar, bancaria a insensível, fingiria mau humor e me diria pra simplesmente esquecer. Ou seja, voltei à estaca zero, afinal, o que mais ouço em relação a tudo isto é realmente essa palavra: esquecer.
Esquecer não é solução, nunca foi e que sirva de aviso pra quem ainda tenta. Esquecer simplesmente serve como válvula de escape pra quem consegue manter a mente ocupada. Esquecer é pular de galho em galho. Esquecer é evitar pensar, evitar crescer. Esquecer é o inimigo da maturidade. Esquecer impede soluções. Esquecer não faz ninguém superar.
Aprendi isso e não largo mais. Necessito de outra forma de ajuda. As palavras me aliviam, me sugam um pouco da carga pesada, mas a grande massa, o miolo, vai continuar dentro de mim.
Fico imaginando como seria a volta, como seria talvez te receber de novo.
Confesso que sinto falta do seu abraço, do seu colo que me acolhia. Eu não suportaria ganhar esse carinho de novo sem demonstrar que isso me abalaria.
Mas é o que eu mais gostaria de receber agora.
Parece loucura, e é mesmo. Mas eu gosto assim, prefiro tentar, prefiro arriscar invés de largar pra lá e fingir que consigo seguir em frente quando na verdade mesmo sem perceber tem sempre algo me puxando, me prendendo no passado, me fazendo esperar, me fazendo viver sem estar 100% preparada pra atingir meu futuro sem você.
Não te aceitaria se ainda soubesse que tudo o que larguei ainda habita você.
Mas também não consigo lidar com o fato de te perder para uma mentira em que você insiste em levar adiante apenas pra conseguir provar a mim ou quem quer queira ver que você é capaz de seguir em frente.
Só se lembre, por favor, de acabar com a farsa em algum momento, mesmo que demore, mas termine com ela antes tarde do que nunca, pro seu bem.
Foi você quem me ensinou que amor é um só para toda a vida. Acredito em vários amores, mas se o seu é o meu maior e sempre será, então não deixe que ele se vá, não o esconda por baixo de mentiras e orgulhos.
Da mesma maneira em que sei perdoar até mesmo o que não deveria, eu sei que você sabe se libertar.
Demore, mas venha. Mesmo que não signifique nada, mas ainda assim, volte.
Eu preciso do seu abraço. Ele é o único em que sempre me tirou do mundo e me salvou de tudo que parecia impossível. Seus braços, seu calor, seu colo, toda aquela forma de me carregar, de me preencher, de me fazer sentir protegida, só você sabe fazer isso. O seu abraço é o único que sempre precisei e nunca posso ter quando mais necessito.
Me ajuda... E assim poderei te ajudar. Nem que seja apenas para percebermos que o que era de verdade se apagou com o tempo, mas ainda assim precisamos descobrir juntos, e não fugindo um do outro como se à distância e a amargura de nossos corações separados pudessem solucionar o fim que foi mal resolvido pelos seus próprios erros. Erros estes que você comete justamente porque sempre escolhe esquecer invés de aprender e superar.
Tá na hora de crescer! Tá na hora de voltar!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tenha a si mesmo


