sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Parte V: O mais estranho amor da minha vida

Continuação... Texto para o blog: Amores-cruzados

Já faz mais de um mês que Danton me deu aquele beijo com gosto de despedida e tem exatamente o mesmo tempo em que eu simplesmente não consigo parar de pensar nele e em tudo que ele me disse. Procurei por respostas e todas as minhas tentativas e suposições fracassaram. Simplesmente não vejo mais saída a não ser desistir de toda aquela história. Estava mesmo muito boa pra ser verdade. Um estranho que de estranho não tinha nada, nem ao menos no primeiro contato que tivemos. Dias chuvosos ou não, mas que se tornaram perfeitos pra mim e enfim, sentimentos tão maravilhosos que eu nunca havia sentido por ninguém. Aquilo tudo era conto de fadas e eu não estava no lugar certo nem na hora certa. Nunca nasci pra fazer papel de donzela. Sempre me senti a mais comum e menos sem graça de todas. Tudo não passou de um sonho bom e eu precisava acordar pra vida, minha única e real vida, sem romances perfeitos, sem estranhos simpáticos e sem chance de mais sonhos como este. Minha angústia estava com os minutos contados e a hora era aquela.Esforcei-me ao máximo para trazer um pouco de animo pro meu novo dia e minha nova rotina que se iniciava sem direito a recaídas e muito menos passeios na ponte.Minha aula foi monótona, mas mesmo assim me mantive atenta a qualquer detalhe, seja na matéria, professor ou colegas de sala. Apeguei-me a tudo que podia me fazer pensar menos. O som do sinal avisando que começaria o ultimo horário de aula me fez sentir um frio na espinha como havia acontecido todos aqueles dias desde que Danton se foi. Aquele momento me fazia lembrar de tudo que passei pra conseguir encontrá-lo durante todo aquele sonho. Era um martírio tudo aquilo, só podia ser. Quanto mais me esforçava, mais eu encontrava motivos pra me fazer pensar que eu não podia desistir daquela história. Só que eu já havia me decidido, aquela história não era pra mim, não era minha e ponto final.A última aula pareceu uma eternidade. Tentei me infiltrar em conversas das minhas amigas mais próximas, mas não ajudou muito. Elas estavam inspiradas a falar de amor e eu estava me sentindo uma tremenda pateta. Escondi Danton de tudo e todos com medo de muitos curiosos e muitas opiniões contra. Agora eu tinha certeza que tinha feito a coisa certa, afinal, olha no que deu.Assim que bateu o sinal encerrando as aulas naquele dia, senti um alivio. Era como se minha casa agora fosse o meu refúgio, coisa que nunca havia sido. Mas era lá que eu me escondia do mundo atualmente. O mundo me deu uma nova alegria de viver e me tirou na mesma intensidade. Não era justo, mas também não era aceitável eu ficar me lamentando por isso o resto dos meus dias. Danton se foi, não sei por que, nem pra que e muito menos pra onde, mas o que importava mesmo é que ele tinha ido e nada do que ele disse poderia me consolar, pelo contrário, eu ficava indignada sem respostas no meio de tantas dúvidas e perguntas. Enfim, eu tinha que esquecê-lo.Ao chegar em casa, bati mais forte do que de costume a porta de entrada e foi aí que notei que minha cabeça já estava até doendo de tanto eu pensar em tudo aquilo. Minha avó nem se quer me xingou pelo barulho como teria feito em um dia normal. O silêncio que estava no primeiro andar era realmente um mistério. Subi as escadas com cautela procurando ouvir algum ruído que pudesse me fazer parar ou descobrir o que estava havendo. Foi então que minha avó me pegou desprevenida:- Paula, tem uma coisa pra você em seu quarto. Olhe e depois desça pra gente conversar.O tom de voz dela era calmo e parecia até estar brincando com as palavras quando disse que tinha uma coisa em meu quarto para mim.Abri a porta do meu quarto devagar, confesso que eu estava com medo do que poderia encontrar ali. Quando enfim a porta já estava totalmente aberta, me deparei com um vaso em cima da minha escrivaninha com milhões de rosas coloridas dentro dele. O quarto já exalava aquele perfume de rosas e eu aproximei sem entender o que estava acontecendo. Não me recordei de nenhuma data especial, ou seja, não consegui entender por que vovó estava me dando àquelas flores lindas.Ao lado direito do vaso tinha um pequeno envelope rosa bebe. Peguei-o e mais do que depressa abri, com curiosidade invadindo meus pensamentos:

“Minha linda! Estou morrendo de saudades. Não sabia como me aproximar de você pessoalmente, você deve estar esperando muitas respostas de mim então achei melhor ser cuidadoso com tudo isso. Desculpe por qualquer coisa e por tanto mistério. Tudo vai ser mais fácil e mais claro agora pra nós dois. Venha me ver amanhã no lugar de sempre.Com amor, Danton!”

Li, reli e me joguei na cama que era o assento mais próximo. Passei dias e dias esperando por um sinal dele. Tomei minha difícil decisão de apagar tudo que vivi com ele e sobre ele. E assim do nada ele ressurge? Quem ele pensa que é? Se ele pensa que tem algum controle sobre mim...O pior é que ele tem e eu tinha acabado de confirmar isso pela décima vez.

2 comentários:

...Guga... disse...

Pois é, a gent ja esbarro por lah e eu fucei seu orkut meeesmo (hehehe) e lah que vi o seu blog... mto passa por sinal, to adoranndo essas historinhas... quando que vc posta a continuação???

Hudson R. Faria disse...

aah queeeee saco! ahuahahuahhua
Paula indecisa, tá mara tetée!
ahuahaua, Não vejo a hora da continuação.!