sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Parte II: O mais estranho amor da minha vida

Continuação, á pedidos. Texto para o blog: Amores-cruzados

Naquele dia acordei mais cedo do que normalmente sou acostumada. Adorei abrir as cortinas e poder sentir em meu rosto amarrotado, o sol ainda começando a expor seus raios mais fracos sob aquele céu esplendido que insistia em me fazer sorrir.
Vesti meu uniforme rapidamente como de costume, calcei o tênis e corri para o corredor já me adiantando pelo primeiro degrau da escada. O cheirinho do café da vovó exalava por todos os cantos da sala, copa e cozinha. Sentei-me animadamente em uma das pontas da mesa e tomei meu café com pão, queijo e presunto de todas as manhãs com uma felicidade maior do que de costume. Vovó como sempre entretida nos seus afazeres da cozinha e casa nem me olhou muito e aproveitei para logo subir ao banheiro e terminar de me arrumar para a escola. Na noite passada eu já havia programado todo o meu dia e como eu faria pra cautelosamente fugir da aula no mesmo horário que eu havia matado no dia anterior. Meu queridíssimo estranho menos estranho que já havia conhecido até ali, propôs um novo encontro que já me deixava saltitante por dentro só de pensar pelo que me esperava. Invés do medo por estar lidando com alguém talvez perigoso, eu estava era deliciosamente intrigada para descobrir por que ele teria mexido com as minhas estruturas que nem nunca foram frágeis assim a um olhar ou um sorriso.
Assim que vovó bateu a porta nas minhas costas me dando tchau e desejando um ótimo dia – que, aliás, eu sabia que teria – eu fiquei completamente imersa em meus pensamentos, e agora também em meus mais novos olhares e sorrisos. Quando dei por mim, já estava na calçada do colégio. Dei bom dia – como de costume - ao porteiro, meu amigo e entrei para o saguão onde dividia as salas. Naquele dia tudo estava ao meu favor. Na maioria das vezes eu chegava atrasada, não sei por que, mas chegava. E hoje, para a minha surpresa, estava até adiantada uns minutos. Entrei para a sala, sentei na minha carteira ao fundo como o mapa de sala previa para mim e fiquei mais uma vez concentrada nos meus pensamentos que não paravam de borbulhar. Perdi-me tanto dessa vez que quando despertei, percebi que já estava dando o sinal para a segunda aula. Esse dia realmente estava para mim, às horas iriam voar. Passei o segundo horário tentando brigar com umas contas matemáticas, o terceiro acabei no meio de uma conversa com minhas duas melhores amigas escolares, a hora do intervalo veio em seguida, o quarto horário foi bem chato, o professor de história estava mesmo rabugento, o quinto horário, biologia, estava indo bem até que... A coordenadora interrompeu a aula informando que o último horário – no qual eu pretendia e precisava matar – iria ser trocado do português para a química, sendo assim, teríamos prova no último horário e não mais no dia seguinte. Será mesmo que dá pra calcular o azar enorme que tive de um instante ao outro? E será que dá pra calcular mais ainda a raiva e a tristeza que me consumiram? Logo química? Preciso de tantos pontos, realmente, estava fora de cogitação à matança daquela ultima aula. Quando o professor de química irrompeu pela sala, eu quase quis voar no pescoço dele, mas me controlei, óbvio, e infelizmente, fiz a prova, ou seria melhor dizer que fiz a pior prova? Sai correndo sem dar explicações as minhas amigas assim que deu o ultimo sinal e cheguei à ponte do dia anterior bufando. Parei repentinamente na subida dela e suspirei já imaginando o que poderia ou não me aguardar. Quando enfim olhei por todos os lados e não vi nada nem ninguém, percebi que tinha mesmo perdido meu encontro, tudo bem, tudo bem, eu era a culpada pelo atraso, quer dizer, a prova era a culpada. Ao fundo da ponte, tinha uns banquinhos de madeira. Larguei-me em um deles e fiquei pensando no meu trágico destino. Um dia nunca é mesmo igual ao outro. Olhei mais uma vez para os lados na esperança de encontrar o vestígio de alguma sombra saindo de umas das árvores que cobriam o sol do pequeno parque a frente do lago e ao lado da ponte, mas nada havia ali. Foi quando percebi que no banco a minha esquerda, tinha uma rosa jogada, solitária. Fui até lá, peguei a flor com delicadeza entre os dedos e arranquei do seu caule um pequeno pedaço de papel que estava enrolado. Abri cuidadosamente e li:

“Minha mais nova linda admiração. Não pude te esperar por muito mais tempo. A flor era pra ser entregue pessoalmente, mas espero mesmo que você a encontre. Saiba que não desisti de nossos futuros e novos momentos. Tenha certeza de que não desistirei de você. Te vejo amanhã? Prometo esperar por mais tempo se assim for do seu agrado caso resolva demorar novamente. Não me deixe perder o que demorei tanto a encontrar. Você!”

Mais uma vez me peguei completamente flechada por um cupido poderoso. Não havia outra explicação para as minhas aceitações em toda essa história que aos olhos de qualquer outra pessoa iria se tornar cada vez mais maluca. Mas algo me dizia que eu não estava cometendo um erro ao permitir que esse estranho menos estranho de todos se aproximasse de mim. Afinal, os estranhos só deixam de ser estranhos quando os conhecemos. Enfim, meu dia não tinha sido tão perdido assim, eu ainda tinha um novo motivo pra sorrir e acordar mais feliz do que de costume novamente. A vontade de descobrir o porquê de tanta explosão no meu coração é que me permitia fazer daquele estranho a minha também mais nova obsessão.

3 comentários:

Hudson Faria disse...

Nao acreditoo, prova de quimica cretina! que odio, agora vo ter q esperar ate a contunuaçãao! ah meu deuus! tetée, seu blog ta show!

Carolzinha_ disse...

aee, fez a continuação.
fiqueei triste por essa maldita porva de química :(
vaai continuar??????????? :D .
tá tãao perfeita essa história *-*.

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Beeeeijos ^^

Mary West disse...

Química é um sacow okay? Soh vale se for na pegação mesmo. :D