Aprendi a me cuidar sozinha. Aprendi a caminhar sozinha. Aprendi sonhar sozinha. Aprendi crescer sozinha. Aprendi admirar a vida sozinha.
Não me refiro a falta de companhia, falta de amigos, família, nada disso. Estou falando do coração, do amor.
Ainda acredito sim que quando estamos amando tudo parece mais belo, mais fácil, suportável e pleno. Mas a fase em que permito estar também está me presenteando com muita maturidade, felicidade, liberdade e formas sentimentais que também valem a pena experimentar.
Cheguei a um determinado momento da minha vida em que eu posso olhar para trás e perceber do que eu abri mão, e principalmente perceber o que eu ganhei desde então por ter renunciado.
Se me perguntarem sobre arrependimento eu irei responder que não tenho ou que não me permiti mesmo parar pra pensar em ter. Sou completamente crente na ideia de que todo o meu passado me criou como sou até hoje, e sou grata a isso, sou satisfeita, plenamente contente com quem sou.
Acrescento mais. Desde muito tempo em que acredito que nada é por acaso, e agora além de ter certeza disso, eu pude perceber que coincidências também não são meras, particularmente tive motivos que me fizessem acreditar que elas são sinais, intuições e ações de Deus, porque também acredito na minha enorme fé e sei que nosso Papai do céu nos olha, protege e principalmente move pauzinhos para deixar ou não que tudo aconteça.
Por tudo isso eu me permito caminhar devagar, mas ter urgência nos detalhes de cada momento vivido. Permito-me curtir todas as ocasiões em que estão vindo de encontro a meu caminho. Estou sozinha sim, o coração ta livre, mas quieto, tirou folga talvez de um grande amor, mas jamais estará vazio, o preencho cada dia mais com diversas pessoas que se tornam especiais pra mim. Como eu disse no ínicio, não estou sem companhias, só estou na liberdade, explicando melhor, de férias do amor. Há quem diga que isso é ruim, ou talvez mentira, mas eu discordo. Todo momento se faz importante, valioso e bom a partir de como o vivemos. É disso que estou falando, viver, sem olhar pra trás, sem esperar o futuro.
A falta do gostar de alguém às vezes bate na porta, inevitável, acontece até para os mais insensíveis. Mas não ta sendo a urgência agora, não ta sendo prioridade. Comecei a descobrir lados desse mundo antes desconhecidos pra mim, gostei de voar mais alto, gostei de me jogar, gostei de não precisar me preocupar com mais ninguém além de mim, gostei de tomar as redéas das situações em que posso criar, gostei de tomar escolhas sem precisar de opiniões alheias, gostei até de errar e arrumar confusões só porque eu sabia que eram momentâneas e que sou a dona da minha história. Assim como escrevo textos e os julgo importantes ou não, inventados ou verídicos, descobri que posso fazer isso com minha vida. Não que eu esteja vivendo mentiras, cultivando falsidades, jamais, longe de mim algum dia me deixar cultivar no caminho de valores tão ruins e que eu julgo desde que me entendo por gente, serem as piores partes do mundo.
Estou gostando de viver intensamente um lado em que eu achava que não tinha nada de intenso. É renunciando que se enxerga o outro lado, que se dá valor ao que antes não tinha mérito aos nossos olhos.
Enquanto houver sentido aqui onde estou, continuarei ficando. Só saio daqui agora quando o amor voltar a fazer loucuras por mim, quando ele se tornar meu aliado e não mais meu inimigo.
Resolvi não aceitar mais nada e nem ninguém que não saibam ser completos, que não saibam largar o medo e arriscar sentimentos. Impus a meu coração que só se abra por inteiro pra alguém que saiba faze-lo bater cada dia mais, que saiba faze-lo doer de emoção, que saiba faze-lo diminuir de saudade, que saiba faze-lo acelerar de vontade. Nunca gostei de metades, sempre quis integridades. Hoje mais do que nunca optei pela emoção invés da razão, rejeito o que é morno, acolho o que é completo, dispenso friezas, aceito calores, jogo fora o vazio e admito tudo que é 100%, ou é tudo ou nem se aproxime.
Parece muitas vezes que bloquiei a abertura da minha vida e do meu coração, mas quem sabe se aproximar e se faz merecer atenção logo percebe que não me fechei, simplesmente estou selecionando, buscando qualidade, certezas, intensidades.
Nunca estive tão certa e tão plena da minha alegria de viver sem dependências, sem qualquer expectativa depositada em pessoas que jamais alcançariam o perfeito do que eu gostaria, ninguém é capaz de nos completar por inteiro, justamente porque já somos completos, somos capacitados para exalar felicidade, paz e tudo de melhor que quisermos. As pessoas e tudo que elas nos proporcionam são acréscimos para nossas vidas, tudo que se achega é lucro, é mais motivo para somar felicidades. Bastar-se é necessário para a satisfação, para aprender a não depender de nada nem ninguém, é assim que se aprende a enxergar tudo e todos como vitórias conquistadas e não necessidades.
Exatamente por ter conseguido subir esse degrau de consciência é que sei que sou e posso ser tudo o que quiser ser, pois eu sou a única responsável por mim mesma, por tudo que quero ou não viver, e o resto? Que resto? Ninguém precisa de restos quando já se tem a si mesmo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Acreditando na intuição



É olhando pra trás, relendo textos antigos, que percebo muitos momentos parecidos com coisas que vivo hoje, mas, de certa forma é inevitável tambem não notar a maturidade e a carga de experiência que se acrescenta na minha vida e nas minhas palavras.
Há dois anos atrás, por exemplo, eu escrevia sobre um fantasma do passado que me atormentava em sonhos, pensamentos e ameaçava voltar pro meu convivio. Eu dizia sentir que algo estava prestes a mudar, que alguém estava se aproximando e isso iria mudar minha vida. Textos pelos quais eu escrevia sem nem ao menos ter ideia do que poderia vir pela frente, eram só suposições, sensações, intuições. No entanto, hoje sei que eu estava certa. Me aconteceram muitas coisas das quais eu imaginava e outras tantas que eu nem mesmo poderia supor. A vida, o destino, o acaso, Deus... Tudo trabalha pra me surpreender, e hoje tenho certeza de que nada é por acaso. Minha intuição não falha, e sempre que eu senti que algo mudaria, realmente mudou. Sempre que pensei que alguém me surpreenderia, assim foi. É pensando em tudo isso que dá até um frio na barriga. Fico a imaginar, viajo em pensamentos, analisando se tudo do que eu pressinto hoje poderá acontecer amanhã. Se há dois anos atrás eu sentia algo que realmente um tempo depois se concretizou, então por que agora seria diferente?
Meu coração parece que meio um sinalzinho de alerta, nele eu sei que posso confiar, quando a aflição bate ou a emoção toma conta, logo tenho certeza de que posso acreditar na minha intuição ou pensamento do momento. Assim me permito viver, assim me permito acreditar em boas novas para o futuro. Por mais que eu enfrente turbilhões, decepções, lágrimas, problemas, doenças, falsidade e afins, ainda assim eu tenho como acreditar que mais pra frente muita energia boa, muitos acontecimentos satisfatórios, muitos sentimentos sinceros, muitos sorrisos alegres se achegarão a mim. Não temo o lado ruim de tudo que eu tenho que atravessar, pois sei que depois da tempestade o dia nasce mais belo. E sei também que meu coração mole me deixa às vezes em posição de vítima esmagada, mas que com certeza num futuro serei recompensada e jamais castigada por ter vivido na verdade, no amor, no perdão, acreditando e buscando todos os dias pelo lado bom de cada pessoa que entra no meu caminho. Quem planta o bem vai colher o bem. Tenho minha consciência no lugar, vivo o que tiver que viver, aprendo tudo e mais um pouco de qualquer experiência que passo e aguardo pelas positividades que sei que algum dia conseguirei alcançar. Minha intuição me deixa sobre aviso, logo, já imagino que muito do que ando vivendo é provisório e talvez o pouco que eu não dê valor irá ainda me provar que devo acreditar mais do que já acredito nas pequenas coisas. Detalhes que deixamos passar nos pregam pegadinhas depois. E quando menos esperamos, de quem menos esperamos, surge uma história valiosa.

terça-feira, 30 de março de 2010

Esse rolo, rola ou não rola?


Olho para sua foto e sinto um frio na barriga. Ouço alguma música que me lembra você e já fico com as mãos trêmulas como se fosse um daqueles momentos em que te tenho na minha frente. Relembro coisas que passamos juntos, carinhos, palavras, cada mínimo detalhe que consigo encontrar na mente já é o suficiente pra continuar alimentando o sentimento que parece nascer de todas essas sensações que você faz brotar em mim. Parece cedo, ou talvez até idiota, mas, venho guardando comigo um pouco de você. Tenho deixado às emoções tomarem conta do meu coração que fica acelerado quando penso em te encontrar. E quando caio no pessimismo e fico imaginando que não poderei te ver, o coração dói, comprimi, dá um nó na garganta. Ando sentindo saudade do que ainda não vivemos. Ando tendo medo de perder você, mesmo ainda não te tendo. Meio estranho, mas, sincero. Basta ouvir seu nome, basta falar com alguma amiga sobre você e todo o meu corpo reage e se deixa ser tomado por milhares de sensações e emoções que só me levam mais a ideia de não desistir de você. Todas as minhas estruturas, sejam fisicas ou mentais, ficam mexidas quando o assunto é você. Foi o único a conseguir adentrar na minha vida dessa maneira depois de tanto tempo em que estive sentindo um bloqueio para não permitir a entrada de ninguém. Sei que posso estar mexendo com fogo, sei que estou caminhando em terras desconhecidas, sei que estou começando a gostar de um coração dificil, mas meu corpo e meu coração saltitante por você me fazem querer continuar. Torço pra não estar sozinha, torço pra que você ao menos esteja sendo sincero quando me dá esperanças. A dúvida dói. Refletir sobre o futuro, formar hipóteses de um suposto relacionamento, tentar compreender o que anda existindo entre nós, tudo isso faz com que eu fique confusa, com medo de estar vivendo algo sozinha. Dá pra sentir quando nasce uma sensação boa que é recíproca, mas também sei que isso não é o suficiente para segurar ambos na mesma sintonia e desejos. Penso, penso, penso, morro de saudades e quando percebo já me deixei ser carregada por sonhos que fazem planos para nós dois. A ideia de não dar certo, de te perder em vão, de te ver em um dia qualquer por aí e sentir angústia por não ter lutado mais, me faz querer chorar. Eu sei, eu já disse que sei que é cedo pra tudo isso que to sentindo e dizendo, mas, é incontrolável. Encontrei em você um pouquinho do muito que eu procuro. Mesmo sabendo que não te conheço bem, de certa forma já confio, sinto em você uma presença enorme que me dá a sensação de nos conhecermos a mais tempo do que na verdade é. Estou tentando me controlar na minha louca vontade de te procurar todos os dias e demonstrar imediatamente que te quero fixamente na minha vida, mesmo que no futuro sejamos apenas amigos. Pretendo continuar abusando da cautela e sendo fiel ao otimismo pra não te assustar e nem te entregar o jogo de bandeja. Não sei até quando esse rolo vai rolar pra deixar de ser rolo ou vai nos enrolar definitivamente. Continuarei deitando as madrugadas com vontade de ter te visto e acordando ao raiar do meio dia com ânsia de sorte pra que você apareça mais vezes nos meus dias.